Inotuzumab ozogamicina

Conjugado anticorpo-fármaco dirigido contra o CD22 (caliqueamicina)

Inotuzumab ozogamicina é um conjugado anticorpo-fármaco: um anticorpo IgG4 humanizado que reconhece o CD22 está ligado ao agente citotóxico N-acetil-gama-caliqueamicina dimetilhidrazida. Depois de o anticorpo se ligar ao CD22 nas células B leucémicas e ser internalizado, a parte citotóxica é libertada e quebra o ADN de cadeia dupla, causando paragem do ciclo celular e apoptose. Na UE, está autorizado como monoterapia em adultos com leucemia linfoblástica aguda (LLA) de precursores de células B CD22 positiva, recidivante ou refratária, e em doentes pediátricos com idade igual ou superior a 1 ano com LLA de precursores de células B CD22 positiva em situações definidas de recaída ou com doença refratária. É administrado por perfusão intravenosa de 1 hora nos dias 1, 8 e 15 de ciclos de 3 a 4 semanas. A hepatotoxicidade, incluindo a doença venoclusiva/síndrome de obstrução sinusoidal (DVO/SOS), é o seu aviso mais importante, em particular em torno de um transplante de células estaminais hematopoiéticas.

Disponível sob as marcas

Esta substância ativa é comercializada sob as seguintes marcas, consoante a região e o fabricante:

  • Besponsa ®

As marcas são marcas registadas dos respetivos titulares. A Pharmalogistic não representa, fabrica nem distribui os produtos de marca acima indicados.

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Perguntas frequentes

Inotuzumab ozogamicina: para que é utilizado?

Inotuzumab ozogamicina é um conjugado anticorpo-fármaco: um anticorpo IgG4 humanizado que reconhece o CD22 está ligado ao agente citotóxico N-acetil-gama-caliqueamicina dimetilhidrazida.

Inotuzumab ozogamicina: é necessária receita médica?

Sim. Inotuzumab ozogamicina é um medicamento sujeito a receita médica. É necessária uma receita válida emitida por um médico licenciado, e as regras de prescrição do país de destino são verificadas antes de qualquer envio.

Inotuzumab ozogamicina: como deve ser conservado?

Conservar Inotuzumab ozogamicina a 2–8 °C; não congelar; conservar na embalagem de origem para proteger da luz, na embalagem de origem, ao abrigo da luz e fora do alcance das crianças. Após a primeira utilização: Solução reconstituída: utilizar imediatamente, ou até 4 horas a 2–8 °C, protegida da luz e sem congelar. Solução diluída: utilizar imediatamente ou conservar a 20–25 °C ou a 2–8 °C, protegida da luz; no máximo 8 horas desde a reconstituição até ao fim da administração e no máximo 4 horas entre a reconstituição e a diluição.

Inotuzumab ozogamicina: precisa de envio refrigerado (cadeia de frio)?

Sim. Inotuzumab ozogamicina exige conservação a 2–8 °C; não congelar; conservar na embalagem de origem para proteger da luz, pelo que o envio é feito em embalagem isotérmica com elementos de refrigeração dimensionados para todo o tempo de trânsito, mantendo a cadeia de temperatura ininterrupta desde a expedição até à entrega.

Inotuzumab ozogamicina: sob que marcas é comercializado?

Inotuzumab ozogamicina comercializa-se sob as marcas Besponsa, consoante o país e o fabricante. As marcas são propriedade dos respetivos titulares; a Pharmalogistic não representa nem distribui os produtos de marca.

Inotuzumab ozogamicina: que dosagens estão disponíveis?

Inotuzumab ozogamicina está disponível nas seguintes dosagens: 1 mg pó para concentrado para solução para perfusão. A dosagem adequada e o esquema posológico são determinados pelo médico assistente.

Inotuzumab ozogamicina: qual é o prazo de validade?

O prazo de validade de Inotuzumab ozogamicina é de 5 anos (frasco para injetáveis não aberto) quando o produto é conservado conforme recomendado. Não utilizar após o prazo de validade impresso na embalagem.

Informação médica e orientações

Farmacologia, indicações e perfil de segurança desta substância ativa

Ação farmacológica

Inotuzumab ozogamicina é um conjugado anticorpo-fármaco (ADC) dirigido contra o CD22. As células leucémicas apresentam antigénios específicos da linhagem e o CD22, presente nas células B maduras e imaturas, é um dos mais comuns. O anticorpo é um anticorpo IgG4 kappa humanizado recombinante produzido em células de ovário de hamster chinês. Está ligado covalentemente, através de um espaçador clivável por ácido, à N-acetil-gama-caliqueamicina dimetilhidrazida, um produto citotóxico.

Mecanismo de ação

  • Ligação e internalização: a parte do anticorpo reconhece especificamente o CD22 humano. Depois de se ligar às células tumorais que expressam CD22, o complexo ADC–CD22 é captado pela célula.
  • Libertação da citotoxina: no interior da célula, a clivagem hidrolítica do espaçador liberta a N-acetil-gama-caliqueamicina dimetilhidrazida.
  • Lesão do ADN: o agente libertado liga-se ao sulco menor do ADN e induz quebras na cadeia dupla do ADN, seguidas de paragem do ciclo celular e morte celular apoptótica.
  • Intervalo QT: foi observado prolongamento do intervalo QT nos estudos clínicos (ver Advertências e precauções especiais).
  • Imunogenicidade: 7 de 236 adultos (3%) tiveram resultado positivo para anticorpos anti-fármaco, nenhum para anticorpos neutralizantes, sem efeito na depuração. Nenhum dos 51 doentes pediátricos teve resultado positivo.

Farmacocinética

  • Exposição: com a dose inicial de 1,8 mg/m² por ciclo, a exposição no estado estacionário é atingida no ciclo 4. A concentração sérica máxima média (DP) foi de 308 ng/ml (362) e a AUC total simulada por ciclo no estado estacionário foi de 100 µg·h/ml (DP 32,9). A exposição acumulou cerca de 5,3 vezes entre os ciclos 1 e 4.
  • Distribuição: o volume de distribuição total é de cerca de 12 l. A N-acetil-gama-caliqueamicina dimetilhidrazida libertada liga-se em cerca de 97% às proteínas plasmáticas humanas in vitro e é um substrato da glicoproteína P.
  • Metabolismo: in vitro, o derivado da caliqueamicina é principalmente reduzido de forma não enzimática. Nos doentes, os seus níveis séricos foram tipicamente inferiores ao limite de quantificação de 50 pg/ml, com níveis mensuráveis esporádicos de caliqueamicina não conjugada até 276 pg/ml. Pensa-se que a parte do anticorpo seja degradada em aminoácidos.
  • Eliminação: um modelo de dois compartimentos com depuração linear e dependente do tempo descreve os dados. Em 234 doentes, a depuração no estado estacionário foi de 0,0333 l/h e a semivida terminal no final do ciclo 4 foi de cerca de 12,3 dias. A área de superfície corporal afeta significativamente a disposição, razão pela qual a dose se baseia nela.
  • Populações especiais: a idade, a raça e o sexo não afetaram significativamente a disposição. Não foram realizados estudos farmacocinéticos formais em caso de compromisso hepático.

Indicações

  • Adultos: monoterapia para a leucemia linfoblástica aguda (LLA) de precursores de células B CD22 positiva, recidivante ou refratária. Os doentes com LLA de precursores de células B, recidivante ou refratária, com cromossoma Filadélfia positivo (Ph+) devem ter apresentado falência terapêutica a pelo menos 1 inibidor da tirosina cinase (ITC).
  • Doentes pediátricos com idade igual ou superior a 1 ano: monoterapia para a LLA de precursores de células B CD22 positiva em primeira recaída após transplante alogénico de células estaminais hematopoiéticas (TCEH); após qualquer primeira recaída em doentes com doença de risco muito elevado (Very High Risk, VHR); após uma segunda recaída ou subsequente; e na doença refratária. Os doentes com doença Ph+ devem ter esgotado as opções terapêuticas relevantes dirigidas ao BCR-ABL.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.
  • Antecedentes confirmados de doença hepática venoclusiva/síndrome de obstrução sinusoidal (DVO/SOS) grave ou atualmente em curso.
  • Doença hepática grave em curso (por exemplo, cirrose, hiperplasia regenerativa nodular ou hepatite ativa).

Efeitos indesejáveis

As reações mais frequentes (20% ou mais) em adultos foram trombocitopenia (51%), neutropenia (49%), infeção (48%), anemia (36%), leucopenia (35%), fadiga (35%), hemorragia (33%), pirexia (32%), náuseas (31%), cefaleia (28%), neutropenia febril (26%), transaminases aumentadas (26%), dor abdominal (23%), gama-glutamiltransferase aumentada (21%) e hiperbilirrubinemia (21%). As reações graves mais frequentes (2% ou mais) foram infeção (23%), neutropenia febril (11%), hemorragia (5%), dor abdominal (3%), pirexia (3%), DVO/SOS (2%) e fadiga (2%). Os grupos abaixo referem-se a adultos com LLA recidivante ou refratária e contabilizam acontecimentos de qualquer causa.

Muito frequentes (≥1/10): infeção (incluindo sépsis e bacteriemia, infeções das vias respiratórias inferiores e superiores, fúngicas, virais, gastrointestinais, cutâneas e bacterianas), neutropenia febril, neutropenia, trombocitopenia, leucopenia, linfopenia, anemia, apetite diminuído, cefaleia, hemorragia (incluindo epistaxe, hemorragia gastrointestinal alta e baixa e hemorragia do sistema nervoso central), dor abdominal, vómitos, diarreia, náuseas, estomatite, obstipação, hiperbilirrubinemia, transaminases aumentadas, gama-glutamiltransferase aumentada, fosfatase alcalina aumentada, pirexia, fadiga, arrepios, reação relacionada com a perfusão.

Frequentes (≥1/100 a <1/10): pancitopenia, hipersensibilidade, síndrome de lise tumoral, hiperuricemia, ascite, distensão abdominal, DVO/SOS (3% antes do transplante), prolongamento do intervalo QT no ECG, amilase aumentada, lipase aumentada.

Não estão listadas reações nas categorias menos frequentes da tabela do RCM para adultos.

Doentes pediátricos: em 53 doentes com idades compreendidas entre 1 e menos de 18 anos, as reações mais frequentes (mais de 30%) foram trombocitopenia (51%), pirexia (49%), anemia (45%), vómitos (45%), neutropenia (40%), infeção (38%), hemorragia (36%), leucopenia (32%) e náuseas (32%). As reações graves mais frequentes (2% ou mais) foram neutropenia febril (15%), DVO (15%) e infeção (13%). Na tabela pediátrica do RCM, a síndrome de lise tumoral (11%) e a doença venoclusiva (15%) encontram-se entre as reações muito frequentes, enquanto a hiperbilirrubinemia, os arrepios, o prolongamento do QT e as reações relacionadas com a perfusão são frequentes.

Reações graves importantes:

  • DVO/SOS: no estudo principal em adultos (164 doentes) ocorreu em 23 (14%), incluindo 5 (3%) sem transplante intercorrente. Dos 79 doentes que prosseguiram para TCEH, 18 (23%) desenvolveram DVO/SOS e 5 destes acontecimentos foram fatais. Nas crianças ocorreu em 8 de 53 (15%) e em 5 de 26 transplantadas (19%).
  • Infeções e hemorragias: ocorreram infeções fatais em 8 adultos (5%); ocorreram acontecimentos hemorrágicos de grau 3 ou 4 em 5% dos adultos, com uma hemorragia intra-abdominal fatal.
  • Reações relacionadas com a perfusão (10% dos adultos, todas de grau 2 ou inferior) ocorreram geralmente no ciclo 1, pouco depois do fim da perfusão. A síndrome de lise tumoral (2%) pode pôr a vida em risco ou ser fatal.

Interações medicamentosas

Não foram realizados estudos de interação.

  • Enzimas e transportadores: com base em dados in vitro, é improvável que inibidores ou indutores das enzimas do citocromo P450 (CYP) ou da UGT alterem a exposição à N-acetil-gama-caliqueamicina dimetilhidrazida. É também improvável que o inotuzumab ozogamicina e esta parte citotóxica alterem a exposição a substratos das enzimas do CYP e que a parte citotóxica altere a exposição a substratos das enzimas UGT ou de transportadores principais de fármacos.
  • Medicamentos que prolongam o intervalo QT: como ocorreu prolongamento do QT, a utilização concomitante de inotuzumab ozogamicina com medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT ou induzirem torsades de pointes deve ser cuidadosamente ponderada, e o intervalo QT deve ser monitorizado quando são combinados.
  • Vacinas virais vivas: não recomendadas desde, pelo menos, 2 semanas antes do tratamento, durante o tratamento e até à recuperação dos linfócitos B após o último ciclo (ver Advertências e precauções especiais).

Administração e posologia

Besponsa deve ser administrado sob a supervisão de um médico com experiência na utilização de terapêutica anticancerígena e num ambiente que tenha disponíveis de imediato todos os meios de reanimação. Antes do tratamento da LLA de células B recidivante ou refratária, é necessária positividade basal para o CD22 superior a 0% num ensaio validado e sensível.

Antes e durante a perfusão

  • Linfoblastos circulantes: recomenda-se a citorredução com hidroxicarbamida, esteroides e/ou vincristina até uma contagem de blastos no sangue periférico de 10 000/mm³ ou inferior antes da primeira dose.
  • Medicação prévia: um corticosteroide, um antipirético e um anti-histamínico antes da administração. Para uma carga tumoral elevada, recomendam-se medicação prévia para reduzir os níveis de ácido úrico e hidratação.
  • Observação: os doentes são observados durante a perfusão e durante, pelo menos, 1 hora após a mesma para deteção de reações relacionadas com a perfusão.
  • Perfusão: intravenosa, durante 1 hora; o tempo de perfusão é aumentado para 1,5 horas em doentes pediátricos com peso inferior a 35 kg para mitigar o prolongamento do QT. Não pode ser administrado por injeção intravenosa rápida ou bólus. É reconstituído e diluído antes da utilização (ver secção 6.6 do RCM).

Dose recomendada

O tratamento é administrado em ciclos de 3 a 4 semanas, com doses nos dias 1, 8 e 15 (os dias 8 e 15 podem variar 2 dias, mantendo pelo menos 6 dias entre as doses). O mesmo regime aplica-se a adultos e a doentes pediátricos.

  • Ciclo 1 (todos os doentes): dose total de 1,8 mg/m² por ciclo, repartida em 0,8 mg/m² no dia 1, 0,5 mg/m² no dia 8 e 0,5 mg/m² no dia 15. O ciclo tem a duração de 21 dias e pode ser alargado a 28 dias se o doente alcançar uma remissão completa (RC) ou uma remissão completa com recuperação hematológica incompleta (RCi), e/ou para permitir a recuperação da toxicidade.
  • Ciclos seguintes (28 dias): os doentes que alcançaram RC ou RCi recebem 1,5 mg/m² por ciclo, repartidos em 0,5 mg/m² em cada um dos dias 1, 8 e 15. Os doentes que não alcançaram RC ou RCi recebem 1,8 mg/m² por ciclo (0,8; 0,5 e 0,5 mg/m²).
  • Número de ciclos: para os doentes que prosseguem para TCEH, recomendam-se 2 ciclos e pode ser considerado um terceiro se não alcançarem RC ou RCi com negatividade da doença residual mínima (DRM) após 2 ciclos. Para os doentes que não prosseguem para TCEH, podem ser administrados até 6 ciclos. O tratamento é interrompido se não for alcançada RC ou RCi no prazo de 3 ciclos.
  • RC significa menos de 5% de blastos na medula óssea, ausência de blastos leucémicos no sangue, recuperação completa das contagens sanguíneas (plaquetas de pelo menos 100 × 10⁹/l e neutrófilos de pelo menos 1 × 10⁹/l) e resolução de qualquer doença extramedular; a RCi é o mesmo com recuperação incompleta das contagens.

Ajustes de dose

  • Uma dose que tenha sido reduzida devido a toxicidade relacionada com o tratamento não volta a ser aumentada.
  • Contagens sanguíneas no dia 1 de um ciclo: se os neutrófilos (pelo menos 1 × 10⁹/l antes do tratamento) ou as plaquetas (pelo menos 50 × 10⁹/l antes do tratamento) diminuírem, o ciclo seguinte é interrompido até que recuperem para esses níveis. Se as contagens eram inferiores antes do tratamento, o ciclo seguinte é interrompido até que as contagens recuperem, pelo menos, para o valor basal do ciclo anterior, ou atinjam 1 × 10⁹/l (neutrófilos) e 50 × 10⁹/l (plaquetas), ou até que a doença esteja estável ou melhorada e a diminuição seja atribuída à doença subjacente. As doses dos dias 8 e 15 não precisam de ser interrompidas por neutropenia ou trombocitopenia, mas recomendam-se interrupções dentro de um ciclo por toxicidades não hematológicas.
  • DVO/SOS ou outra toxicidade hepática grave: descontinuar permanentemente.
  • Bilirrubina total acima de 1,5 vezes o limite superior do normal (LSN) e AST/ALT acima de 2,5 vezes o LSN: interromper até à recuperação para 1,5 × LSN ou menos e 2,5 × LSN ou menos antes de cada dose, a menos que se deva a doença de Gilbert ou a hemólise; descontinuar permanentemente se não recuperarem.
  • Reação relacionada com a perfusão: interromper a perfusão e instituir tratamento médico; considerar a interrupção da perfusão ou a administração de esteroides e anti-histamínicos. Descontinuar permanentemente em caso de reações graves ou que ponham a vida em risco.
  • Outra toxicidade não hematológica de grau 2 ou superior relacionada com o tratamento: interromper até à recuperação para o grau 1 ou para o grau anterior ao tratamento antes de cada dose.
  • Duração da interrupção: menos de 7 dias dentro de um ciclo, interromper a dose seguinte; 7 dias ou mais, omitir a dose seguinte do ciclo; 14 dias ou mais, após a recuperação, diminuir a dose total em 25% para o ciclo seguinte, depois para 2 doses por ciclo se for necessária mais modificação, e descontinuar se não for tolerado; mais de 28 dias, considerar a descontinuação permanente.

Populações especiais

  • Idosos: sem ajuste da dose inicial.
  • Compromisso hepático: sem ajuste da dose inicial quando a bilirrubina total é 1,5 × LSN ou menos e a AST/ALT 2,5 × LSN ou menos. A informação de segurança é limitada acima desses níveis: a administração é interrompida até à recuperação antes de cada dose e o tratamento é suspenso se não recuperarem.
  • Compromisso renal: sem ajuste da dose inicial em caso de compromisso ligeiro, moderado ou grave (depuração da creatinina 60–89, 30–59 ou 15–29 ml/min). Não foi estudado na doença renal terminal.
  • Crianças: o regime acima aplica-se a partir de 1 ano de idade; a segurança e a eficácia abaixo de 1 ano não foram estabelecidas.

Advertências e precauções especiais

Hepatotoxicidade, incluindo DVO/SOS

  • Foi notificada hepatotoxicidade, incluindo DVO/SOS grave, que pôs a vida em risco e por vezes fatal, em doentes com LLA recidivante ou refratária. Besponsa aumentou significativamente o risco de DVO/SOS acima do da quimioterapia padrão nesta população, de forma mais acentuada nos doentes que fizeram posteriormente um TCEH.
  • Após o TCEH, a frequência notificada de DVO/SOS foi de 50% ou mais nos doentes que receberam um regime de condicionamento contendo 2 agentes alquilantes, nos doentes com 65 anos de idade ou mais e nos doentes com bilirrubina sérica igual ou superior ao LSN antes do TCEH.
  • Os regimes de condicionamento com 2 agentes alquilantes devem ser evitados, e a relação benefício/risco deve ser cuidadosamente ponderada quando for provável que sejam inevitáveis. Se a bilirrubina for igual ou superior ao LSN antes do TCEH, o TCEH após Besponsa só deve seguir-se a uma ponderação cuidadosa da relação benefício/risco, com monitorização rigorosa de DVO/SOS.
  • Outros fatores associados a um risco mais elevado de DVO/SOS após o TCEH são um TCEH anterior, idade de 55 anos ou mais, antecedentes de doença hepática e/ou hepatite antes do tratamento, linhas de resgate posteriores e um maior número de ciclos de tratamento. É necessária uma ponderação cuidadosa nos doentes que já fizeram um TCEH; nenhum doente nos estudos tinha feito um transplante nos 4 meses anteriores.
  • Os doentes com antecedentes de doença hepática devem ser cuidadosamente avaliados (por exemplo, ecografia, testes de hepatite viral) para excluir doença hepática grave em curso. Devido ao risco de DVO/SOS, recomendam-se 2 ciclos para os doentes que prosseguem para TCEH.
  • Os sinais e sintomas de DVO/SOS devem ser monitorizados rigorosamente em todos os doentes, especialmente após o TCEH. Podem incluir bilirrubina total aumentada, hepatomegalia (que pode ser dolorosa), aumento rápido de peso e ascite; a monitorização apenas da bilirrubina pode não identificar todos os doentes em risco. A ALT, a AST, a bilirrubina total e a fosfatase alcalina devem ser verificadas antes e após cada dose, com maior frequência se anormais, e rigorosamente durante o primeiro mês após o TCEH.
  • O tratamento tem de ser descontinuado permanentemente se ocorrer DVO/SOS. A DVO/SOS grave é tratada de acordo com a prática médica padrão.

Mielossupressão e infeções

Foram notificadas neutropenia, trombocitopenia, anemia, leucopenia, neutropenia febril, linfopenia e pancitopenia, algumas que puseram a vida em risco, com complicações como infeções e hemorragias. Os hemogramas completos devem ser monitorizados antes de cada dose e os doentes vigiados quanto a sinais de infeção (durante o tratamento e após o TCEH), hemorragia e outros efeitos da mielossupressão. Devem ser utilizados anti-infeciosos profiláticos e testes de vigilância, conforme adequado. A abordagem pode exigir uma interrupção da dose, redução da dose ou descontinuação.

Reações relacionadas com a perfusão

Foram notificadas reações relacionadas com a perfusão. Recomenda-se a medicação prévia com um corticosteroide, um antipirético e um anti-histamínico, e os doentes devem ser monitorizados rigorosamente durante e, pelo menos, 1 hora após a perfusão quanto a sintomas como hipotensão, afrontamentos ou problemas respiratórios. Se ocorrer uma reação, a perfusão é interrompida e tratada; nas reações graves ou que põem a vida em risco, o tratamento é descontinuado permanentemente.

Síndrome de lise tumoral

Foi notificada síndrome de lise tumoral, que pode pôr a vida em risco ou ser fatal. Nos doentes com uma carga tumoral elevada, recomendam-se medicação prévia para reduzir os níveis de ácido úrico e hidratação antes da administração. Os doentes são monitorizados quanto a sinais e sintomas e tratados de acordo com a prática médica padrão.

Prolongamento do intervalo QT

Foi observado prolongamento do QT. Besponsa deve ser utilizado com precaução em doentes com antecedentes de prolongamento do QT ou predisposição para o mesmo, que tomam medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT ou que têm alterações eletrolíticas. Devem ser obtidos um ECG e os eletrólitos antes do tratamento e monitorizados periodicamente.

Aumento da amilase e da lipase

Foram notificados aumentos da amilase e da lipase em adultos e crianças. Devem ser monitorizados e a potencial doença hepatobiliar deve ser avaliada e tratada de acordo com a prática médica padrão.

Imunização

A segurança da imunização com vacinas virais vivas durante ou após Besponsa não foi estudada. As vacinas virais vivas não são recomendadas durante, pelo menos, as 2 semanas anteriores ao início do tratamento, durante o tratamento e até à recuperação dos linfócitos B após o último ciclo.

Rastreabilidade

A fim de melhorar a rastreabilidade dos medicamentos biológicos, o nome e o número do lote do medicamento administrado devem ser registados de forma clara.

Gravidez, amamentação e fertilidade

  • Contraceção: as mulheres com potencial para engravidar devem evitar engravidar e utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e durante, pelo menos, 8 meses após a dose final. Os homens com parceiras com potencial para engravidar devem utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e durante, pelo menos, 5 meses após a dose final.
  • Gravidez: não existem dados em mulheres grávidas. Com base em resultados não clínicos, o inotuzumab ozogamicina pode causar danos embriofetais, e os estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva. Não pode ser utilizado durante a gravidez, a menos que o benefício para a mãe supere o risco para o feto. As mulheres grávidas, as doentes que engravidem durante o tratamento e os parceiros do sexo masculino tratados de mulheres grávidas têm de ser informados do perigo potencial para o feto.
  • Amamentação: não existem dados sobre a sua presença no leite humano. As mulheres não devem amamentar durante o tratamento e durante, pelo menos, 2 meses após a dose final.
  • Fertilidade: os resultados não clínicos sugerem que a fertilidade masculina e feminina pode estar comprometida e não existem informações em doentes. Tanto os homens como as mulheres devem procurar aconselhamento sobre a preservação da fertilidade antes do tratamento.

Sódio

Cada frasco para injetáveis de 1 mg contém menos de 1 mmol (23 mg) de sódio, ou seja, é praticamente «isento de sódio». Uma vez que o produto pode ser preparado posteriormente com soluções que contêm sódio, isto deve ser tido em conta no total de sódio administrado ao doente.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir

Besponsa tem uma influência moderada sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Os doentes podem sentir fadiga durante o tratamento, pelo que se aconselha precaução ao conduzir ou utilizar máquinas.

Condições de conservação

Conservar Besponsa num frigorífico, entre 2 °C e 8 °C. Não congelar. Manter o frasco para injetáveis na embalagem de origem para proteger da luz. Manter a cadeia de frio sem interrupções desde o fornecimento até à preparação. Para a conservação após reconstituição e diluição, ver Prazo de validade. Cada embalagem contém um frasco para injetáveis de vidro âmbar de tipo I com uma rolha de borracha de clorobutilo e um selo de crimpagem com cápsula de abertura fácil (flip-off), contendo 1 mg de pó.

Prazo de validade

5 anos para o frasco para injetáveis não aberto. Besponsa não contém conservantes bacteriostáticos. A solução reconstituída tem de ser utilizada imediatamente; se tal não for possível, pode ser conservada até 4 horas num frigorífico (2–8 °C), protegida da luz e sem congelar. A solução diluída tem de ser utilizada imediatamente ou conservada à temperatura ambiente (20–25 °C) ou num frigorífico (2–8 °C), protegida da luz e sem congelar. O tempo máximo desde a reconstituição até ao fim da administração é de 8 horas, com não mais de 4 horas entre a reconstituição e a diluição.

Condições de dispensa em farmácia

Medicamento sujeito a receita médica (Rx). O tratamento é administrado sob a supervisão de um médico com experiência na utilização de terapêutica anticancerígena, num ambiente com meios completos de reanimação. Besponsa é uma perfusão intravenosa e um produto refrigerado (2–8 °C), pelo que é fornecido em condições de cadeia de frio ao hospital ou à clínica que o administra.

Outras substâncias ativas da mesma área terapêutica ou classe farmacológica.

Aviso importante

As informações fornecidas neste website destinam-se exclusivamente a fins de informação geral e educativos e não constituem aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendação de tratamento. Estas informações não pretendem substituir a consulta com um profissional de saúde qualificado. Procure sempre o aconselhamento do seu médico, farmacêutico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado para qualquer questão relacionada com uma condição clínica ou um medicamento. Nunca ignore o aconselhamento médico profissional nem atrase a sua procura por causa de informações apresentadas neste website. A disponibilidade dos produtos, as indicações aprovadas e a informação de prescrição podem variar consoante o país. Muitos dos medicamentos referidos estão sujeitos a receita médica; sempre que uma receita seja exigida, esta deve ser válida no país de destino, e os produtos devem ser utilizados sob supervisão médica. Não adquirimos, enviamos nem listamos substâncias controladas ao abrigo da lei austríaca dos estupefacientes (Suchtmittelgesetz, SMG) ou de regulamentação internacional equivalente.

Consulte os nossos Termos e condições e o Aviso médico na íntegra

Fonte da informação

Esta informação sobre o produto baseia-se em:

DrugBank — Inotuzumab Ozogamicin (DB05889); EMA SmPC — Besponsa

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