Idarrubicina
Antraciclina (inibidor da topoisomerase II)
A idarrubicina é um medicamento citotóxico da classe das antraciclinas que se intercala no ADN, interage com a topoisomerase II e inibe a síntese de ácidos nucleicos. Autorizada a nível nacional nos Estados-Membros da UE, está indicada em adultos com leucemia mieloide aguda (LMA) para a indução da remissão como terapêutica de primeira linha ou na doença recidivante ou refratária; em associação com a citarabina para a indução da remissão de primeira linha em crianças com LMA não tratadas previamente; e, em adultos e crianças, como tratamento de segunda linha da leucemia linfoblástica aguda (LLA) recidivante. É administrada apenas por via intravenosa, em meio hospitalar, sob a supervisão de médicos com experiência em quimioterapia citotóxica, geralmente no âmbito de esquemas de associação. Ocorre supressão grave da medula óssea em todos os doentes com doses terapêuticas, e a cardiotoxicidade dependente da dose cumulativa (insuficiência cardíaca congestiva) é o outro risco principal, pelo que se monitorizam os hemogramas e a função cardíaca.
Disponível sob as marcas
Esta substância ativa é comercializada sob as seguintes marcas, consoante a região e o fabricante:
- Zavedos ®
As marcas são marcas registadas dos respetivos titulares. A Pharmalogistic não representa, fabrica nem distribui os produtos de marca acima indicados.
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Perguntas frequentes
Idarrubicina: para que é utilizado?
A idarrubicina é um medicamento citotóxico da classe das antraciclinas que se intercala no ADN, interage com a topoisomerase II e inibe a síntese de ácidos nucleicos.
Idarrubicina: é necessária receita médica?
Sim. Idarrubicina é um medicamento sujeito a receita médica. É necessária uma receita válida emitida por um médico licenciado, e as regras de prescrição do país de destino são verificadas antes de qualquer envio.
Idarrubicina: como deve ser conservado?
Conservar Idarrubicina a 2–8 °C; manter o frasco para injetáveis na embalagem de origem para proteger da luz, na embalagem de origem, ao abrigo da luz e fora do alcance das crianças. Após a primeira utilização: Após diluição: estabilidade química e física demonstrada durante 14 dias a 2–8 °C e a 25 °C; do ponto de vista microbiológico, utilizar imediatamente, caso contrário normalmente não mais de 24 horas a 2–8 °C.
Idarrubicina: precisa de envio refrigerado (cadeia de frio)?
Sim. Idarrubicina exige conservação a 2–8 °C; manter o frasco para injetáveis na embalagem de origem para proteger da luz, pelo que o envio é feito em embalagem isotérmica com elementos de refrigeração dimensionados para todo o tempo de trânsito, mantendo a cadeia de temperatura ininterrupta desde a expedição até à entrega.
Idarrubicina: sob que marcas é comercializado?
Idarrubicina comercializa-se sob as marcas Zavedos, consoante o país e o fabricante. As marcas são propriedade dos respetivos titulares; a Pharmalogistic não representa nem distribui os produtos de marca.
Idarrubicina: que dosagens estão disponíveis?
Idarrubicina está disponível nas seguintes dosagens: 5 mg/5 mL concentrado para solução para perfusão (1 mg/mL), 10 mg/10 mL concentrado para solução para perfusão (1 mg/mL), 20 mg/20 mL concentrado para solução para perfusão (1 mg/mL). A dosagem adequada e o esquema posológico são determinados pelo médico assistente.
Idarrubicina: qual é o prazo de validade?
O prazo de validade de Idarrubicina é de 2 anos (frascos para injetáveis fechados) quando o produto é conservado conforme recomendado. Não utilizar após o prazo de validade impresso na embalagem.
Informação médica e orientações
Farmacologia, indicações e perfil de segurança desta substância ativa
Ação farmacológica
A idarrubicina é uma antraciclina que se intercala no ADN, interage com a topoisomerase II e inibe a síntese de ácidos nucleicos. Uma modificação na posição 4 da estrutura da antraciclina torna-a muito lipofílica, o que aumenta a captação celular em comparação com a doxorrubicina e a daunorrubicina.
Mecanismo de ação
- Intercalação no ADN e topoisomerase II: a idarrubicina insere-se entre os pares de bases do ADN e estabiliza o complexo ADN–topoisomerase II, impedindo a etapa de religação que a enzima normalmente completa. Isto confere atividade antimitótica e citotóxica.
- Outros efeitos propostos: também pode inibir a atividade da polimerase, alterar a expressão génica e causar lesão do ADN por radicais livres. As antraciclinas não são específicas de uma fase do ciclo celular.
- Resistência cruzada: em estudos laboratoriais com células murinas e humanas resistentes às antraciclinas, a idarrubicina mostrou menos resistência cruzada do que a doxorrubicina ou a daunorrubicina.
- Metabolito ativo: o idarrubicinol tem atividade antitumoral in vitro e in vivo; no rato, às mesmas doses, é claramente menos cardiotóxico do que a idarrubicina.
Farmacocinética
- Distribuição: nos doentes com leucemia, as concentrações máximas de idarrubicina nas células nucleadas do sangue e da medula óssea são atingidas poucos minutos após a injeção. Devido à sua lipofilia, liga-se amplamente às proteínas plasmáticas (97 % para a idarrubicina, 94 % para o idarrubicinol) e distribui-se pelos tecidos, incluindo os tumores. As concentrações nas células nucleadas do sangue e da medula óssea são cerca de 100 vezes as concentrações plasmáticas, e o volume de distribuição é de cerca de 1500 L/m².
- Metabolismo: é amplamente convertida no metabolito ativo idarrubicinol, no fígado e noutros tecidos (o RCM refere CYP2C9 e CYP2D6).
- Eliminação: após administração intravenosa com função hepática e renal normais, a semivida plasmática terminal da idarrubicina é de 11–25 horas e a do idarrubicinol de 41–69 horas. Nas células, as semividas são de cerca de 15 horas (idarrubicina) e 72 horas (idarrubicinol). A eliminação é biliar e renal (menos de 10 % do fármaco e dos metabolitos na urina), principalmente sob a forma de idarrubicinol.
- Populações especiais: o compromisso renal ou hepático pode aumentar as concentrações plasmáticas. Em sete crianças que receberam idarrubicina por via intravenosa, a semivida mediana foi de 8,5 horas e a do idarrubicinol de 43,7 horas.
Indicações
- Leucemia mieloide aguda (LMA) em adultos (anteriormente designada leucemia aguda não linfoblástica): indução da remissão como terapêutica de primeira linha, ou indução da remissão em doentes recidivantes ou refratários.
- LMA em crianças: em associação com a citarabina, indução da remissão como terapêutica de primeira linha em crianças não tratadas previamente.
- Leucemia linfoblástica aguda (LLA): em adultos e crianças, tratamento de segunda linha da LLA recidivante.
- A idarrubicina é habitualmente utilizada em esquemas de quimioterapia juntamente com outros agentes citotóxicos.
Contraindicações
- Hipersensibilidade à idarrubicina, a qualquer um dos excipientes, ou a outras antraciclinas ou antracenodionas.
- Compromisso hepático grave.
- Compromisso renal grave.
- Infeções não controladas.
- Cardiomiopatia grave, doença cardíaca inflamatória aguda, insuficiência miocárdica grave, enfarte do miocárdio recente, arritmias graves.
- Mielossupressão persistente.
- Tratamento prévio com as doses cumulativas máximas de idarrubicina e/ou de outras antraciclinas e antracenodionas.
- Diátese hemorrágica.
- Estomatite.
- Amamentação.
- Associação com a vacina contra a febre amarela.
Efeitos indesejáveis
A supressão grave da medula óssea e a toxicidade cardíaca são dois dos efeitos indesejáveis mais importantes. As reações são semelhantes em adultos e crianças, exceto que as crianças são mais suscetíveis à toxicidade cardíaca induzida pelas antraciclinas.
Muito frequentes (≥1/10): infeção; anemia, leucopenia grave, neutropenia, trombocitopenia e pancitopenia; anorexia; náuseas, vómitos, mucosite/estomatite, diarreia, e dor abdominal ou sensação de ardor; alopecia (geralmente reversível); coloração vermelha da urina durante 1–2 dias após o tratamento; febre, cefaleias e arrepios.
Frequentes (≥1/100 a <1/10): insuficiência cardíaca congestiva, cardiomiopatia, bradicardia, taquicardia sinusal, taquiarritmia e diminuições assintomáticas da fração de ejeção do ventrículo esquerdo; flebite local, tromboflebite e hemorragia; hemorragia gastrointestinal e dor abdominal; enzimas hepáticas e bilirrubina aumentadas; eritema, prurido e hipersensibilidade da pele irradiada (fenómeno de recordação da radiação).
Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100): sépsis e septicemia; leucemia secundária (leucemia mieloide aguda e síndrome mielodisplásica); desidratação; hiperuricemia e síndrome de lise tumoral; anomalia do ECG (alterações inespecíficas do segmento ST-T) e enfarte do miocárdio; choque; esofagite e colite (incluindo enterocolite grave ou enterocolite neutropénica com perfuração); hiperpigmentação da pele e das unhas, urticária, celulite (que pode ser grave) e necrose tecidular.
Raros (≥1/10 000 a <1/1000): hemorragia cerebral.
Muito raros (<1/10 000): anafilaxia; miocardite, bloqueio auriculoventricular, bloqueio de ramo direito e pericardite; tromboembolismo (incluindo embolia pulmonar) e afrontamentos; erosão ou ulceração gástrica; eritema acral.
Desconhecido: reação local.
Uma supressão acentuada da medula óssea é o efeito mais grave, embora seja necessária para erradicar as células leucémicas. A insuficiência cardíaca congestiva potencialmente fatal é a forma mais grave de cardiomiopatia por antraciclinas e representa a toxicidade cumulativa limitante da dose. A estomatite grave pode progredir para ulceração da mucosa, com desidratação por vómitos e diarreia persistentes e risco de perfuração do cólon. A fuga paravenosa pode causar dor, celulite grave e necrose tecidular. A hidratação, a alcalinização da urina e a profilaxia com alopurinol podem minimizar o risco de lise tumoral.
Interações medicamentosas
- Outro tratamento mielossupressor: a idarrubicina é um potente mielossupressor, pelo que a associação com outra quimioterapia de ação semelhante tem efeitos aditivos. Também ocorre mielossupressão aditiva com radioterapia administrada ao mesmo tempo ou nas 2–3 semanas anteriores.
- Medicamentos cardiotóxicos ou cardioativos: com outra quimioterapia cardiotóxica ou medicamentos cardioativos (por exemplo, bloqueadores dos canais de cálcio), a função cardíaca tem de ser monitorizada durante todo o tratamento. Sempre que possível, as antraciclinas não devem ser administradas antes de decorridas 27 semanas desde o fim do trastuzumab; se forem administradas mais cedo, monitorizar cuidadosamente a função cardíaca.
- As alterações da função hepática ou renal causadas por outro tratamento podem alterar o metabolismo, a farmacocinética, a eficácia e a toxicidade da idarrubicina.
- Vacinas vivas atenuadas (por exemplo, a da febre amarela): não recomendadas, devido ao risco de doença sistémica fatal, que é mais elevado nos doentes imunossuprimidos; utilizar uma vacina inativada quando disponível. A associação com a vacina contra a febre amarela está contraindicada.
- Anticoagulantes orais: verificar o INR com mais frequência durante a quimioterapia, uma vez que não se pode excluir uma interação.
- Ciclosporina A: administrada como único quimiossensibilizador, aumentou a AUC da idarrubicina 1,78 vezes e a do idarrubicinol 2,46 vezes na leucemia aguda. A relevância clínica é desconhecida e pode ser necessário um ajuste da dose em alguns doentes.
Administração e posologia
A idarrubicina é administrada apenas por via intravenosa, nunca por via intratecal, sob a supervisão de médicos com experiência em quimioterapia citotóxica. As doses são calculadas com base na superfície corporal e são orientações gerais; devem ser consultados os protocolos individuais.
Leucemia mieloide aguda
- Adultos: 12 mg/m² por dia por via intravenosa durante 3 dias em associação com a citarabina, ou 8 mg/m² por dia por via intravenosa durante 5 dias como agente único e/ou em associação.
- Crianças: em associação com a citarabina, 10–12 mg/m² de superfície corporal por dia durante 3 dias por injeção intravenosa lenta.
Leucemia linfoblástica aguda
- Adultos: 12 mg/m² por dia por via intravenosa durante 3 dias em esquemas de associação adequados.
- Crianças: 10 mg/m² por dia por via intravenosa durante 3 dias em esquemas de associação adequados.
Ajustes de dose
- Ter em conta o estado hematológico do doente e as doses de outros medicamentos citotóxicos.
- Nos doentes que desenvolvam mucosite grave, adiar uma segunda dose até à recuperação e reduzir a dose em 25 %.
- Não exceder uma dose máxima de 120 mg/m² de superfície corporal.
- Pode ser necessário um ajuste da dose no compromisso renal ou hepático; a bilirrubina e a creatinina séricas são verificadas antes e durante o tratamento (ver Advertências e precauções especiais).
Modo de administração
A perfusão pode ser preparada por diluição com cloreto de sódio a 0,9 % ou glucose a 5 %. Em alternativa, o volume necessário sem diluir pode ser administrado lentamente durante 5 a 10 minutos no tubo de uma perfusão intravenosa de cloreto de sódio a 0,9 % ou glucose a 5 % que decorra livremente. A injeção direta não é recomendada devido ao risco de extravasamento, que pode ocorrer mesmo quando o sangue é aspirado de volta pela agulha. As instruções de diluição encontram-se na secção 6.6 do RCM.
Advertências e precauções especiais
Generalidades
A idarrubicina é administrada apenas sob a supervisão de médicos com experiência em quimioterapia citotóxica, para que as complicações graves da doença ou do seu tratamento (como hemorragia e infeções repetidas) possam ser tratadas de imediato. Os doentes devem ter recuperado das toxicidades agudas de um tratamento citotóxico anterior (estomatite, neutropenia, trombocitopenia, infeção generalizada), e as infeções sistémicas devem estar controladas antes de iniciar. As recomendações de proteção para os profissionais de saúde que manuseiam este medicamento citotóxico encontram-se na secção 6.6.
Cardiotoxicidade
- Efeitos precoces: taquicardia sinusal e/ou alterações do ECG (alterações inespecíficas do segmento ST-T), taquiarritmias incluindo contrações ventriculares prematuras e taquicardia ventricular, bradicardia, e bloqueio auriculoventricular e de ramo. Geralmente não preveem cardiotoxicidade posterior, raramente têm relevância clínica e, em geral, não são motivo para interromper.
- Efeitos tardios: geralmente tardiamente no tratamento ou 2–3 meses após o seu fim, embora tenham sido notificados acontecimentos meses a anos depois. Manifestam-se por uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) reduzida e/ou sinais de insuficiência cardíaca congestiva (dispneia, edema pulmonar, edema periférico, cardiomegalia, hepatomegalia, oligúria, ascite, derrame pleural, ritmo de galope); também ocorreram pericardite/miocardite. A insuficiência cardíaca congestiva potencialmente fatal é a toxicidade cumulativa limitante da dose.
- Dose cumulativa: não foram definidos limites para o cloridrato de idarrubicina intravenoso ou oral. Foi notificada cardiomiopatia relacionada com o tratamento em 5 % dos doentes que receberam doses cumulativas intravenosas entre 150 e 290 mg/m². Os dados em doentes que receberam doses cumulativas orais até 400 mg/m² sugerem uma baixa probabilidade de cardiotoxicidade. A cardiotoxicidade pode, ainda assim, ocorrer com doses cumulativas mais baixas, com ou sem fatores de risco cardíaco.
- Monitorização: avaliar a função cardíaca antes do tratamento, com um ECG e uma cintigrafia MUGA ou uma ecocardiografia, especialmente nos doentes de maior risco, e repetir as medições da FEVE pelo mesmo método durante o tratamento, particularmente com doses cumulativas elevadas de antraciclinas. Interromper a idarrubicina ao primeiro sinal de função comprometida.
- Fatores de risco: doença cardiovascular ativa ou latente, radioterapia anterior ou concomitante da área pericárdica ou mediastínica, antraciclinas ou antracenodionas anteriores e medicamentos que suprimem a contratilidade cardíaca (por exemplo, trastuzumab). As antraciclinas não devem ser associadas a outros agentes cardiotóxicos, a menos que a função cardíaca seja monitorizada de perto.
- Crianças: os lactentes e as crianças parecem mais suscetíveis, pelo que é necessária uma avaliação cardíaca periódica a longo prazo.
Supressão da medula óssea
Ocorre mielossupressão grave em todos os doentes com doses terapêuticas. É necessário um hemograma com fórmula leucocitária antes do tratamento e durante cada ciclo. A leucopenia e/ou neutropenia reversível e dependente da dose é a toxicidade limitante da dose mais comum; também podem ocorrer trombocitopenia e anemia. Os nadires de neutrófilos e plaquetas são habitualmente atingidos nos dias 10–14 e as contagens normalizam por volta da terceira semana. Ocorreram mortes por infeção e/ou hemorragia durante a mielossupressão grave, e recomendam-se antibióticos intravenosos para a neutropenia febril.
Outras advertências
- Leucemia secundária: notificada com antraciclinas, com ou sem fase pré-leucémica, com maior frequência quando associadas a agentes antineoplásicos que lesam o ADN, após pré-tratamento citotóxico intensivo ou com doses escalonadas de antraciclinas; a latência é de 1–3 anos.
- Gastrointestinal: a idarrubicina é emetogénica. A mucosite (principalmente estomatite) surge geralmente pouco depois da administração e, se grave, pode progredir para ulceração em poucos dias; a maioria dos doentes recupera até à terceira semana.
- Função hepática e renal: a função comprometida pode alterar a disponibilidade da idarrubicina. A bilirrubina e a creatinina séricas são avaliadas antes e durante o tratamento. Em vários ensaios de fase III, o medicamento estava contraindicado quando qualquer uma delas excedia 2,0 mg/dL, e com outras antraciclinas a dose é geralmente reduzida em 50 % com valores de 1,2–2,0 mg/dL.
- Local de injeção e extravasamento: a injeção num vaso pequeno ou a injeção repetida na mesma veia pode causar flebosclerose. O extravasamento causa dor local e lesão tecidular grave (formação de bolhas, celulite grave, necrose); interromper a perfusão de imediato se for suspeito. O dexrazoxano pode ser utilizado para prevenir ou reduzir a lesão tecidular.
- Síndrome de lise tumoral: a idarrubicina pode causar hiperuricemia. Verificar o ácido úrico, o potássio, o fosfato de cálcio e a creatinina após o primeiro tratamento; a hidratação, a alcalinização da urina e a profilaxia com alopurinol podem minimizar as complicações.
- Vacinas: as vacinas vivas ou vivas atenuadas (como a da febre amarela) podem causar infeção grave ou fatal em doentes imunocomprometidos pela quimioterapia e devem ser evitadas; podem ser administradas vacinas inativadas, mas a resposta pode ser reduzida.
- Outros: ocorreram tromboflebite e acontecimentos tromboembólicos, incluindo embolia pulmonar. A urina pode ficar vermelha durante 1–2 dias, e os doentes devem ser informados.
Gravidez, amamentação e fertilidade
- Fertilidade: a idarrubicina pode causar lesão cromossómica nos espermatozoides humanos. Os homens devem utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e durante pelo menos 3,5 meses após o seu fim, e deve ser-lhes aconselhado que se informem sobre a conservação de esperma antes de iniciar, uma vez que o tratamento pode causar infertilidade irreversível. Não existem dados em humanos sobre a fertilidade feminina; foram observados efeitos adversos em animais.
- Contraceção: as mulheres com potencial para engravidar devem evitar a gravidez e utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e durante pelo menos 6,5 meses após a última dose. Os homens com parceiras com potencial para engravidar devem utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e durante pelo menos 3,5 meses após a última dose.
- Gravidez: foi demonstrado potencial embriotóxico in vitro e in vivo, e não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. A idarrubicina só deve ser utilizada na gravidez se o benefício potencial justificar o risco para o feto, e a doente tem de ser informada do dano potencial.
- Amamentação: contraindicada.
Efeito na condução
O efeito na capacidade de conduzir e utilizar máquinas não foi avaliado sistematicamente, mas a capacidade pode estar comprometida em doentes mais debilitados.
Condições de conservação
Conservar no frigorífico a 2–8 °C, com o frasco para injetáveis mantido na embalagem de origem para proteger da luz. Sendo um produto refrigerado, requer manuseamento em cadeia de frio durante o transporte e o armazenamento. Os frascos para injetáveis são de vidro transparente do tipo I com uma rolha de borracha de halobutilo revestida a fluoropolímero, com ou sem um revestimento protetor de plástico (Onco-Safe ou manga) que acrescenta proteção durante o transporte. As embalagens contêm 1, 5 ou 10 frascos para injetáveis de 5 mg/5 mL, 10 mg/10 mL ou 20 mg/20 mL; é possível que nem todas as apresentações sejam comercializadas.
Prazo de validade
2 anos para os frascos para injetáveis fechados. Após diluição, foi demonstrada a estabilidade química e física em utilização durante 14 dias a 2–8 °C e a 25 °C. Do ponto de vista microbiológico, o produto deve ser utilizado imediatamente; caso contrário, os tempos e as condições de conservação em utilização são da responsabilidade do utilizador e normalmente não excederiam 24 horas a 2–8 °C, a menos que a diluição tenha sido efetuada em condições assépticas controladas e validadas.
Condições de dispensa em farmácia
Apenas com receita médica (Rx). A idarrubicina é um medicamento citotóxico prescrito e administrado em meio hospitalar sob a supervisão de um médico com experiência em quimioterapia citotóxica. É fornecida ao hospital ou à clínica que a administra, com entrega em cadeia de frio a 2–8 °C.
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Aviso importante
As informações fornecidas neste website destinam-se exclusivamente a fins de informação geral e educativos e não constituem aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendação de tratamento. Estas informações não pretendem substituir a consulta com um profissional de saúde qualificado. Procure sempre o aconselhamento do seu médico, farmacêutico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado para qualquer questão relacionada com uma condição clínica ou um medicamento. Nunca ignore o aconselhamento médico profissional nem atrase a sua procura por causa de informações apresentadas neste website. A disponibilidade dos produtos, as indicações aprovadas e a informação de prescrição podem variar consoante o país. Muitos dos medicamentos referidos estão sujeitos a receita médica; sempre que uma receita seja exigida, esta deve ser válida no país de destino, e os produtos devem ser utilizados sob supervisão médica. Não adquirimos, enviamos nem listamos substâncias controladas ao abrigo da lei austríaca dos estupefacientes (Suchtmittelgesetz, SMG) ou de regulamentação internacional equivalente.
Consulte os nossos Termos e condições e o Aviso médico na íntegra
Fonte da informação
Esta informação sobre o produto baseia-se em:
DrugBank — Idarubicin (DB01177); AEMPS SmPC — Idarubicina Sandoz 1 mg/mL concentrado para solución para perfusiónÚltima revisão:
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