Tebentafusp

Ativador biespecífico de linfócitos T (proteína de fusão TCR/anti-CD3)

O tebentafusp é uma proteína de fusão biespecífica: um domínio do recetor dos linfócitos T liga-se a um péptido de gp100 apresentado pelo HLA-A*02:01 nas células do melanoma uveal, e um fragmento de anticorpo anti-CD3 recruta os linfócitos T. Isto redireciona e ativa os linfócitos T, que libertam citocinas inflamatórias e proteínas citolíticas e lisam as células tumorais. Na UE está autorizado em monoterapia para adultos positivos para HLA-A*02:01 com melanoma uveal irressecável ou metastático, e o genótipo HLA-A*02:01 tem de ser confirmado com um ensaio validado antes do tratamento. É administrado por perfusão intravenosa semanal durante 15 a 20 minutos após doses crescentes nos dias 1, 8 e 15, sendo as primeiras três perfusões realizadas no hospital com monitorização durante a noite. A síndrome de libertação de citocinas afeta a maioria dos doentes e é, juntamente com as reações cutâneas agudas, o principal problema de segurança.

Disponível sob as marcas

Esta substância ativa é comercializada sob as seguintes marcas, consoante a região e o fabricante:

  • Kimmtrak ®

As marcas são marcas registadas dos respetivos titulares. A Pharmalogistic não representa, fabrica nem distribui os produtos de marca acima indicados.

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Perguntas frequentes

Tebentafusp: para que é utilizado?

O tebentafusp é uma proteína de fusão biespecífica: um domínio do recetor dos linfócitos T liga-se a um péptido de gp100 apresentado pelo HLA-A*02:01 nas células do melanoma uveal, e um fragmento de anticorpo anti-CD3 recruta os linfócitos T. Isto redireciona e ativa os linfócitos T, que libertam citocinas inflamatórias e proteínas citolíticas e lisam as células tumorais.

Tebentafusp: é necessária receita médica?

Sim. Tebentafusp é um medicamento sujeito a receita médica. É necessária uma receita válida emitida por um médico licenciado, e as regras de prescrição do país de destino são verificadas antes de qualquer envio.

Tebentafusp: como deve ser conservado?

Conservar Tebentafusp a 2–8 °C; conservar e transportar refrigerado; manter o frasco para injetáveis na embalagem exterior para proteger da luz, na embalagem de origem, ao abrigo da luz e fora do alcance das crianças. Após a primeira utilização: Depois de aberto, diluir e perfundir imediatamente; a solução para perfusão preparada é estável durante 24 horas a 2–8 °C (estabilidade química e física em utilização).

Tebentafusp: precisa de envio refrigerado (cadeia de frio)?

Sim. Tebentafusp exige conservação a 2–8 °C; conservar e transportar refrigerado; manter o frasco para injetáveis na embalagem exterior para proteger da luz, pelo que o envio é feito em embalagem isotérmica com elementos de refrigeração dimensionados para todo o tempo de trânsito, mantendo a cadeia de temperatura ininterrupta desde a expedição até à entrega.

Tebentafusp: sob que marcas é comercializado?

Tebentafusp comercializa-se sob as marcas Kimmtrak, consoante o país e o fabricante. As marcas são propriedade dos respetivos titulares; a Pharmalogistic não representa nem distribui os produtos de marca.

Tebentafusp: que dosagens estão disponíveis?

Tebentafusp está disponível nas seguintes dosagens: 100 microgramas/0,5 ml concentrado para solução para perfusão (200 microgramas/ml antes da diluição). A dosagem adequada e o esquema posológico são determinados pelo médico assistente.

Tebentafusp: qual é o prazo de validade?

O prazo de validade de Tebentafusp é de 3 anos (frasco para injetáveis fechado) quando o produto é conservado conforme recomendado. Não utilizar após o prazo de validade impresso na embalagem.

Informação médica e orientações

Farmacologia, indicações e perfil de segurança desta substância ativa

Ação farmacológica

O tebentafusp redireciona os linfócitos T contra o melanoma uveal. É uma proteína solúvel construída sobre um recetor dos linfócitos T: uma extremidade liga-se a um péptido de gp100 (uma proteína fortemente expressa nas células do melanoma) apresentado pelo HLA-A*02:01 na superfície do tumor, e a outra extremidade liga-se ao CD3 nos linfócitos T. Como depende da apresentação pelo HLA-A*02:01, atua apenas nos doentes que têm esse tipo de HLA.

Mecanismo de ação

  • Domínio de direcionamento: a extremidade do recetor dos linfócitos T liga-se com elevada afinidade a um péptido de gp100 apresentado pelo HLA-A*02:01 na superfície das células do melanoma uveal.
  • Domínio efetor: o fragmento de anticorpo anti-CD3 liga-se ao CD3 nos linfócitos T policlonais. A sua afinidade é menor, pelo que os linfócitos T não são estimulados a menos que o tebentafusp tenha encontrado gp100 numa célula tumoral.
  • Sinapse imunológica: a ligação à célula tumoral e a um linfócito T forma uma sinapse imunológica, que redireciona e ativa os linfócitos T policlonais independentemente da especificidade do seu recetor nativo. Os linfócitos T ativados libertam citocinas inflamatórias e proteínas citolíticas que lisam diretamente as células tumorais.
  • gp100 no tecido normal: o gp100 é fortemente expresso nas células do melanoma e fracamente nos melanócitos normais. O RCM associa as reações cutâneas agudas à expressão de gp100 nos melanócitos normais da pele.
  • Efeitos farmacodinâmicos: a contagem de linfócitos diminui transitoriamente, sem significado clínico, no dia seguinte a cada uma das primeiras três doses e regressa ao valor basal antes das doses seguintes. As citocinas e quimiocinas pró-inflamatórias aumentam transitoriamente após as primeiras três doses, atingindo o pico 8 a 24 horas após o tratamento e regressando ao valor basal antes das doses seguintes.

Farmacocinética

  • Absorção e exposição: administrado por via intravenosa. A farmacocinética parece ser linear e proporcional à dose entre 20 e 68 microgramas. Após perfusões semanais no melanoma uveal metastático, foram atingidas concentrações máximas de 4,2–13,7 ng/ml no final da perfusão (0,5 horas), e não houve acumulação com a administração semanal das doses-alvo.
  • Distribuição: o tebentafusp não se distribui extensamente; o seu volume de distribuição (5,25 l) é comparável ao volume sanguíneo.
  • Metabolismo: a via metabólica não foi caracterizada; tal como outras proteínas terapêuticas, espera-se que seja degradado em péptidos pequenos e aminoácidos.
  • Eliminação: a excreção não está totalmente caracterizada. O seu tamanho é próximo do limiar de filtração glomerular, pelo que pequenas quantidades podem ser excretadas na urina. A semivida terminal é de 6 a 8 horas.
  • Populações especiais: o peso corporal (43–163 kg), o sexo, a raça e a idade (23–91 anos) não têm efeito significativo na depuração. Não existem estudos formais em doentes com compromisso renal ou hepático. O compromisso renal ligeiro a moderado (depuração da creatinina 30–89 ml/min) não teve impacto na segurança nem na eficácia, os dados no compromisso moderado são limitados (menos de 5% dos doentes) e não existem informações para o compromisso grave (menos de 30 ml/min). A elevação da ALT ou da AST no início do estudo ou durante o tratamento não afetou a farmacocinética.

Indicações

  • Melanoma uveal: em monoterapia para adultos positivos para o antigénio leucocitário humano (HLA)-A*02:01 com melanoma uveal irressecável ou metastático. O genótipo HLA-A*02:01 do doente tem de ser determinado por um ensaio de genotipagem HLA validado.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade ao tebentafusp ou a qualquer um dos excipientes.

Efeitos indesejáveis

Os dados de segurança provêm de 378 doentes com melanoma uveal metastático em dois estudos clínicos (IMCgp100-102 e IMCgp100-202) que receberam o regime recomendado. As reações mais frequentes foram síndrome de libertação de citocinas (88%), erupção cutânea (85%), pirexia (79%), prurido (72%), fadiga (66%), náuseas (56%), arrepios (55%), dor abdominal (49%), edema (49%), hipo/hiperpigmentação (48%), hipotensão (43%), pele seca (35%), vómitos (34%) e cefaleia (32%). As reações adversas levaram à descontinuação permanente em 4% dos doentes, mais frequentemente devido à síndrome de libertação de citocinas.

Muito frequentes (≥1/10): síndrome de libertação de citocinas; diminuição do apetite, hipomagnesiemia, hiponatremia, hipocalcemia, hipocaliemia; insónia; cefaleia, tonturas, parestesia; taquicardia; hipotensão, rubor, hipertensão; tosse, dispneia; náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal, obstipação, dispepsia; erupção cutânea, prurido, pele seca, hipo/hiperpigmentação (incluindo vitiligo e alterações da cor da pele ou do cabelo), eritema; artralgia, dor nas costas, mialgia, dor nas extremidades; pirexia, fadiga (incluindo astenia), arrepios, edema (incluindo tumefação palpebral, periorbitária e facial), doença do tipo gripal; aspartato aminotransferase aumentada, alanina aminotransferase aumentada, bilirrubina aumentada no sangue, lipase aumentada, anemia, contagem de linfócitos diminuída, fosfato diminuído no sangue, creatinina aumentada no sangue.

Frequentes (≥1/100 a <1/10): nasofaringite; ansiedade; alteração do paladar; arritmia, fibrilhação auricular; dor orofaríngea, hipoxia; alopecia, suores noturnos; espasmos musculares; amilase aumentada, gama-glutamiltransferase aumentada, contagem de glóbulos brancos aumentada, fosfatase alcalina aumentada, glicose aumentada no sangue.

Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100): síndrome de lise tumoral; angina de peito, insuficiência cardíaca; prolongamento do intervalo QT no eletrocardiograma.

Alguns acontecimentos, como cefaleia, taquicardia, hipotensão, hipoxia, náuseas, vómitos, pirexia e arrepios, podem estar associados à síndrome de libertação de citocinas ou ser notificados isoladamente. As reações cutâneas agudas e os acontecimentos cardíacos (taquicardia sinusal, arritmia, prolongamento do intervalo QT) são as outras reações importantes (ver Advertências e precauções especiais).

Interações medicamentosas

Não foram realizados estudos formais de interação medicamentosa.

  • Substratos do CYP450: o início do tratamento com tebentafusp provoca uma libertação transitória de citocinas que pode suprimir as enzimas do CYP450. O risco mais elevado ocorre nas primeiras 24 horas de cada uma das primeiras três doses nos doentes que tomam substratos do CYP450, em especial os que têm um índice terapêutico estreito. Estes doentes devem ser monitorizados quanto a toxicidade (por exemplo, com varfarina) ou às concentrações do medicamento (por exemplo, com ciclosporina), e a dose do medicamento concomitante deve ser ajustada conforme necessário.
  • Medicamentos que prolongam o intervalo QT: o tebentafusp deve ser administrado com precaução a doentes que tomam medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (ver Advertências e precauções especiais).
  • Corticosteroides sistémicos: em doentes com insuficiência suprarrenal sob corticosteroides de manutenção, deve ser considerado o ajuste da dose do corticosteroide para controlar o risco de hipotensão.

Administração e posologia

O Kimmtrak é administrado sob a direção e supervisão de um médico com experiência na utilização de medicamentos anticancerígenos que esteja preparado para tratar a síndrome de libertação de citocinas (SLC) num ambiente onde existam imediatamente disponíveis instalações completas de reanimação. Recomenda-se a hospitalização durante pelo menos as primeiras três perfusões. O genótipo HLA-A*02:01 do doente tem de ser determinado com um ensaio de genotipagem HLA validado antes do tratamento.

Dose recomendada

  • Escalonamento da dose: 20 microgramas no dia 1, 30 microgramas no dia 8 e 68 microgramas no dia 15, seguidos de 68 microgramas uma vez por semana.
  • Duração: enquanto o doente obtiver benefício clínico e não existir toxicidade inaceitável.
  • Perfusão: o concentrado é diluído em solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%) contendo albumina humana e perfundido por via intravenosa durante 15 a 20 minutos. Cada frasco para injetáveis é de dose única e não deve ser agitado. As instruções de diluição encontram-se na secção 6.6 do RCM.
  • Pré-medicação: administram-se fluidos por via intravenosa antes de iniciar a perfusão, de acordo com a avaliação clínica e o estado de volume do doente, para reduzir o risco de hipotensão associada à SLC. Em doentes com insuficiência suprarrenal pré-existente sob corticosteroides sistémicos de manutenção, deve ser considerado o ajuste da dose do corticosteroide.

Monitorização após a perfusão

  • Primeiras três doses: administradas no hospital com monitorização durante a noite para deteção de sinais e sintomas de SLC durante pelo menos 16 horas. Os sinais vitais são verificados antes da dose e pelo menos a cada 4 horas até à resolução dos sintomas; a monitorização é mais frequente ou a hospitalização mais prolongada se clinicamente indicado. Se ocorrer hipotensão de grau 3 ou 4 durante qualquer uma das primeiras três perfusões, as três perfusões seguintes são acompanhadas de monitorização de hora em hora durante pelo menos 4 horas em regime de ambulatório.
  • Doses seguintes: assim que a dose de 68 microgramas for tolerada (sem hipotensão de grau 2 ou superior que exija intervenção médica), as doses podem ser administradas num contexto adequado de cuidados em ambulatório, com observação durante pelo menos 60 minutos após cada perfusão. Nos doentes tratados em ambulatório durante pelo menos 3 meses sem interrupções superiores a 2 semanas, a monitorização após a perfusão pode ser reduzida para um mínimo de 30 minutos.

Ajustes da dose

Não se recomendam reduções da dose; o Kimmtrak é suspenso ou descontinuado para controlar as reações adversas.

  • SLC de grau 1 (temperatura ≥38 °C, sem hipotensão nem hipoxia): continuar o tratamento com suporte sintomático e monitorizar quanto à progressão.
  • SLC de grau 2 (hipotensão com resposta a fluidos, ou oxigénio por cânula nasal de baixo débito ou blow-by): continuar o tratamento, administrar fluidos intravenosos em bólus e oxigénio conforme necessário. Se a hipotensão e a hipoxia não melhorarem no prazo de 3 horas ou a SLC piorar, administrar um corticosteroide intravenoso em dose elevada (por exemplo, metilprednisolona 2 mg/kg/dia ou equivalente). Em caso de SLC de grau 2 persistente ou recorrente, administrar pré-medicação com corticosteroide (por exemplo, dexametasona 4 mg ou equivalente) pelo menos 30 minutos antes da dose seguinte.
  • SLC de grau 3 (necessidade de vasopressor, ou oxigénio de alto débito, máscara facial ou semelhante): suspender até à resolução da SLC e das suas sequelas; administrar um corticosteroide intravenoso em dose elevada e tocilizumab conforme necessário (dose calculada em função do peso corporal, ver o RCM). Retomar ao mesmo nível de dose, sem escalonar se a SLC de grau 3 ocorreu durante o escalonamento inicial da dose, e administrar pré-medicação com corticosteroide (por exemplo, dexametasona 4 mg ou equivalente) pelo menos 30 minutos antes da dose seguinte.
  • SLC de grau 4 (vários vasopressores ou ventilação com pressão positiva): descontinuar permanentemente e administrar um corticosteroide intravenoso (por exemplo, metilprednisolona 2 mg/kg/dia ou equivalente).
  • Reações cutâneas agudas, grau 2: suspender até ao grau 1 ou ao valor basal; administrar um regime antipruriginoso (por exemplo, um anti-histamínico não sedativo de ação prolongada), um corticosteroide tópico para a erupção sintomática que não responde e esteroides sistémicos para os sintomas persistentes. Retomar o escalonamento se a dose atual for inferior a 68 microgramas, ou retomar com a mesma dose se o escalonamento estiver concluído.
  • Reações cutâneas agudas, grau 3: suspender até ao grau 1 ou ao valor basal; administrar corticosteroides tópicos e orais, e considerar um corticosteroide intravenoso se os esteroides orais não funcionarem. Retomar ao mesmo nível de dose, sem escalonar se a reação de grau 3 ocorreu durante o escalonamento inicial da dose.
  • Reações cutâneas agudas, grau 4: descontinuar permanentemente e administrar um corticosteroide intravenoso.

Populações especiais

  • Idosos: sem ajuste da dose (65 anos e mais).
  • Compromisso renal: sem ajuste no compromisso ligeiro a moderado. Não é possível fazer uma recomendação de dose no compromisso grave devido à falta de dados farmacocinéticos, pelo que a administração deve ser feita com precaução e monitorização cuidadosa.
  • Compromisso hepático: não se recomenda ajuste da dose com base nos valores de ALT ou AST.
  • Antecedentes de doença cardíaca: o Kimmtrak não foi estudado em doentes com antecedentes de doença cardíaca significativa; os doentes com doença cardíaca, prolongamento do intervalo QT ou fatores de risco para insuficiência cardíaca devem ser monitorizados cuidadosamente.
  • Crianças e adolescentes: a segurança e a eficácia abaixo dos 18 anos não foram estabelecidas; não existem dados disponíveis.

Advertências e precauções especiais

Requisito do genótipo HLA-A*02:01

O tebentafusp atua apenas em doentes positivos para HLA-A*02:01. Todos os doentes têm de ter o genótipo HLA-A*02:01 determinado com um ensaio de genotipagem HLA validado antes de o tratamento ser administrado.

Rastreabilidade

O nome e o número de lote do medicamento biológico administrado devem ser claramente registados.

Síndrome de libertação de citocinas

A maioria dos doentes teve SLC após as perfusões de tebentafusp. Foi diagnosticada com maior frequência com base na pirexia, seguida de hipotensão e, pouco frequentemente, hipoxia; arrepios, náuseas, vómitos, fadiga e cefaleia também foram frequentes. A SLC foi associada a disfunção de órgãos, incluindo disfunção hepática, renal, pancreática, cardíaca e pulmonar. Habitualmente começou no dia da perfusão e resolveu-se após uma mediana de 2 dias; o aumento da temperatura ocorreu geralmente nas 8 horas seguintes à perfusão. A SLC levou à descontinuação em 1,2% dos doentes. Os doentes são monitorizados durante pelo menos 16 horas após as primeiras três perfusões no hospital, com acesso imediato a medicamentos e equipamento de reanimação. Se ocorrer SLC, é iniciado imediatamente o tratamento de suporte (antipiréticos, fluidos intravenosos, tocilizumab ou corticosteroides) e a monitorização prossegue até à resolução. Os doentes com comorbilidades, incluindo doenças cardiovasculares, podem ter um risco mais elevado das suas consequências, e o tratamento é suspenso ou descontinuado consoante a persistência e a gravidade.

Reações cutâneas agudas

As reações cutâneas agudas (principalmente erupção cutânea, prurido, eritema e edema cutâneo) podem estar relacionadas com o mecanismo de ação e com a expressão de gp100 nos melanócitos normais. Seguiram-se tipicamente a cada uma das primeiras três perfusões e tornaram-se menos graves e menos frequentes ao longo do tempo; a maioria resolveu-se sem corticosteroides sistémicos nem sequelas a longo prazo. São tratadas com anti-histamínicos e corticosteroides tópicos, considerando-se esteroides sistémicos para os sintomas persistentes ou graves, e podem exigir atrasos temporários das perfusões seguintes.

Doença cardíaca e prolongamento do intervalo QT

Foram observadas taquicardia sinusal e arritmia, e os doentes com doenças cardiovasculares pré-existentes devem ser monitorizados cuidadosamente. Qualquer doente com sinais ou sintomas de um acontecimento cardíaco é avaliado e tratado prontamente, incluindo o tratamento de qualquer SLC subjacente. Foram notificados casos de prolongamento do intervalo QT, pelo que o tebentafusp é administrado com precaução a doentes com antecedentes de prolongamento do intervalo QT ou predisposição para o mesmo, ou que tomem medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT. É realizado um eletrocardiograma antes e após o tratamento durante as primeiras 3 semanas e, depois, conforme clinicamente indicado. Se o QTcF exceder 500 ms ou aumentar 60 ms ou mais em relação ao valor basal, o tratamento é suspenso e quaisquer fatores precipitantes, incluindo alterações eletrolíticas, são tratados; é retomado quando o QTcF for inferior a 500 ms ou estiver menos de 60 ms acima do valor basal.

Gravidez, amamentação e fertilidade

  • Contraceção e estado de gravidez: as mulheres com potencial para engravidar devem utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e durante pelo menos 1 semana após a última dose, e o estado de gravidez deve ser verificado antes do início do tratamento.
  • Gravidez: não existem dados sobre mulheres grávidas nem estudos de reprodução em animais. O tebentafusp não é recomendado durante a gravidez nem em mulheres com potencial para engravidar que não utilizem contraceção.
  • Amamentação: não existem informações suficientes sobre a excreção no leite humano e não pode ser excluído um risco para o lactente, pelo que a amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento.
  • Fertilidade: não foram realizados estudos de fertilidade; o efeito na fertilidade masculina e feminina é desconhecido.

Excipientes

O medicamento contém menos de 1 mmol (23 mg) de sódio por ml, ou seja, é praticamente isento de sódio.

Efeito sobre a condução

O tebentafusp não tem ou tem uma influência insignificante sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Condições de conservação

Conservar e transportar refrigerado a 2–8 °C. Manter o frasco para injetáveis na embalagem exterior para proteger da luz. O Kimmtrak é mantido em cadeia de frio até ser diluído, e a conservação após a diluição é descrita em Prazo de validade.

Prazo de validade

Frasco para injetáveis fechado: 3 anos. Do ponto de vista microbiológico, depois de aberto, o medicamento deve ser diluído e perfundido imediatamente. Após a preparação da solução para perfusão, foi demonstrada estabilidade química e física em utilização durante 24 horas a 2–8 °C; do ponto de vista microbiológico, o produto deve ser utilizado imediatamente e, caso contrário, os tempos e as condições de conservação em utilização são da responsabilidade do utilizador.

Condições de dispensa em farmácia

Medicamento sujeito a receita médica (Rx), de receita médica restrita. O Kimmtrak é administrado sob a supervisão de um médico com experiência em medicamentos anticancerígenos que consiga tratar a síndrome de libertação de citocinas com instalações completas de reanimação imediatamente disponíveis, e recomenda-se a hospitalização durante pelo menos as primeiras três perfusões. É utilizado apenas em doentes cujo genótipo HLA-A*02:01 tenha sido confirmado por um ensaio validado. É administrado por perfusão intravenosa, pelo que é fornecido ao hospital ou à clínica que o administra, em cadeia de frio refrigerada (2–8 °C).

Outras substâncias ativas da mesma área terapêutica ou classe farmacológica.

Aviso importante

As informações fornecidas neste website destinam-se exclusivamente a fins de informação geral e educativos e não constituem aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendação de tratamento. Estas informações não pretendem substituir a consulta com um profissional de saúde qualificado. Procure sempre o aconselhamento do seu médico, farmacêutico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado para qualquer questão relacionada com uma condição clínica ou um medicamento. Nunca ignore o aconselhamento médico profissional nem atrase a sua procura por causa de informações apresentadas neste website. A disponibilidade dos produtos, as indicações aprovadas e a informação de prescrição podem variar consoante o país. Muitos dos medicamentos referidos estão sujeitos a receita médica; sempre que uma receita seja exigida, esta deve ser válida no país de destino, e os produtos devem ser utilizados sob supervisão médica. Não adquirimos, enviamos nem listamos substâncias controladas ao abrigo da lei austríaca dos estupefacientes (Suchtmittelgesetz, SMG) ou de regulamentação internacional equivalente.

Consulte os nossos Termos e condições e o Aviso médico na íntegra

Fonte da informação

Esta informação sobre o produto baseia-se em:

DrugBank — Tebentafusp (DB15283); EMA SmPC — Kimmtrak

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