Tucatinib
Inibidor da tirosina cinase HER2 (inibidor da proteína cinase)
O tucatinib é um inibidor oral da tirosina cinase, de molécula pequena, altamente seletivo para o HER2 (recetor 2 do fator de crescimento epidérmico humano). Ao bloquear a fosforilação do HER2 e do HER3, desliga a sinalização que impulsiona as células do cancro da mama HER2-positivo e, em estudos laboratoriais, a sua combinação com trastuzumab foi mais ativa do que qualquer um dos medicamentos isoladamente. Na UE está autorizado apenas em combinação com trastuzumab e capecitabina, em adultos com cancro da mama HER2-positivo localmente avançado ou metastático que receberam pelo menos 2 regimes de tratamento anti-HER2 anteriores. É tomado na dose de 300 mg (dois comprimidos de 150 mg) duas vezes por dia, de forma contínua, até à progressão da doença ou até a toxicidade se tornar inaceitável. A diarreia e o aumento das enzimas hepáticas são as suas principais preocupações de segurança, pelo que a ALT, a AST e a bilirrubina são monitorizadas a cada três semanas ou conforme clinicamente indicado.
Disponível sob as marcas
Esta substância ativa é comercializada sob as seguintes marcas, consoante a região e o fabricante:
- Tukysa ®
As marcas são marcas registadas dos respetivos titulares. A Pharmalogistic não representa, fabrica nem distribui os produtos de marca acima indicados.
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Perguntas frequentes
Tucatinib: para que é utilizado?
O tucatinib é um inibidor oral da tirosina cinase, de molécula pequena, altamente seletivo para o HER2 (recetor 2 do fator de crescimento epidérmico humano).
Tucatinib: é necessária receita médica?
Sim. Tucatinib é um medicamento sujeito a receita médica. É necessária uma receita válida emitida por um médico licenciado, e as regras de prescrição do país de destino são verificadas antes de qualquer envio.
Tucatinib: como deve ser conservado?
Conservar Tucatinib a Sem condições especiais de conservação, na embalagem de origem, ao abrigo da luz e fora do alcance das crianças.
Tucatinib: precisa de envio refrigerado (cadeia de frio)?
Não. Tucatinib é estável a Sem condições especiais de conservação, pelo que basta uma embalagem de proteção padrão; durante o transporte, o produto continua protegido do calor e da humidade.
Tucatinib: sob que marcas é comercializado?
Tucatinib comercializa-se sob as marcas Tukysa, consoante o país e o fabricante. As marcas são propriedade dos respetivos titulares; a Pharmalogistic não representa nem distribui os produtos de marca.
Tucatinib: que dosagens estão disponíveis?
Tucatinib está disponível nas seguintes dosagens: Comprimidos revestidos por película de 50 mg, Comprimidos revestidos por película de 150 mg. A dosagem adequada e o esquema posológico são determinados pelo médico assistente.
Tucatinib: qual é o prazo de validade?
O prazo de validade de Tucatinib é de 3 anos quando o produto é conservado conforme recomendado. Não utilizar após o prazo de validade impresso na embalagem.
Informação médica e orientações
Farmacologia, indicações e perfil de segurança desta substância ativa
Ação farmacológica
O tucatinib é um inibidor reversível, potente e seletivo da tirosina cinase HER2. O HER2 é um recetor de fator de crescimento que está sobre-expresso ou amplificado no cancro da mama HER2-positivo, onde a sua atividade cinase impulsiona os sinais que fazem as células tumorais dividir-se e sobreviver. O bloqueio dessa atividade abranda o crescimento dos tumores dependentes do HER2. O tucatinib é utilizado juntamente com o trastuzumab, um anticorpo contra o HER2, e a capecitabina, um medicamento de quimioterapia.
Mecanismo de ação
- Inibição do HER2: o tucatinib liga-se de forma reversível à tirosina cinase HER2. Em ensaios de sinalização em células, é mais de 1000 vezes mais seletivo para o HER2 do que para o recetor do fator de crescimento epidérmico (EGFR).
- Sinalização a jusante: in vitro, inibe a fosforilação do HER2 e do HER3, o que reduz a sinalização a jusante (incluindo as vias MAPK e AKT) e a proliferação celular, e induz a morte das células tumorais dependentes do HER2.
- Atividade in vivo: inibe o crescimento de tumores dependentes do HER2 em modelos animais.
- Combinação com trastuzumab: a combinação de tucatinib e trastuzumab mostrou uma atividade antitumoral aumentada in vitro e in vivo em comparação com qualquer um dos medicamentos isoladamente.
- Eletrofisiologia cardíaca: doses múltiplas de 300 mg duas vezes por dia não tiveram efeito no intervalo QTc num estudo aprofundado do QT em indivíduos saudáveis.
Farmacocinética
- Absorção: após uma dose única de 300 mg, o tempo mediano até à concentração plasmática máxima é de cerca de 2 horas (intervalo de 1–4 horas). A exposição aumenta proporcionalmente à dose entre 50 e 300 mg. Com 300 mg duas vezes por dia, a AUC acumula 1,7 vezes e a Cmax 1,5 vezes, e o estado estacionário é atingido em cerca de 4 dias. Uma refeição rica em gordura atrasou o pico (de 1,5 para 4 horas) e aumentou a AUC 1,5 vezes sem alterar a Cmax; isto não foi clinicamente relevante, pelo que os comprimidos podem ser tomados com ou sem alimentos.
- Distribuição: volume de distribuição aparente de cerca de 1670 l; ligação às proteínas plasmáticas de cerca de 97% a concentrações clinicamente relevantes. O tucatinib atravessa a barreira hematoencefálica, e o principal estudo de eficácia (HER2CLIMB) incluiu doentes com ou sem metástases cerebrais.
- Metabolismo: principalmente pela CYP2C8 e, em menor grau, pela CYP3A e pela aldeído oxidase. O tucatinib é um substrato da P-gp e da BCRP. É um inibidor reversível da CYP2C8, um inibidor dependente do tempo (forte) da CYP3A e um inibidor dos transportadores renais MATE1, MATE2-K e OCT2.
- Eliminação: semivida média geométrica de cerca de 8,5 horas e depuração aparente de 148 l/h após uma dose única de 300 mg em indivíduos saudáveis. A eliminação é predominantemente hepatobiliar e não apreciavelmente renal: num estudo com marcação radioativa, cerca de 86% da dose foi recuperada nas fezes (cerca de 16% disso como tucatinib inalterado) e 4,1% na urina.
- Populações especiais: não é necessário ajuste da dose com 65 anos ou mais (não estudado acima dos 80 anos) nem no compromisso renal ligeiro, moderado ou grave, nem no compromisso hepático ligeiro ou moderado; no compromisso hepático grave (Child-Pugh C) recomenda-se uma dose inicial mais baixa (ver Administração e posologia).
Indicações
O tucatinib é utilizado apenas em combinação com trastuzumab e capecitabina.
- Cancro da mama HER2-positivo: adultos com cancro da mama HER2-positivo localmente avançado ou metastático que receberam pelo menos 2 regimes de tratamento anti-HER2 anteriores, em combinação com trastuzumab e capecitabina.
- Estado do tumor: a indicação aplica-se a tumores HER2-positivos; no principal estudo de eficácia, a sobre-expressão ou amplificação do HER2 foi confirmada por análise em laboratório central.
Contraindicações
- Hipersensibilidade ao tucatinib ou a qualquer um dos excipientes.
Efeitos indesejáveis
Os dados de segurança provêm de 431 doentes com cancro da mama HER2-positivo localmente avançado irressecável ou metastático que receberam tucatinib com trastuzumab e capecitabina em dois estudos (HER2CLIMB e ONT-380-005; exposição mediana de 7,4 meses). As reações de grau 3 e 4 mais frequentes (5% ou mais) foram diarreia (13%), ALT aumentada (6%) e AST aumentada (5%).
Muito frequentes (≥1/10): epistaxe; diarreia, náuseas, vómitos, estomatite (um termo agrupado que inclui dor orofaríngea, ulceração da boca e dor oral); erupção cutânea (um termo agrupado que inclui erupção maculopapular e acneiforme, eritema, urticária, eritema palmar e plantar e toxicidade cutânea); artralgia; AST aumentada, ALT aumentada, bilirrubina aumentada no sangue, diminuição de peso.
A tabela do RCM apresenta apenas reações muito frequentes para o tucatinib.
Ocorreram reações adversas graves em 29% dos doentes (diarreia 4%, vómitos 3%, náuseas 2%). As reações adversas levaram à redução da dose em 23% dos doentes (diarreia 6%, ALT aumentada 5%, AST aumentada 4%) e à descontinuação em 6% (diarreia 1%, ALT aumentada 1%).
- Diarreia: ocorreu em 82% dos doentes e foi de grau 3 ou superior em 13%. Dois doentes com diarreia de grau 4 morreram mais tarde, e a diarreia contribuiu para as mortes. O tempo mediano até ao início foi de 12 dias; 81% dos acontecimentos resolveram-se, após uma mediana de 8 dias. O tratamento antidiarreico preventivo não era exigido no estudo.
- Testes hepáticos: ocorreram aumentos da ALT, da AST ou da bilirrubina em 41% dos doentes (grau 3 ou superior em 9%), que levaram à redução da dose em 9% e à descontinuação em 1,5%. O tempo mediano até ao início foi de 37 dias; 84% dos acontecimentos resolveram-se, após uma mediana de 22 dias.
- Creatinina sérica: aumenta em média cerca de 30% no primeiro ciclo porque o tucatinib bloqueia a secreção tubular da creatinina. O aumento mantém-se estável durante o tratamento e reverte após a suspensão, sem efeito na função glomerular.
- Doentes idosos: ocorreram reações adversas graves em 34% dos 82 doentes com 65 anos ou mais, contra 28% nos doentes mais jovens; havia demasiado poucos doentes com 75 anos ou mais (8) para avaliar diferenças.
Interações medicamentosas
O tucatinib é metabolizado principalmente pela CYP2C8 e é um substrato da glicoproteína P (P-gp). É também um inibidor forte da CYP3A e um inibidor dos transportadores renais que tratam a metformina e a creatinina. O trastuzumab e a capecitabina têm as suas próprias interações, descritas nos respetivos RCM.
- Indutores fortes da CYP3A e indutores moderados da CYP2C8 (rifampicina, fenitoína, hipericão, carbamazepina): a rifampicina reduziu para metade a exposição ao tucatinib (AUC 0,5 vezes, Cmax 0,6 vezes). Evitar a combinação, uma vez que o tucatinib pode perder atividade.
- Inibidores fortes da CYP2C8 (genfibrozilo): o genfibrozilo aumentou a AUC do tucatinib 3,0 vezes e a Cmax 1,6 vezes. Evitar a combinação; se não puder ser evitada, a dose de tucatinib é reduzida (ver Administração e posologia). Para os inibidores moderados da CYP2C8 não existem dados clínicos, pelo que se deve monitorizar mais de perto a toxicidade do tucatinib.
- Inibidores fortes da CYP3A (itraconazol): a exposição ao tucatinib aumentou apenas 1,3 vezes; não é necessário ajuste da dose.
- Inibidores da bomba de protões (omeprazol): sem interação; sem ajuste da dose.
- Substratos sensíveis da CYP3A: o tucatinib aumentou a exposição ao midazolam 3,0 vezes (Cmax) e 5,7 vezes (AUC). O RCM menciona alfentanilo, avanafilo, buspirona, darifenacina, darunavir, ebastina, everolímus, ibrutinib, lomitapida, lovastatina, midazolam, naloxegol, saquinavir, sinvastatina, sirolímus, tacrolímus, tipranavir, triazolam e vardenafilo como medicamentos cuja exposição pode aumentar. Evitar a combinação quando pequenas alterações na concentração possam causar toxicidade grave ou potencialmente fatal; caso contrário, reduzir a dose do substrato da CYP3A conforme aconselhado no respetivo RCM.
- Substratos da P-gp: a exposição à digoxina aumentou 2,4 vezes (Cmax) e 1,5 vezes (AUC). Considerar a redução da dose dos substratos da P-gp, incluindo os substratos intestinais sensíveis como o dabigatrano, conforme aconselhado nos respetivos RCM, e utilizá-los com precaução quando pequenas alterações na concentração possam causar toxicidade grave ou potencialmente fatal.
- Substratos da CYP2C8: a exposição à repaglinida aumentou 1,7 vezes; sem ajuste da dose.
- Substratos da MATE1/MATE2-K: a exposição à metformina aumentou 1,1 vezes (Cmax) e 1,4 vezes (AUC) porque o tucatinib reduz a sua depuração renal sem afetar a taxa de filtração glomerular; sem ajuste da dose.
- Substratos da CYP2C9: sem interação com a tolbutamida; sem ajuste da dose.
- Creatinina: o tucatinib bloqueia a secreção tubular da creatinina, pelo que a creatinina sérica aumenta sem lesão renal (ver Advertências e precauções especiais).
- Alimentos: o tucatinib pode ser tomado com ou sem alimentos.
Administração e posologia
O tratamento deve ser iniciado e supervisionado por um médico com experiência na utilização de medicamentos anticancerígenos. Os comprimidos são engolidos inteiros, com ou sem refeição, com cerca de 12 horas de intervalo e à mesma hora todos os dias; não devem ser mastigados, esmagados nem partidos. Podem ser tomados ao mesmo tempo que a capecitabina, e os três medicamentos podem ser administrados por qualquer ordem.
Dose recomendada
- Tucatinib: 300 mg (dois comprimidos de 150 mg) duas vezes por dia, de forma contínua, com ou sem refeição.
- Capecitabina: 1000 mg/m² por via oral duas vezes por dia nos dias 1 a 14 de cada ciclo de 21 dias, nos 30 minutos seguintes a uma refeição.
- Trastuzumab: por via intravenosa (8 mg/kg no dia 1, depois 6 mg/kg a cada 21 dias) ou por via subcutânea (600 mg a cada 21 dias).
- O tucatinib continua até à progressão da doença ou toxicidade inaceitável. Os RCM do trastuzumab e da capecitabina fornecem mais informações e as modificações da dose para as toxicidades causadas por esses medicamentos.
Reduções da dose
- Dose inicial de 300 mg duas vezes por dia; primeira redução de 250 mg duas vezes por dia; segunda redução de 200 mg duas vezes por dia; terceira redução de 150 mg duas vezes por dia.
- O tucatinib é suspenso definitivamente nos doentes que não toleram 150 mg duas vezes por dia.
- As doses reduzidas são feitas com os comprimidos de 150 mg e de 50 mg.
Modificações da dose por reações adversas
A gravidade é classificada pelos Critérios de Terminologia Comuns para Acontecimentos Adversos do NCI, versão 4.03.
- Diarreia
- Grau 1 ou 2: sem modificação da dose.
- Grau 3 sem tratamento antidiarreico: iniciar ou intensificar o tratamento médico adequado, interromper o tucatinib até à recuperação para grau 1 ou inferior e, depois, retomar com a mesma dose.
- Grau 3 com tratamento antidiarreico: iniciar ou intensificar o tratamento médico adequado, interromper até à recuperação para grau 1 ou inferior e, depois, retomar com o nível de dose imediatamente inferior.
- Grau 4: suspender o tucatinib definitivamente.
- ALT, AST ou bilirrubina total aumentadas
- Bilirrubina de grau 1 (acima do limite superior do normal, LSN, até 1,5 × LSN): sem modificação da dose.
- Bilirrubina de grau 2 (acima de 1,5 até 3 × LSN): interromper até à recuperação para grau 1 ou inferior e, depois, retomar com a mesma dose.
- ALT ou AST de grau 3 (acima de 5 até 20 × LSN) ou bilirrubina de grau 3 (acima de 3 até 10 × LSN): interromper até à recuperação para grau 1 ou inferior e, depois, retomar com o nível de dose imediatamente inferior.
- ALT ou AST de grau 4 (acima de 20 × LSN) ou bilirrubina de grau 4 (acima de 10 × LSN): suspender definitivamente.
- ALT ou AST acima de 3 × LSN juntamente com bilirrubina acima de 2 × LSN: suspender definitivamente.
- Outras reações adversas: grau 1 ou 2, sem modificação da dose; grau 3, interromper até à recuperação para grau 1 ou inferior e, depois, retomar com o nível de dose imediatamente inferior; grau 4, suspender definitivamente.
Com inibidores fortes da CYP2C8
Evitar os inibidores fortes da CYP2C8. Se não for possível evitar um, reduzir a dose inicial de tucatinib para 100 mg duas vezes por dia. Depois de o inibidor ter sido suspenso durante 3 semividas de eliminação, retomar a dose tomada antes de o inibidor ter sido iniciado. Com os inibidores moderados da CYP2C8, a monitorização da toxicidade do tucatinib é intensificada.
Populações especiais
- Idosos: sem ajuste da dose com 65 anos ou mais; o tucatinib não foi investigado acima dos 80 anos.
- Compromisso renal: sem ajuste da dose no compromisso ligeiro, moderado ou grave.
- Compromisso hepático: sem ajuste da dose no compromisso ligeiro ou moderado; no compromisso grave (Child-Pugh C), a dose inicial recomendada é de 200 mg duas vezes por dia.
- Crianças e adolescentes: a segurança e a eficácia não foram estabelecidas; não existem dados disponíveis.
Dose omitida
Se for omitida uma dose, o doente toma a dose seguinte à hora regularmente programada.
Advertências e precauções especiais
Função hepática
Foram notificados aumentos da ALT, da AST e da bilirrubina. A ALT, a AST e a bilirrubina total devem ser monitorizadas a cada três semanas ou conforme clinicamente indicado, e o tratamento é interrompido, reduzido ou suspenso consoante a gravidade.
Diarreia
A diarreia pode ser grave; foram notificados desidratação, hipotensão, lesão renal aguda e morte. Os medicamentos antidiarreicos devem ser administrados conforme clinicamente indicado, e o tratamento é interrompido, reduzido ou suspenso na diarreia de grau 3 ou superior. É necessária uma abordagem médica imediata se a diarreia de grau 2 persistir juntamente com náuseas e/ou vómitos de grau 2 ou superior. Devem ser realizados testes para excluir uma causa infecciosa na diarreia de grau 3 ou 4 e na diarreia de qualquer grau com características complicadoras (desidratação, febre, neutropenia).
Aumento da creatinina sem lesão renal
A creatinina sérica aumenta em média cerca de 30% porque o tucatinib bloqueia o transporte tubular da creatinina, sem afetar a função glomerular. Se não estiver claro se a função renal está comprometida, podem ser considerados marcadores que não dependam da creatinina, como o azoto ureico no sangue, a cistatina C ou uma taxa de filtração glomerular calculada que não se baseie na creatinina.
Toxicidade embriofetal
Com base nos resultados em animais e no seu mecanismo de ação, o tucatinib pode prejudicar o feto. Em coelhas grávidas causou anomalias fetais com exposições maternas semelhantes à exposição clínica com a dose recomendada.
Medicamentos que interagem
O tucatinib é um inibidor forte da CYP3A, pelo que o RCM de qualquer outro medicamento administrado com ele deve ser consultado para aconselhamento sobre inibidores da CYP3A. Os indutores fortes da CYP3A, os indutores moderados da CYP2C8 e os inibidores fortes da CYP2C8 devem ser evitados (ver Interações medicamentosas).
Gravidez, amamentação e fertilidade
- Teste de gravidez: o estado de gravidez das mulheres com potencial para engravidar deve ser verificado antes do início do tratamento.
- Contraceção: as mulheres com potencial para engravidar devem evitar engravidar e utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e durante, pelo menos, 1 semana após a última dose. Os doentes do sexo masculino com parceiras com potencial para engravidar devem também utilizar contraceção eficaz durante esse período.
- Gravidez: não existem dados em mulheres grávidas, e os estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva. O tucatinib não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que o estado clínico da mulher o exija. Se uma doente engravidar durante o tratamento, o potencial perigo para o feto deve ser-lhe explicado.
- Amamentação: desconhece-se se o tucatinib ou os seus metabolitos passam para o leite humano, e não se pode excluir um risco para o recém-nascido ou lactente. A amamentação deve ser interrompida durante o tratamento e pode ser retomada 1 semana após o tratamento.
- Fertilidade: não foram realizados estudos de fertilidade; os resultados em animais sugerem que o tucatinib pode comprometer a fertilidade em mulheres com potencial reprodutivo.
- O trastuzumab e a capecitabina têm as suas próprias recomendações sobre gravidez e amamentação nos respetivos RCM.
Sódio e potássio
Cada dose de 300 mg contém 55,3 mg de sódio (cerca de 2,75% da ingestão alimentar máxima diária recomendada para um adulto) e 60,6 mg de potássio. O teor de potássio deve ser tido em conta nos doentes com função renal comprometida ou com uma dieta controlada pobre em potássio.
Efeitos sobre a condução
O tucatinib tem uma influência nula ou desprezável sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. O estado clínico do doente deve ser considerado ao avaliar a capacidade de realizar tarefas que exijam discernimento ou capacidades motoras ou cognitivas.
Condições de conservação
Os comprimidos de Tukysa não requerem condições especiais de conservação. São fornecidos em blisters de OPA/ALU/PVC selados com folha de alumínio: comprimidos de 50 mg em embalagens de 88 (11 blisters de 8) e comprimidos de 150 mg em embalagens de 84 (21 blisters de 4); podem não ser comercializadas todas as apresentações. Como com todos os medicamentos, manter fora da vista e do alcance das crianças.
Prazo de validade
3 anos. Não utilizar após o prazo de validade indicado na embalagem.
Condições de dispensa em farmácia
Apenas mediante receita médica (Rx), sujeito a receita médica restrita (Anexo II B), de um médico com experiência na utilização de medicamentos anticancerígenos. O tucatinib é tomado em casa, pelo que é fornecido ao doente ou à clínica que o trata mediante receita.
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Aviso importante
As informações fornecidas neste website destinam-se exclusivamente a fins de informação geral e educativos e não constituem aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendação de tratamento. Estas informações não pretendem substituir a consulta com um profissional de saúde qualificado. Procure sempre o aconselhamento do seu médico, farmacêutico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado para qualquer questão relacionada com uma condição clínica ou um medicamento. Nunca ignore o aconselhamento médico profissional nem atrase a sua procura por causa de informações apresentadas neste website. A disponibilidade dos produtos, as indicações aprovadas e a informação de prescrição podem variar consoante o país. Muitos dos medicamentos referidos estão sujeitos a receita médica; sempre que uma receita seja exigida, esta deve ser válida no país de destino, e os produtos devem ser utilizados sob supervisão médica. Não adquirimos, enviamos nem listamos substâncias controladas ao abrigo da lei austríaca dos estupefacientes (Suchtmittelgesetz, SMG) ou de regulamentação internacional equivalente.
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Fonte da informação
Esta informação sobre o produto baseia-se em:
DrugBank — Tucatinib (DB11652); EMA SmPC — TukysaÚltima revisão:
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