Ixazomib

Inibidor do proteassoma

O ixazomib é um inibidor do proteassoma oral. A cápsula contém citrato de ixazomib, um pró-fármaco que é convertido rapidamente na forma ativa, a qual bloqueia de forma reversível a atividade tipo quimotripsina da subunidade β5 do proteassoma 20S e, assim, promove a morte das células do mieloma. Na UE está autorizado, sempre em conjunto com lenalidomida e dexametasona, para adultos com mieloma múltiplo que receberam pelo menos uma terapêutica prévia. Toma-se uma cápsula uma vez por semana, nos dias 1, 8 e 15 de um ciclo de 28 dias, pelo menos 1 hora antes ou 2 horas depois dos alimentos. A trombocitopenia, a diarreia, a obstipação, a neuropatia periférica, a erupção cutânea e o edema periférico estão entre os efeitos indesejáveis mais frequentes, e foram notificadas raramente reações cutâneas graves e microangiopatia trombótica.

Disponível sob as marcas

Esta substância ativa é comercializada sob as seguintes marcas, consoante a região e o fabricante:

  • Ninlaro ®

As marcas são marcas registadas dos respetivos titulares. A Pharmalogistic não representa, fabrica nem distribui os produtos de marca acima indicados.

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Perguntas frequentes

Ixazomib: para que é utilizado?

O ixazomib é um inibidor do proteassoma oral.

Ixazomib: é necessária receita médica?

Sim. Ixazomib é um medicamento sujeito a receita médica. É necessária uma receita válida emitida por um médico licenciado, e as regras de prescrição do país de destino são verificadas antes de qualquer envio.

Ixazomib: como deve ser conservado?

Conservar Ixazomib a Não conservar acima de 30 °C; não congelar; proteger da humidade, na embalagem de origem, ao abrigo da luz e fora do alcance das crianças.

Ixazomib: precisa de envio refrigerado (cadeia de frio)?

Não. Ixazomib é estável a Não conservar acima de 30 °C; não congelar; proteger da humidade, pelo que basta uma embalagem de proteção padrão; durante o transporte, o produto continua protegido do calor e da humidade.

Ixazomib: sob que marcas é comercializado?

Ixazomib comercializa-se sob as marcas Ninlaro, consoante o país e o fabricante. As marcas são propriedade dos respetivos titulares; a Pharmalogistic não representa nem distribui os produtos de marca.

Ixazomib: que dosagens estão disponíveis?

Ixazomib está disponível nas seguintes dosagens: Cápsulas duras de 2,3 mg, Cápsulas duras de 3 mg, Cápsulas duras de 4 mg. A dosagem adequada e o esquema posológico são determinados pelo médico assistente.

Ixazomib: qual é o prazo de validade?

O prazo de validade de Ixazomib é de 3 anos quando o produto é conservado conforme recomendado. Não utilizar após o prazo de validade impresso na embalagem.

Informação médica e orientações

Farmacologia, indicações e perfil de segurança desta substância ativa

Ação farmacológica

O citrato de ixazomib é um pró-fármaco que é hidrolisado rapidamente em condições fisiológicas a ixazomib, a sua forma biologicamente ativa. O ixazomib é um inibidor oral, altamente seletivo e reversível do proteassoma, o complexo proteico através do qual as células degradam proteínas reguladoras e danificadas. O bloqueio desta via favorece a morte das células tumorais.

Mecanismo de ação

  • Alvo: o ixazomib liga-se preferencialmente à atividade tipo quimotripsina da subunidade β5 do proteassoma 20S e inibe-a (concentração inibitória semimáxima de cerca de 3,4 nmol/l). A concentrações mais elevadas, pode também inibir os locais tipo caspase (β1) e tipo tripsina (β2). A inibição é reversível e dependente do tempo.
  • Efeitos na via: a via da ubiquitina-proteassoma controla a degradação das proteínas e a ativação do fator de transcrição NF-κB, que aumenta a expressão de fatores de crescimento e angiogénicos e bloqueia a apoptose. A inibição do proteassoma induziu apoptose em vários tipos de células tumorais in vitro.
  • Atividade na doença recidivante: o ixazomib foi citotóxico in vitro para células de mieloma de doentes que tinham tido recidiva após múltiplas terapêuticas prévias, incluindo bortezomib, lenalidomida e dexametasona. Em conjunto com a lenalidomida, mostrou citotoxicidade sinérgica em linhas celulares de mieloma e teve atividade antitumoral em modelos de xenoenxerto, incluindo o mieloma múltiplo.
  • Microambiente da medula óssea: in vitro afetou as células endoteliais vasculares, os osteoclastos e os osteoblastos; o DrugBank descreve ainda atividade antiangiogénica e redução da formação de osteoclastos e da reabsorção óssea.
  • Eletrofisiologia cardíaca: sem prolongamento do QTc com exposições clinicamente relevantes (análise de dados de 245 doentes; alteração média estimada de 0,07 ms com a dose de 4 mg).

Farmacocinética

  • Absorção: rápida, com concentrações plasmáticas máximas cerca de 1 hora após a dose; biodisponibilidade oral absoluta média de 58%. A exposição aumenta proporcionalmente à dose no intervalo de 0,2–10,6 mg. Uma refeição rica em gordura reduziu a AUC em 28% (e, num estudo de dose única de 4 mg, a concentração máxima em 69%), motivo pelo qual a cápsula é tomada fora das refeições.
  • Distribuição: 99% ligado às proteínas plasmáticas; distribui-se para os glóbulos vermelhos (razão da AUC sangue/plasma de 10); volume de distribuição no estado estacionário de 543 l.
  • Metabolismo: o ixazomib representou 70% do material relacionado com o fármaco no plasma. A depuração faz-se sobretudo por metabolismo através de várias enzimas do CYP e proteínas não CYP e, a concentrações clínicas, nenhuma enzima do CYP predomina. A concentrações superiores às observadas clinicamente, contribuíram CYP3A4 (cerca de 42%), 1A2 (26%), 2B6 (16%), 2C8 (6%), 2D6 (5%), 2C19 (5%) e 2C9 (inferior a 1%). As principais vias são a hidrólise, a desboronação e a N-desalquilação, e não se espera que os metabolitos sejam farmacologicamente ativos.
  • Eliminação: disposição multiexponencial; depuração sistémica de cerca de 1,86 l/h (variabilidade interindividual de 44%); semivida terminal de 9,5 dias; a AUC duplica aproximadamente até ao dia 15 da administração semanal. Após uma dose radiomarcada, 62% da radioatividade encontrava-se na urina e 22% nas fezes; o ixazomib inalterado representou menos de 3,5% da dose recuperada na urina.
  • Populações especiais: a exposição é semelhante com função hepática normal e com compromisso hepático ligeiro. O ixazomib não é dialisável. A dose reduzida para o compromisso hepático moderado ou grave e para o compromisso renal grave é descrita em Administração e posologia.

Indicações

  • Mieloma múltiplo: em associação com lenalidomida e dexametasona, para o tratamento de doentes adultos com mieloma múltiplo que receberam pelo menos uma terapêutica prévia.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade ao ixazomib ou a qualquer um dos excipientes.
  • O ixazomib é sempre administrado com lenalidomida e dexametasona, pelo que também se aplicam as contraindicações dos RCM desses medicamentos.

Efeitos indesejáveis

O ixazomib é administrado com lenalidomida e dexametasona, pelo que se aplicam os efeitos indesejáveis de todo o regime; os RCM dos medicamentos associados enumeram os restantes. Em 418 doentes no regime com ixazomib e 417 no regime com placebo, as reações mais frequentes (20% ou mais) foram diarreia (47% vs 38%), trombocitopenia (41% vs 24%), neutropenia (37% vs 36%), obstipação (31% vs 24%), infeção do trato respiratório superior (28% vs 24%), neuropatia periférica (28% vs 22%), náuseas (28% vs 20%), dor nas costas (25% vs 21%), erupção cutânea (25% vs 15%), edema periférico (24% vs 19%), vómitos (23% vs 12%) e bronquite (20% vs 15%). As reações graves em pelo menos 2% dos doentes foram diarreia (3%), trombocitopenia (2%) e bronquite (2%).

Muito frequentes (≥1/10): infeção do trato respiratório superior, bronquite, trombocitopenia, neutropenia, neuropatias periféricas, diarreia, obstipação, náuseas, vómitos, erupção cutânea, dor nas costas, artralgia, edema periférico, pirexia.

Frequentes (≥1/100 a <1/10): herpes zoster.

Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100): lesão hepática induzida por fármacos, lesão hepatocelular, esteatose hepática, hepatite colestática, hepatotoxicidade (a frequência indicada na secção de advertências do RCM).

Raros (≥1/10 000 a <1/1000): microangiopatia trombótica, púrpura trombocitopénica trombótica, reação anafilática, angioedema, síndrome de lise tumoral, síndrome de encefalopatia posterior reversível, mielite transversa, síndrome de Stevens-Johnson, dermatose neutrofílica febril aguda, necrólise epidérmica tóxica.

Várias das reações raras foram notificadas fora dos estudos de fase 3. A trombocitopenia e a neutropenia de grau 3 foram, cada uma, muito frequentes. Outros pontos do RCM:

  • Trombocitopenia: uma contagem de plaquetas de 10 000/mm³ ou inferior foi atingida por 2% dos doentes em ambos os regimes, e a trombocitopenia não aumentou os acontecimentos hemorrágicos nem as transfusões de plaquetas.
  • Erupção cutânea: sobretudo maculopapular ou macular; de grau 3 em 3% dos doentes (2% com placebo).
  • Neuropatia periférica: sobretudo sensitiva (21% vs 15%); a neuropatia motora foi notificada em menos de 1%; de grau 3 em 2% (1% com placebo).
  • Afeções oculares: muitos termos diferentes, 34% no total (28% com placebo), incluindo visão turva, olho seco, conjuntivite (8% vs 2%) e catarata.
  • Eletrólitos e outros achados: a hipocaliemia grave (grau 3–4) foi mais frequente com o regime com ixazomib (7% vs 2%). Fadiga, diminuição do apetite, hipotensão, insuficiência cardíaca, arritmia e compromisso hepático, incluindo alterações das enzimas (11% vs 9%), ocorreram com frequências semelhantes em ambos os regimes.
  • Infeções: foram raramente notificadas pneumonia fúngica e viral com desfecho fatal com a associação.
  • Interrupção do tratamento: para cada reação, um ou mais dos três medicamentos foram interrompidos em 3% ou menos dos doentes no regime com ixazomib.

Interações medicamentosas

O ixazomib é depurado por várias enzimas do CYP e por vias não CYP, pelo que nenhuma enzima isolada é crítica, e não se espera que altere o metabolismo de outros medicamentos.

  • Inibidores fortes da CYP3A: com claritromicina, a Cmax do ixazomib diminuiu 4% e a AUC aumentou 11%, o que não é clinicamente relevante. Não é necessária qualquer alteração da dose.
  • Inibidores fortes da CYP1A2: sem alteração clinicamente relevante da exposição (análise farmacocinética populacional). Não é necessária qualquer alteração da dose.
  • Indutores fortes da CYP3A: a rifampicina reduziu a Cmax do ixazomib em 54% e a AUC em 74%. A coadministração de indutores fortes da CYP3A não é recomendada. A erva-de-são-joão, que induz a CYP3A4, também deve ser evitada.
  • Efeito do ixazomib noutros medicamentos: não é um inibidor reversível nem dependente do tempo da CYP1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6 ou 3A4/5, não induziu a CYP1A2, 2B6 ou 3A4/5 e não inibe a P-gp, a BCRP, a MRP2, os OATP1B1, OATP1B3, OCT2, OAT1, OAT3, MATE1 ou MATE2-K. Não se esperam interações por estas vias. O próprio ixazomib é um substrato de baixa afinidade da P-gp e não é substrato da BCRP, da MRP2 nem dos OATP hepáticos.
  • Contracetivos hormonais orais: a dexametasona é um indutor fraco a moderado da CYP3A4 e de outras enzimas e transportadores, pelo que a eficácia contracetiva pode diminuir. As mulheres que utilizem contraceção hormonal devem utilizar também um método de barreira.
  • Alimentos: tomar a cápsula pelo menos 1 hora antes ou 2 horas depois das refeições; uma refeição rica em gordura reduz a absorção.
  • Medicamentos associados: as interações da lenalidomida e da dexametasona estão descritas nos respetivos RCM.

Administração e posologia

O tratamento deve ser iniciado e monitorizado por um médico com experiência no tratamento do mieloma múltiplo. O ixazomib é tomado por via oral com lenalidomida e dexametasona, que são doseadas de acordo com os respetivos RCM. A cápsula é engolida inteira com água, aproximadamente à mesma hora, nos dias 1, 8 e 15 de cada ciclo, pelo menos 1 hora antes ou pelo menos 2 horas depois das refeições. Não pode ser esmagada, mastigada nem aberta.

Dose recomendada

  • Ixazomib: 4 mg uma vez por semana nos dias 1, 8 e 15 de um ciclo de 28 dias.
  • Lenalidomida (dose inicial): 25 mg por dia nos dias 1 a 21 do ciclo de 28 dias.
  • Dexametasona (dose inicial): 40 mg nos dias 1, 8, 15 e 22 do ciclo de 28 dias.
  • Antes de cada novo ciclo: contagem absoluta de neutrófilos de, pelo menos, 1000/mm³, contagem de plaquetas de, pelo menos, 75 000/mm³ e toxicidades não hematológicas geralmente recuperadas para o valor basal ou para grau 1 ou inferior, a critério do médico.
  • Duração: até à progressão da doença ou toxicidade inaceitável. Para além de 24 ciclos, o tratamento deve basear-se numa avaliação individual do benefício-risco, porque os dados sobre a tolerabilidade e a toxicidade são limitados.

Ajustes da dose por efeitos indesejáveis

  • Passos de redução: 4 mg, depois 3 mg, depois 2,3 mg e, por fim, descontinuação.
  • Abordagem alternada: para as toxicidades sobrepostas, trombocitopenia, neutropenia e erupção cutânea, o primeiro passo é suspender ou reduzir a lenalidomida (ver o respetivo RCM). Para ocorrências adicionais, as alterações alternam entre a lenalidomida e o ixazomib.
  • Trombocitopenia (plaquetas abaixo de 30 000/mm³): suspender o ixazomib e a lenalidomida até a contagem ser de, pelo menos, 30 000/mm³; retomar a lenalidomida na dose imediatamente inferior e o ixazomib na sua dose mais recente. Se recorrer, retomar o ixazomib na dose imediatamente inferior e a lenalidomida na sua dose mais recente.
  • Neutropenia (neutrófilos abaixo de 500/mm³): o mesmo padrão, suspendendo ambos até a contagem ser de, pelo menos, 500/mm³; considerar G-CSF.
  • Erupção cutânea: de grau 2 ou 3, suspender a lenalidomida até grau 1 ou inferior e retomar na dose imediatamente inferior; se recorrer, suspender ambos e retomar o ixazomib na dose imediatamente inferior. Grau 4: descontinuar o regime.
  • Neuropatia periférica: grau 1 com dor, ou grau 2: suspender o ixazomib até grau 1 ou inferior sem dor (ou valor basal) e, em seguida, retomar na dose mais recente. Grau 2 com dor, ou grau 3: suspender até à recuperação e, em seguida, retomar na dose imediatamente inferior. Grau 4: descontinuar o regime.
  • Outras toxicidades não hematológicas de grau 3 ou 4: suspender o ixazomib até à recuperação para o valor basal ou, no máximo, grau 1; se atribuíveis ao ixazomib, retomar na dose imediatamente inferior.
  • Dose inicial reduzida: recomendam-se 3 mg no compromisso hepático moderado ou grave, no compromisso renal grave e na doença renal terminal com necessidade de diálise.

Medicamentos de suporte

  • Profilaxia antiviral: deve ser considerada para reduzir o risco de reativação do herpes zoster; os doentes que a receberam nos estudos tiveram menos casos.
  • Tromboprofilaxia: recomendada com ixazomib, lenalidomida e dexametasona, com base nos riscos subjacentes e no estado clínico do doente.

Populações especiais

  • Idosos: sem ajuste da dose acima dos 65 anos. Nos doentes com mais de 75 anos, o tratamento foi descontinuado em 28% no regime com ixazomib e em 16% com placebo, e ocorreram arritmias cardíacas em 21% e 15%.
  • Compromisso hepático: sem ajuste no compromisso ligeiro (bilirrubina total igual ou inferior ao limite superior do normal com AST acima deste, ou bilirrubina total até 1,5 vezes o limite com qualquer AST). 3 mg no compromisso moderado (bilirrubina total acima de 1,5 a 3 vezes o limite) ou grave (acima de 3 vezes).
  • Compromisso renal: sem ajuste no compromisso ligeiro ou moderado (depuração da creatinina de 30 ml/min ou mais). 3 mg no compromisso grave (abaixo de 30 ml/min) ou na doença renal terminal com necessidade de diálise. O ixazomib não é dialisável e pode ser administrado independentemente do momento da diálise. O RCM da lenalidomida indica a sua própria dosagem renal.
  • Crianças e adolescentes: a segurança e a eficácia abaixo dos 18 anos não foram estabelecidas.

Dose esquecida ou vomitada

  • Uma dose atrasada ou esquecida só é tomada se a próxima dose programada estiver, pelo menos, a 72 horas de distância. Não é tomada nas 72 horas anteriores à dose seguinte, e nunca se toma uma dose a dobrar.
  • Se ocorrerem vómitos após uma dose, esta não é repetida; retoma-se na próxima dose programada.

Advertências e precauções especiais

Tratamento em associação

O ixazomib é sempre administrado com lenalidomida e dexametasona. Os respetivos RCM contêm outras contraindicações, advertências, efeitos indesejáveis e informações sobre a gravidez que se aplicam a todo o regime.

Trombocitopenia

Os nadires de plaquetas ocorrem tipicamente entre os dias 14 e 21 de cada ciclo de 28 dias, com recuperação para o valor basal no início do ciclo seguinte. A contagem de plaquetas deve ser verificada pelo menos mensalmente e com maior frequência durante os primeiros três ciclos, conforme indicado no RCM da lenalidomida. É gerida com alterações da dose e transfusão de plaquetas de acordo com as normas de orientação habituais.

Toxicidade gastrointestinal

Podem ocorrer diarreia, obstipação, náuseas e vómitos, que por vezes requerem medicamentos antieméticos ou antidiarreicos e cuidados de suporte. A dose é ajustada em caso de sintomas graves (grau 3–4), e o potássio sérico deve ser monitorizado após acontecimentos gastrointestinais graves.

Neuropatia periférica e edema periférico

Os doentes devem ser monitorizados quanto a sintomas de neuropatia periférica; uma neuropatia nova ou agravada pode necessitar de alteração da dose. No edema periférico, devem procurar-se as causas subjacentes e instituir cuidados de suporte; a dose de dexametasona ou de ixazomib é ajustada em caso de sintomas de grau 3 ou 4.

Reações cutâneas

A erupção cutânea é tratada com cuidados de suporte ou com uma alteração da dose se for de grau 2 ou superior. Foram raramente notificadas reações adversas cutâneas graves, incluindo necrólise epidérmica tóxica e síndrome de Stevens-Johnson, que podem ser potencialmente fatais ou mortais. Os doentes devem ser informados dos sinais e sintomas no momento da prescrição e monitorizados de perto. Se se suspeitar de uma reação deste tipo, o ixazomib é retirado imediatamente e considera-se um tratamento alternativo. Após uma reação grave, como a síndrome de Stevens-Johnson ou a necrólise epidérmica tóxica, o ixazomib nunca deve ser reiniciado.

Microangiopatia trombótica

Foram notificados casos de microangiopatia trombótica, incluindo púrpura trombocitopénica trombótica e síndrome hemolítico urémico, alguns deles fatais. Devem vigiar-se os sinais e sintomas; se se suspeitar do diagnóstico, o ixazomib é interrompido e o doente é avaliado. Se for excluído, o ixazomib pode ser reiniciado. Desconhece-se a segurança de reiniciar após microangiopatia trombótica confirmada.

Hepatotoxicidade

Foram notificadas pouco frequentemente lesão hepática induzida por fármacos, lesão hepatocelular, esteatose hepática, hepatite colestática e hepatotoxicidade. As enzimas hepáticas devem ser verificadas regularmente e a dose ajustada em caso de acontecimentos de grau 3 ou 4.

Gravidez, amamentação e fertilidade

  • Contraceção: os doentes do sexo masculino e feminino com capacidade para ter filhos têm de utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e durante 90 dias depois. O ixazomib não é recomendado em mulheres com potencial para engravidar que não utilizem contraceção.
  • Gravidez: não recomendado, porque pode causar danos fetais. Não existem dados em seres humanos e os estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva. As mulheres devem evitar engravidar durante o tratamento.
  • Lenalidomida: está estruturalmente relacionada com a talidomida, um teratogénico humano conhecido que causa malformações congénitas graves e potencialmente fatais. Devem ser cumpridas as condições do Programa de Prevenção da Gravidez da lenalidomida, salvo se existirem provas fiáveis de que a doente não pode ter filhos.
  • Contracetivos hormonais: devido ao efeito da dexametasona, as mulheres que utilizem contracetivos hormonais orais devem utilizar também um método de barreira.
  • Amamentação e fertilidade: o RCM remete para os RCM da lenalidomida e da dexametasona quanto a informações sobre fertilidade e lactação.

Efeitos sobre a condução

O ixazomib tem uma influência reduzida sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Foram observadas fadiga e tonturas nos ensaios clínicos; os doentes que as apresentem não devem conduzir nem utilizar máquinas.

Condições de conservação

Não conservar acima de 30 °C. Não congelar. Manter as cápsulas na embalagem original para as proteger da humidade. São fornecidas em tiras de blisters de PVC–alumínio/alumínio com três cápsulas, seladas numa embalagem tipo carteira, uma embalagem tipo carteira por embalagem de cartão. Não é necessária cadeia de frio. Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Prazo de validade

3 anos. Não utilizar após o prazo de validade impresso na embalagem.

Condições de dispensa em farmácia

Apenas mediante receita médica (Rx): medicamento sujeito a receita médica restrita (Anexo II B). O tratamento é iniciado e monitorizado por um médico com experiência no tratamento do mieloma múltiplo. As cápsulas de ixazomib são tomadas em casa uma vez por semana, pelo que são fornecidas ao doente ou à clínica que o trata mediante receita, para utilização em conjunto com lenalidomida e dexametasona, cujas próprias condições de fornecimento (incluindo o Programa de Prevenção da Gravidez da lenalidomida) também se aplicam.

Outras substâncias ativas da mesma área terapêutica ou classe farmacológica.

Aviso importante

As informações fornecidas neste website destinam-se exclusivamente a fins de informação geral e educativos e não constituem aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendação de tratamento. Estas informações não pretendem substituir a consulta com um profissional de saúde qualificado. Procure sempre o aconselhamento do seu médico, farmacêutico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado para qualquer questão relacionada com uma condição clínica ou um medicamento. Nunca ignore o aconselhamento médico profissional nem atrase a sua procura por causa de informações apresentadas neste website. A disponibilidade dos produtos, as indicações aprovadas e a informação de prescrição podem variar consoante o país. Muitos dos medicamentos referidos estão sujeitos a receita médica; sempre que uma receita seja exigida, esta deve ser válida no país de destino, e os produtos devem ser utilizados sob supervisão médica. Não adquirimos, enviamos nem listamos substâncias controladas ao abrigo da lei austríaca dos estupefacientes (Suchtmittelgesetz, SMG) ou de regulamentação internacional equivalente.

Consulte os nossos Termos e condições e o Aviso médico na íntegra

Fonte da informação

Esta informação sobre o produto baseia-se em:

DrugBank — Ixazomib (DB09570); EMA SmPC — Ninlaro

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