Triptorrelina

Agonista da GnRH (análogo da hormona libertadora de gonadotrofinas)

A triptorrelina é um análogo sintético da hormona libertadora de gonadotrofinas (GnRH). Após um breve aumento inicial de LH, FSH e hormonas sexuais, a exposição continuada suprime a libertação hipofisária de LH e FSH e, com ela, a produção de hormonas testiculares e ováricas, pelo que a testosterona nos homens e o estrogénio nas mulheres descem para níveis muito baixos; o efeito é geralmente reversível após a suspensão do tratamento. Está autorizada a nível nacional nos Estados-Membros da UE, com produtos que diferem na dosagem, no intervalo de administração e nas indicações. Nos RCM espanhóis, o depot mensal Decapeptyl Mensual 3,75 mg está indicado no cancro da próstata hormonodependente, no tratamento adjuvante do cancro da mama em fase inicial em mulheres pré-menopáusicas, na endometriose, nos fibromas uterinos, na FIV e na puberdade precoce central, enquanto a injeção diária Decapeptyl Diario 0,1 mg está indicada apenas como adjuvante das gonadotrofinas na FIV. As injeções são administradas sob supervisão médica, por injeção intramuscular profunda no caso do depot e por via subcutânea no caso do produto diário. Os pontos de segurança importantes são uma exacerbação tumoral temporária no início do tratamento do cancro da próstata, a perda óssea com a utilização prolongada e a depressão.

Disponível sob as marcas

Esta substância ativa é comercializada sob as seguintes marcas, consoante a região e o fabricante:

  • Decapeptyl ®
  • Gonapeptyl ®

As marcas são marcas registadas dos respetivos titulares. A Pharmalogistic não representa, fabrica nem distribui os produtos de marca acima indicados.

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Perguntas frequentes

Triptorrelina: para que é utilizado?

A triptorrelina é um análogo sintético da hormona libertadora de gonadotrofinas (GnRH).

Triptorrelina: é necessária receita médica?

Sim. Triptorrelina é um medicamento sujeito a receita médica. É necessária uma receita válida emitida por um médico licenciado, e as regras de prescrição do país de destino são verificadas antes de qualquer envio.

Triptorrelina: como deve ser conservado?

Conservar Triptorrelina a Abaixo de 25 °C, na embalagem de origem, ao abrigo da luz e fora do alcance das crianças. Após a primeira utilização: Utilizar imediatamente após a reconstituição.

Triptorrelina: precisa de envio refrigerado (cadeia de frio)?

Não. Triptorrelina é estável a Abaixo de 25 °C, pelo que basta uma embalagem de proteção padrão; durante o transporte, o produto continua protegido do calor e da humidade.

Triptorrelina: sob que marcas é comercializado?

Triptorrelina comercializa-se sob as marcas Decapeptyl, Gonapeptyl, consoante o país e o fabricante. As marcas são propriedade dos respetivos titulares; a Pharmalogistic não representa nem distribui os produtos de marca.

Triptorrelina: que dosagens estão disponíveis?

Triptorrelina está disponível nas seguintes dosagens: 3,75 mg pó e solvente para suspensão injetável de libertação prolongada (Decapeptyl Mensual, a cada 4 semanas), 0,1 mg pó e solvente para solução injetável (Decapeptyl Diario, diariamente). A dosagem adequada e o esquema posológico são determinados pelo médico assistente.

Triptorrelina: qual é o prazo de validade?

O prazo de validade de Triptorrelina é de 3 anos (Decapeptyl Mensual); 2 anos (Decapeptyl Diario) quando o produto é conservado conforme recomendado. Não utilizar após o prazo de validade impresso na embalagem.

Informação médica e orientações

Farmacologia, indicações e perfil de segurança desta substância ativa

Ação farmacológica

A triptorrelina é um análogo decapeptídico sintético da hormona libertadora de gonadotrofinas (GnRH) natural. Administrada de forma contínua, estimula primeiro e suprime depois a libertação hipofisária da hormona luteinizante (LH) e da hormona folículo-estimulante (FSH). Isto desliga a produção de hormonas testiculares e ováricas, que é a base da sua utilização em cancros hormonodependentes, doenças ginecológicas, procriação medicamente assistida e puberdade precoce.

Mecanismo de ação

  • Agonista da GnRH: após uma estimulação inicial, a administração continuada inibe a secreção de gonadotrofinas e, assim, suprime a função testicular e ovárica. Em estudos em animais, a triptorrelina foi 13 vezes mais ativa do que a GnRH natural na libertação de LH e 21 vezes mais ativa na libertação de FSH.
  • Exacerbação inicial: a primeira dose é seguida de um aumento temporário de FSH, LH, estradiol e testosterona. No cancro da próstata, é por isso que os sintomas podem agravar-se brevemente e que pode ser adicionado um antiandrogénio no início.
  • Níveis hormonais de castração: no cancro da próstata, o tratamento prolongado reduz a LH e a FSH até que a testosterona atinja níveis de castração ao fim de cerca de 2 a 3 semanas, e mantém-se aí enquanto o medicamento for administrado. No início pode observar-se um aumento temporário da fosfatase ácida.
  • Efeitos gonadais diretos: outros estudos em animais sugerem uma ação adicional nas próprias gónadas, com diminuição da sensibilidade dos recetores periféricos da GnRH.
  • Reversibilidade: os efeitos são geralmente reversíveis após a suspensão do tratamento.
  • Protocolos de FIV: no protocolo de injeção diária, a dessensibilização hipofisária é demonstrada por um nível de estradiol inferior a 50 pg/ml, habitualmente por volta do dia 15 do tratamento, altura em que se inicia a estimulação com gonadotrofinas.

Farmacocinética

  • Absorção, Decapeptyl Mensual em homens: após a injeção intramuscular, o fármaco à superfície das micropartículas é libertado em primeiro lugar, seguido de uma libertação constante (concentração máxima de 0,32 ± 0,12 ng/ml) a uma taxa média de 46,6 ± 7,1 µg por dia. A biodisponibilidade da suspensão de micropartículas é de cerca de 53% ao longo de um mês.
  • Absorção, Decapeptyl Mensual em mulheres: os níveis sanguíneos máximos, até cerca de 11 ng/ml, são atingidos 2 a 6 horas após a injeção. Não houve sinais de acumulação após 6 injeções mensais, e os níveis mínimos variam entre 0,1 e 0,2 ng/ml. A biodisponibilidade do produto de libertação prolongada é de cerca de 50%.
  • Distribuição: após uma dose intravenosa única de 0,5 mg em homens saudáveis, o volume de distribuição foi de 30 a 33 l. A triptorrelina não se liga às proteínas plasmáticas em concentrações clinicamente relevantes.
  • Metabolismo: não é bem conhecido. Provavelmente não envolve as enzimas CYP, e não foram identificados metabolitos.
  • Eliminação: envolve tanto os rins como o fígado. A depuração total em homens saudáveis foi de cerca de 212 ml/min, e a descida dos níveis plasmáticos segue três fases, com semividas de cerca de 6 minutos, 45 minutos e 3 horas.

Indicações

A triptorrelina está autorizada a nível nacional e não centralizado, pelo que as indicações dependem do produto e do país. Esta página segue os dois RCM espanhóis (AEMPS) da Ipsen Pharma S.A.U.

Decapeptyl Mensual 3,75 mg (depot mensal de libertação prolongada)

  • Cancro da próstata: cancro da próstata hormonodependente, localmente avançado ou metastático; e cancro da próstata hormonodependente localizado de alto risco ou localmente avançado em associação com radioterapia. O efeito favorável é mais marcado e mais frequente em homens que não fizeram anteriormente outro tratamento hormonal.
  • Endometriose: genital e extragenital. O tratamento está limitado a 6 meses, e não se recomenda um segundo ciclo com triptorrelina ou com qualquer outro análogo da GnRH.
  • Fibromas uterinos.
  • Infertilidade feminina: como adjuvante das gonadotrofinas (HMG, FSH, hCG) durante a indução da ovulação para a fertilização in vitro e a transferência de embriões (FIV-TE).
  • Cancro da mama em fase inicial: tratamento adjuvante, em associação com tamoxifeno ou um inibidor da aromatase, do cancro da mama em fase inicial hormonossensível em mulheres com alto risco de recidiva em que o estado pré-menopáusico foi confirmado após a conclusão da quimioterapia.
  • Puberdade precoce central: o tratamento deve começar antes dos 8 anos de idade nas raparigas e antes dos 10 anos nos rapazes.

Decapeptyl Diario 0,1 mg (injeção diária)

  • Infertilidade feminina: como adjuvante das gonadotrofinas (HMG, FSH, hCG) durante a indução da ovulação para a FIV-TE. Esta é a sua única indicação.

Outros produtos de triptorrelina autorizados a nível nacional, como os depots trimestrais e semestrais (Decapeptyl Trimestral e Decapeptyl Semestral), têm os seus próprios RCM, com as suas próprias dosagens, intervalos de administração e indicações. Não são descritos aqui.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade à triptorrelina, à GnRH ou a outros análogos da GnRH, ou a qualquer um dos excipientes.
  • Gravidez e amamentação.
  • Decapeptyl Mensual no cancro da mama pré-menopáusico: início de um inibidor da aromatase antes de se ter alcançado uma supressão ovárica adequada com triptorrelina.

Efeitos indesejáveis

A maioria das reações decorre dos níveis mais baixos de hormonas sexuais que o medicamento produz. Nos homens com cancro da próstata, as mais frequentes foram os afrontamentos e a diminuição da libido. Mais de 90% dos homens nos ensaios notificaram reações, mas eram sobretudo homens idosos com outras doenças, pelo que a causa é frequentemente difícil de avaliar. Para além das reações alérgicas (raras) e das reações no local da injeção (menos de 5%), sabe-se que todas as reações nos homens estão relacionadas com alterações dos níveis de testosterona. Nas mulheres, as reações mais frequentes (esperadas em 10% ou mais) foram cefaleia, diminuição da libido, perturbações do sono, alterações do humor, dispareunia, dismenorreia, hemorragia genital, síndrome de hiperestimulação ovárica, hipertrofia ovárica, dor pélvica, dor abdominal, secura vulvovaginal, hiperidrose, afrontamentos e astenia. As listas abaixo são as do RCM de Decapeptyl Mensual.

Homens (cancro da próstata)

Muito frequentes (≥1/10): astenia, dor nas costas, parestesia nos membros inferiores, diminuição da libido, disfunção erétil (incluindo falha de ejaculação e perturbação da ejaculação), hiperidrose, afrontamentos.

Frequentes (≥1/100 a <1/10): secura da boca, náuseas, reação no local da injeção (eritema, tumefação e dor), edema, hipersensibilidade, aumento de peso, dor musculosquelética, dor numa extremidade, tonturas, cefaleia, depressão, perda de libido, alterações do humor, dor pélvica, hipertensão.

Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100): trombocitose, palpitações, acufenos, vertigens, deficiência visual, dor abdominal, obstipação, diarreia, vómitos, letargia, edema periférico, dor, arrepios, sonolência, aumento da alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase, creatinina sanguínea, ureia sanguínea e gama-glutamiltransferase, aumento da pressão arterial, diminuição de peso, anorexia, diabetes mellitus, gota, hiperlipidemia, aumento do apetite, artralgia, dor óssea, cãibras musculares, fraqueza muscular, mialgia, parestesia, insónia, irritabilidade, noctúria, retenção urinária, ginecomastia, dor mamária, atrofia testicular, dor testicular, dispneia, epistaxe, acne, alopecia, eritema, prurido, erupção cutânea, urticária.

Raros (≥1/10 000 a <1/1000): sensação anómala no olho, perturbação visual, distensão abdominal, disgeusia, flatulência, dor torácica, doença do tipo gripal, pirexia, reação anafilática, nasofaringite, aumento da fosfatase alcalina no sangue, rigidez articular, tumefação articular, rigidez musculosquelética, osteoartrite, compromisso da memória, estado confusional, diminuição da atividade, humor eufórico, ortopneia, bolhas, púrpura, hipotensão.

Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): anemia, prolongamento do intervalo QT, apoplexia hipofisária, mal-estar, choque anafilático, ansiedade, incontinência urinária, angioedema.

Foi notificada apoplexia hipofisária após a primeira dose em doentes com adenoma da hipófise. As frequências indicadas para o prolongamento do intervalo QT, a depressão e as alterações do humor são frequências de efeito de classe comuns a todos os análogos da GnRH.

Mulheres (endometriose, fibromas, FIV)

Muito frequentes (≥1/10): astenia, cefaleia, diminuição da libido, alterações do humor, perturbações do sono (incluindo insónia), doenças da mama, dispareunia, hemorragia genital (incluindo hemorragia vaginal e hemorragia de privação), síndrome de hiperestimulação ovárica, hipertrofia ovárica, dor pélvica, secura vulvovaginal, acne, hiperidrose, seborreia, afrontamentos.

Frequentes (≥1/100 a <1/10): dor abdominal, desconforto abdominal, náuseas, reação no local da injeção (dor, tumefação, eritema e inflamação), edema periférico, hipersensibilidade, aumento de peso, artralgia, espasmos musculares, dor numa extremidade, tonturas, depressão (utilização prolongada), nervosismo, dor mamária.

Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100): palpitações, vertigens, olho seco, deficiência visual, distensão abdominal, secura da boca, flatulência, ulceração da boca, vómitos, diminuição de peso, diminuição do apetite, retenção de líquidos, dor nas costas, mialgia, disgeusia, hipostesia, síncope, compromisso da memória, perturbação da atenção, parestesia, tremor, labilidade afetiva, ansiedade, depressão (utilização de curta duração), desorientação, hemorragia coital, cistocelo, perturbação menstrual (incluindo dismenorreia, metrorragia e menorragia), quisto ovárico, corrimento vaginal, dispneia, epistaxe, alopecia, pele seca, hirsutismo, quebra das unhas, prurido, erupção cutânea.

Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): apoplexia hipofisária, perturbação visual, diarreia, mal-estar, pirexia, choque anafilático, aumento da fosfatase alcalina no sangue, aumento da pressão arterial, fraqueza muscular, convulsões, estado confusional, amenorreia, angioedema, urticária, hipertensão.

No início do tratamento da endometriose, a dor pélvica e a dismenorreia podem agravar-se (muito frequentemente) enquanto o estradiol sobe brevemente; estes sintomas são temporários e geralmente desaparecem no prazo de uma ou duas semanas. Pode ocorrer hemorragia genital, incluindo menorragia e metrorragia, no mês seguinte à primeira injeção. Quando utilizada na infertilidade juntamente com gonadotrofinas, pode ocorrer síndrome de hiperestimulação ovárica, com hipertrofia ovárica e dor pélvica ou abdominal.

Mulheres com cancro da mama em fase inicial (com tamoxifeno ou um inibidor da aromatase)

Nos estudos TEXT e SOFT, cinco anos de triptorrelina com tamoxifeno (2325 mulheres) ou exemestano (2318 mulheres) causaram mais frequentemente afrontamentos, doenças musculosqueléticas, fadiga, insónia, hiperidrose, secura vulvovaginal e depressão. Estas reações acrescem às das listas anteriores de homens e mulheres.

Muito frequentes (≥1/10): náuseas, fadiga, doença musculosquelética, osteoporose, insónia, diminuição da libido, depressão, incontinência urinária, dispareunia, secura vulvovaginal, hiperidrose, afrontamentos, hipertensão.

Frequentes (≥1/100 a <1/10): reação no local da injeção, hipersensibilidade, diabetes mellitus (intolerância à glucose), hiperglicemia, fratura, embolia.

Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100): isquemia do miocárdio, isquemia cerebral, hemorragia do sistema nervoso central.

Raros (≥1/10 000 a <1/1000): prolongamento do intervalo QT.

A osteoporose foi mais frequente com exemestano do que com tamoxifeno (39% vs 25%), tal como as doenças musculosqueléticas (89% vs 76%) e as fraturas (6,8% vs 5,2%). A hipertensão afetou 23% (exemestano) e 22% (tamoxifeno) das mulheres. A hiperglicemia (2,6% e 3,4%) e a diabetes (2,3% em ambos os grupos) foram frequentes.

Crianças (puberdade precoce central)

Muito frequentes (≥1/10): hemorragia vaginal (incluindo hemorragia vaginal, hemorragia de privação, hemorragia uterina, corrimento vaginal e spotting).

Frequentes (≥1/100 a <1/10): dor abdominal, reação no local da injeção (dor, eritema e inflamação), hipersensibilidade, aumento de peso, cefaleia, acne, afrontamentos.

Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100): deficiência visual, vómitos, obstipação, náuseas, mal-estar, obesidade, dor no pescoço, humor alterado, dor mamária, epistaxe, prurido, erupção cutânea, urticária.

Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): perturbação visual, choque anafilático, aumento da prolactina no sangue, aumento da pressão arterial, mialgia, hipertensão intracraniana idiopática (pseudotumor cerebral), convulsões, labilidade afetiva, depressão, nervosismo, angioedema, hipertensão.

Foi descrito um aumento do número de linfócitos em doentes tratados com análogos da GnRH. Parece estar relacionado com a castração induzida pela GnRH e sugere que as hormonas gonadais desempenham um papel na involução do timo.

Decapeptyl Diario (injeção diária)

O seu RCM descreve a experiência de ensaios clínicos com a formulação de libertação imediata em 127 homens com cancro da próstata tratados diariamente durante 3 meses e em cerca de 1000 mulheres em protocolos de FIV. As reações listadas são semelhantes às da lista de mulheres acima. As mais frequentes foram hemorragia vaginal, diminuição da libido, dor pélvica, dispareunia, secura vulvovaginal, seborreia e afrontamentos, todos devidos ao efeito farmacológico esperado.

Reações graves ou notáveis importantes

  • Exacerbação tumoral: em até 5% dos homens, os sinais e sintomas do cancro da próstata agravam-se temporariamente na primeira semana ou nas duas primeiras semanas (sintomas urinários em menos de 2%, dor metastática em 5%). Ocorreram casos isolados de obstrução uretral ou compressão da medula espinhal.
  • Perda óssea: os análogos da GnRH podem causar perda óssea, osteoporose e um maior risco de fratura. No cancro da mama, a osteoporose foi mais frequente com exemestano do que com tamoxifeno.
  • Reações alérgicas: a hipersensibilidade é frequente, e foram notificadas reações anafiláticas e choque.
  • Apoplexia hipofisária, convulsões e depressão: ver Advertências e precauções especiais.
  • Radioterapia: os homens em tratamento prolongado com um análogo da GnRH juntamente com radioterapia podem ter mais efeitos indesejáveis, principalmente gastrointestinais e relacionados com a radioterapia.

Interações medicamentosas

  • Medicamentos que afetam a secreção hipofisária de gonadotrofinas: ter precaução e vigiar o estado hormonal do doente.
  • Medicamentos que prolongam o intervalo QT: a terapêutica de privação androgénica pode prolongar o intervalo QT, pelo que a associação de Decapeptyl Mensual com medicamentos conhecidos por o prolongar ou por induzir torsades de pointes requer uma avaliação cuidadosa. Os exemplos mencionados no RCM são os antiarrítmicos da classe IA (quinidina, disopiramida), os antiarrítmicos da classe III (amiodarona, sotalol, dofetilida, ibutilida), a metadona, a moxifloxacina e os antipsicóticos.
  • Anticoagulantes: ter cuidado com a injeção intramuscular, devido ao risco de hematoma no local da injeção.
  • Medicamentos que diminuem a densidade óssea ou baixam o limiar convulsivo: os anticonvulsivantes e os corticosteroides acrescem ao risco de perda óssea, e os medicamentos conhecidos por acarretarem risco de convulsões acrescem ao risco de crises (ver Advertências e precauções especiais).
  • Acetato de abiraterona ou enzalutamida (cancro da próstata metastático resistente à castração): nos homens que não foram submetidos a castração cirúrgica e são elegíveis para estes medicamentos, o análogo da GnRH é mantido.
  • Inibidores da aromatase (cancro da mama pré-menopáusico): o inibidor da aromatase não deve ser iniciado antes de uma supressão ovárica adequada com triptorrelina, e a triptorrelina não é interrompida durante o tratamento com o inibidor da aromatase.
  • Terapêutica add-back (endometriose): pode ser administrado um estrogénio mais um progestagénio juntamente com o análogo da GnRH para reduzir a perda óssea e os sintomas vasomotores.
  • Gonadotrofinas (HMG, FSH, hCG): administradas de propósito juntamente com a triptorrelina na FIV; a associação pode causar síndrome de hiperestimulação ovárica.

Administração e posologia

A triptorrelina é administrada por injeção sob a supervisão de um médico. A dose, a via e o intervalo dependem do produto. Os valores abaixo são os dos dois RCM espanhóis e não devem ser aplicados a outros produtos de triptorrelina. Outros produtos autorizados a nível nacional, por exemplo os depots trimestrais e semestrais (Decapeptyl Trimestral e Decapeptyl Semestral), têm os seus próprios RCM com as suas próprias doses e intervalos; deve seguir-se o produto efetivamente prescrito.

Decapeptyl Mensual 3,75 mg: depot de libertação prolongada, a cada 4 semanas

  • Como é administrado: apenas por injeção intramuscular profunda, por um médico ou sob a sua supervisão. O local da injeção é alterado regularmente. O produto é uma suspensão de microgrânulos, pelo que a injeção acidental num vaso sanguíneo deve ser rigorosamente evitada. O pó é reconstituído com o solvente antes da utilização (ver secção 6.6 do RCM) e administrado imediatamente.
  • Cancro da próstata: uma injeção a cada 4 semanas. Na doença localizada de alto risco ou localmente avançada administrada com radioterapia, prefere-se a radioterapia seguida de privação androgénica prolongada à privação de curta duração; as normas de orientação recomendam 2 a 3 anos. No cancro da próstata metastático resistente à castração em homens que não foram submetidos a castração cirúrgica e são elegíveis para acetato de abiraterona ou enzalutamida, o análogo da GnRH é mantido.
  • Endometriose: iniciar durante os primeiros cinco dias do ciclo. Uma injeção a cada 4 semanas, habitualmente durante quatro a seis meses consoante a gravidade inicial e a resposta clínica. Não se aconselha um segundo ciclo com Decapeptyl Mensual ou com outro análogo da GnRH. Quando apropriado, é administrada com ele uma terapêutica add-back (um estrogénio e um progestagénio) para reduzir a perda de densidade mineral óssea e os sintomas vasomotores.
  • Fibromas uterinos: iniciar durante os primeiros cinco dias do ciclo. Uma injeção a cada 4 semanas durante, no mínimo, quatro e, no máximo, seis meses, orientada pelo volume do fibroma na ecografia. Não se aconselha um segundo ciclo.
  • Infertilidade feminina (FIV-TE): uma injeção no dia 2 do ciclo. A estimulação com gonadotrofinas é geralmente iniciada quando o estrogénio plasmático é inferior a 50 pg/ml, habitualmente por volta do dia 15 do ciclo.
  • Cancro da mama em fase inicial: uma injeção a cada 4 semanas juntamente com tamoxifeno ou um inibidor da aromatase, começando após a quimioterapia, uma vez confirmado o estado pré-menopáusico. Iniciar a triptorrelina pelo menos 6 a 8 semanas antes de um inibidor da aromatase, com pelo menos duas injeções (com 4 semanas de intervalo) antes do início do inibidor da aromatase. Não interromper a triptorrelina durante o tratamento com o inibidor da aromatase, para evitar um aumento de rebound do estrogénio circulante. A duração recomendada do tratamento adjuvante com outra terapêutica hormonal é de até 5 anos.
  • Puberdade precoce central: o tratamento é supervisionado por um endocrinologista pediátrico, ou por um pediatra ou endocrinologista com experiência nesta doença. As crianças com mais de 30 kg recebem uma injeção a cada 4 semanas (28 dias). Entre 20 e 30 kg, dois terços da dose (dois terços do volume da suspensão reconstituída) a cada 28 dias. Abaixo de 20 kg, meia dose (metade do volume) a cada 28 dias. Parar na idade fisiológica da puberdade. Não se recomenda continuar nas raparigas com maturação óssea acima dos 12 a 13 anos. Nos rapazes, os dados sobre o melhor momento para parar são limitados, e recomenda-se parar numa idade de maturação óssea de 13 a 14 anos.

Decapeptyl Diario 0,1 mg: injeção diária

  • Como é administrado: uma injeção subcutânea por dia de um frasco para injetáveis de 0,1 mg, administrada imediatamente após a reconstituição da solução. É utilizado apenas como adjuvante das gonadotrofinas na FIV-TE.
  • Protocolo curto: diariamente a partir do dia 2 do ciclo (juntamente com o início da estimulação ovárica) até ao dia anterior à indução da ovulação prevista. O ciclo de tratamento médio é de 10 a 12 dias por ciclo.
  • Protocolo longo: diariamente a partir do dia 2 do ciclo. Quando surge a dessensibilização hipofisária (estradiol inferior a 50 pg/ml), por volta do dia 15 após o início, começa a estimulação com gonadotrofinas e o Decapeptyl Diario continua até ao dia anterior à indução prevista. Um ciclo de tratamento pode durar 18 a 25 dias por ciclo.

Populações especiais

  • Crianças: o Decapeptyl Mensual é utilizado na puberdade precoce central (ver acima). O Decapeptyl Diario não está indicado em crianças.
  • Mulheres que possam engravidar: a gravidez deve ser excluída antes do tratamento (ver Advertências e precauções especiais).

Advertências e precauções especiais

Exacerbação tumoral e vigilância no cancro da próstata

A triptorrelina eleva primeiro a testosterona sérica, pelo que nas primeiras semanas os sinais e sintomas do cancro da próstata podem agravar-se temporariamente (exacerbação tumoral), incluindo mais dor óssea relacionada com o cancro, que pode ser tratada sintomaticamente. Durante a fase inicial pode ser adicionado um antiandrogénio adequado para contrariar o aumento brusco. Ocorreram casos isolados de compressão da medula espinhal ou obstrução uretral. Os doentes com metástases vertebrais ou obstrução do trato urinário necessitam de vigilância apertada nas primeiras semanas. Se se desenvolver compressão da medula espinhal ou compromisso renal, é administrado o tratamento padrão destas complicações e, em casos extremos, considera-se a orquidectomia imediata.

Perda óssea

A utilização prolongada de análogos da GnRH em adultos pode causar perda óssea e aumentar o risco de osteoporose. Nos homens, dados preliminares sugerem que um bifosfonato pode reduzir a perda mineral óssea. Deve ter-se especial cuidado com fatores de risco adicionais para osteoporose: abuso crónico de álcool, tabagismo, utilização prolongada de medicamentos que reduzem a densidade óssea, como anticonvulsivantes ou corticosteroides, antecedentes familiares de osteoporose ou desnutrição. Nas mulheres, é provável que os análogos da GnRH reduzam a densidade mineral óssea em cerca de 1% por mês ao longo de seis meses de tratamento; cada descida de 10% está associada a um risco de fratura duas a três vezes superior. Na endometriose, a terapêutica add-back pode reduzir a perda.

Alterações do humor e depressão

O risco de depressão, que pode ser grave, é mais elevado em doentes tratados com análogos da GnRH. Os doentes devem ser informados e tratados se surgirem sintomas, e os que têm depressão conhecida necessitam de vigilância apertada durante o tratamento.

Adenoma da hipófise

Raramente, os análogos da GnRH revelam um adenoma hipofisário gonadotrófico anteriormente desconhecido. Pode seguir-se apoplexia hipofisária, com cefaleia súbita, vómitos, alterações visuais e oftalmoplegia.

Convulsões

Foram notificadas convulsões com análogos da GnRH, sobretudo em mulheres e crianças. Alguns doentes tinham fatores de risco (epilepsia, tumores intracranianos ou medicamentos conhecidos por acarretarem risco de crises), mas outros não tinham nenhum.

Precauções com a injeção

É necessário cuidado com a injeção intramuscular em doentes medicados com anticoagulantes, devido ao risco de hematoma no local da injeção. O Decapeptyl Mensual não deve ser injetado num vaso sanguíneo.

Intervalo QT

A terapêutica de privação androgénica pode prolongar o intervalo QT (ver Interações medicamentosas).

Endometriose e fibromas

O tratamento está limitado a 6 meses: em princípio de quatro a seis meses para a endometriose e de quatro a seis meses para os fibromas (orientado pelo volume do fibroma). Não se aconselha um segundo ciclo com triptorrelina ou com outro análogo da GnRH.

Cancro da mama em fase inicial

O estado pré-menopáusico deve ser confirmado após a quimioterapia antes de começar. O inibidor da aromatase não deve ser iniciado até se ter alcançado uma supressão ovárica adequada com triptorrelina.

FIV

A gravidez deve ser excluída antes do tratamento. Com gonadotrofinas, pode ocorrer síndrome de hiperestimulação ovárica. No RCM de Decapeptyl Diario, não estão disponíveis dados específicos para mulheres com osteoporose estabelecida ou fatores de risco para a mesma.

Crianças com puberdade precoce central

O tratamento é supervisionado por um endocrinologista pediátrico ou por um pediatra ou endocrinologista com experiência na doença. Foram notificadas hipertensão intracraniana idiopática (pseudotumor cerebral) e convulsões em crianças tratadas com análogos da GnRH (frequência desconhecida).

Gravidez, amamentação e fertilidade

  • Gravidez: a triptorrelina não deve ser utilizada durante a gravidez, porque os análogos da GnRH acarretam um risco teórico de aborto ou de anomalia fetal. As mulheres que possam engravidar devem ser examinadas para excluir a gravidez antes do tratamento. Durante o tratamento deve utilizar-se contraceção não hormonal até ao regresso da menstruação.
  • Amamentação: a triptorrelina não deve ser utilizada durante a amamentação.
  • Fertilidade: a gravidez deve ser excluída antes de utilizar a triptorrelina no tratamento da fertilidade. Quando utilizada para essa finalidade, não existe evidência clínica de uma relação causal entre a triptorrelina e anomalias posteriores no desenvolvimento dos ovócitos, na gravidez ou no seu resultado.

Sódio

Cada frasco para injetáveis contém menos de 1 mmol (23 mg) de sódio, pelo que o medicamento é essencialmente isento de sódio.

Efeito sobre a capacidade de conduzir

Não foram realizados estudos sobre o efeito na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. No entanto, determinados efeitos indesejáveis do tratamento ou da doença subjacente, como tonturas, sonolência ou perturbações visuais, podem afetar estas capacidades.

Condições de conservação

Não conservar o Decapeptyl Mensual nem o Decapeptyl Diario acima de 25 °C. Não é necessária refrigeração. Utilizar imediatamente a suspensão ou solução reconstituída. A embalagem do Decapeptyl Mensual contém tudo o que é necessário para uma injeção: um frasco para injetáveis de pó, uma ampola com 2 ml de solvente, duas agulhas de 0,90 × 40 mm (uma para aspirar o solvente e outra para a injeção intramuscular) e uma seringa de polipropileno de 3 ml.

Prazo de validade

  • Decapeptyl Mensual: 3 anos.
  • Decapeptyl Diario: 2 anos.

Após a reconstituição, a suspensão ou solução deve ser utilizada imediatamente.

Condições de dispensa em farmácia

Apenas mediante receita médica (Rx). O tratamento é iniciado e supervisionado por um médico com experiência na doença tratada e, em crianças com puberdade precoce central, por um endocrinologista pediátrico ou por um pediatra ou endocrinologista com experiência nesta doença. O Decapeptyl Mensual é uma injeção depot administrada sob supervisão médica, e o Decapeptyl Diario é utilizado em ciclos de FIV, pelo que ambos são fornecidos mediante receita ao hospital ou à clínica que administra ou supervisiona as injeções.

Outras substâncias ativas da mesma área terapêutica ou classe farmacológica.

Aviso importante

As informações fornecidas neste website destinam-se exclusivamente a fins de informação geral e educativos e não constituem aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendação de tratamento. Estas informações não pretendem substituir a consulta com um profissional de saúde qualificado. Procure sempre o aconselhamento do seu médico, farmacêutico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado para qualquer questão relacionada com uma condição clínica ou um medicamento. Nunca ignore o aconselhamento médico profissional nem atrase a sua procura por causa de informações apresentadas neste website. A disponibilidade dos produtos, as indicações aprovadas e a informação de prescrição podem variar consoante o país. Muitos dos medicamentos referidos estão sujeitos a receita médica; sempre que uma receita seja exigida, esta deve ser válida no país de destino, e os produtos devem ser utilizados sob supervisão médica. Não adquirimos, enviamos nem listamos substâncias controladas ao abrigo da lei austríaca dos estupefacientes (Suchtmittelgesetz, SMG) ou de regulamentação internacional equivalente.

Consulte os nossos Termos e condições e o Aviso médico na íntegra

Fonte da informação

Esta informação sobre o produto baseia-se em:

DrugBank — Triptorelin (DB06825); AEMPS SmPC — Decapeptyl Mensual 3,75 mg and Decapeptyl Diario 0,1 mg

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