Crisantaspase

Asparaginase (L-asparaginase recombinante de Erwinia chrysanthemi)

A crisantaspase é uma forma recombinante de L-asparaginase de Erwinia chrysanthemi, produzida em Pseudomonas fluorescens. A enzima degrada o aminoácido asparagina no sangue; as células leucémicas com pouca asparagina sintetase não conseguem produzir asparagina suficiente por si próprias e morrem quando o fornecimento se esgota. Na UE, Enrylaze está autorizado como componente de um regime quimioterapêutico multiagente para a leucemia linfoblástica aguda (LLA) e o linfoma linfoblástico (LLB) em adultos e doentes pediátricos com 1 mês de idade ou mais que desenvolveram hipersensibilidade ou inativação silenciosa da asparaginase derivada de E. coli. É administrado por injeção intramuscular ou perfusão intravenosa, a cada 48 horas ou segundo um regime à segunda-feira/quarta-feira/sexta-feira, com monitorização da atividade da asparaginase sérica no vale. As reações de hipersensibilidade, incluindo a anafilaxia, a pancreatite, a trombose e a hemorragia, a toxicidade hepática e a intolerância à glucose são os principais aspetos de segurança.

Disponível sob as marcas

Esta substância ativa é comercializada sob as seguintes marcas, consoante a região e o fabricante:

  • Enrylaze ®

As marcas são marcas registadas dos respetivos titulares. A Pharmalogistic não representa, fabrica nem distribui os produtos de marca acima indicados.

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Perguntas frequentes

Crisantaspase: para que é utilizado?

A crisantaspase é uma forma recombinante de L-asparaginase de Erwinia chrysanthemi, produzida em Pseudomonas fluorescens.

Crisantaspase: é necessária receita médica?

Sim. Crisantaspase é um medicamento sujeito a receita médica. É necessária uma receita válida emitida por um médico licenciado, e as regras de prescrição do país de destino são verificadas antes de qualquer envio.

Crisantaspase: como deve ser conservado?

Conservar Crisantaspase a 2–8 °C; conservar na posição vertical na embalagem exterior; não congelar; proteger da luz, na embalagem de origem, ao abrigo da luz e fora do alcance das crianças. Após a primeira utilização: Preparação intramuscular numa seringa de polipropileno: até 8 horas a 15–25 °C ou 24 horas a 2–8 °C. Preparação intravenosa: até 12 horas a 15–25 °C ou 24 horas a 2–8 °C. Do ponto de vista microbiológico, utilizar imediatamente, a menos que o método de abertura ou de diluição exclua o risco de contaminação microbiana.

Crisantaspase: precisa de envio refrigerado (cadeia de frio)?

Sim. Crisantaspase exige conservação a 2–8 °C; conservar na posição vertical na embalagem exterior; não congelar; proteger da luz, pelo que o envio é feito em embalagem isotérmica com elementos de refrigeração dimensionados para todo o tempo de trânsito, mantendo a cadeia de temperatura ininterrupta desde a expedição até à entrega.

Crisantaspase: sob que marcas é comercializado?

Crisantaspase comercializa-se sob as marcas Enrylaze, consoante o país e o fabricante. As marcas são propriedade dos respetivos titulares; a Pharmalogistic não representa nem distribui os produtos de marca.

Crisantaspase: que dosagens estão disponíveis?

Crisantaspase está disponível nas seguintes dosagens: 10 mg/0,5 ml solução injetável ou para perfusão. A dosagem adequada e o esquema posológico são determinados pelo médico assistente.

Crisantaspase: qual é o prazo de validade?

O prazo de validade de Crisantaspase é de 4 anos (frasco para injetáveis fechado) quando o produto é conservado conforme recomendado. Não utilizar após o prazo de validade impresso na embalagem.

Informação médica e orientações

Farmacologia, indicações e perfil de segurança desta substância ativa

Ação farmacológica

As asparaginases são enzimas que convertem o aminoácido L-asparagina em ácido L-aspártico e amoníaco. A crisantaspase é L-asparaginase recombinante de Erwinia chrysanthemi, produzida por tecnologia de ADN recombinante em Pseudomonas fluorescens; a sua sequência de aminoácidos é idêntica à da enzima nativa. Num ensaio da atividade in vitro, 1 mg da enzima recombinante corresponde a cerca de 1000 U de crisantaspase nativa e, em indivíduos saudáveis, 25 mg/m² do produto recombinante deram uma atividade da asparaginase sérica comparável à de 25 000 U/m² do produto nativo, por via intravenosa ou intramuscular. Enrylaze é doseado em mg/m², e não em unidades/m² como as outras preparações de asparaginase.

Mecanismo de ação

  • Depleção de asparagina: a enzima remove a L-asparagina do plasma, e a eliminação das células leucémicas resulta desta depleção.
  • Porque é que as células leucémicas são sensíveis: as células leucémicas com baixa expressão de asparagina sintetase dificilmente conseguem produzir a sua própria asparagina e dependem de um fornecimento externo para sobreviver.
  • Estrutura (DrugBank): um tetrâmero de quatro subunidades idênticas de cerca de 35 kDa cada; também desamina a glutamina, em menor grau.
  • Utilização após a asparaginase de E. coli: existe pouca ou nenhuma reatividade cruzada entre a crisantaspase e as asparaginases derivadas de E. coli, pelo que pode ser utilizada em doentes que reagiram a estas últimas. A inativação silenciosa significa que a enzima de E. coli é neutralizada sem uma reação alérgica evidente.
  • Marcador de eficácia: a eficácia foi avaliada consoante se atingiu e manteve uma atividade da asparaginase sérica no nadir (AASN) de, pelo menos, 0,1 U/ml, num ensaio aberto com 228 doentes adultos e pediátricos (idade mediana de 10 anos, intervalo de 1 a 25) com LLA ou LLB que tinham desenvolvido hipersensibilidade a uma asparaginase de longa ação derivada de E. coli.

Farmacocinética

  • Base: a farmacocinética é descrita pela atividade da asparaginase sérica (AAS). A atividade máxima (Cmax) e a área sob a curva aumentam de forma aproximadamente proporcional à dose entre 12,5 e 50 mg/m².
  • Absorção: após injeção intramuscular, a mediana do tempo até ao pico é de 16 horas e a biodisponibilidade absoluta média é de 38%.
  • Distribuição: após administração intravenosa, o volume de distribuição é de 1,75 l/m².
  • Metabolismo: espera-se que seja degradada em pequenos péptidos pelas vias catabólicas habituais.
  • Eliminação: a depuração após administração intravenosa é de 0,14 l/h/m². A semivida é de 8,6 horas após administração intravenosa e de 18,8 horas após administração intramuscular.
  • Atividade no vale (após a última dose de 25/25/50 mg/m² do regime segunda-feira/quarta-feira/sexta-feira do ciclo 1): intramuscular, 0,66 U/ml às 48 horas e 0,47 U/ml às 72 horas; intravenosa, 0,25 U/ml às 48 horas e 0,10 U/ml às 72 horas. A AAS varia substancialmente entre doentes, razão pela qual é monitorizada.
  • Populações especiais: não foi realizado qualquer estudo específico no compromisso renal ou hepático. Não é necessário ajuste da dose para uma bilirrubina total até 3 vezes o limite superior do normal (LSN) durante o tratamento, nem para compromisso hepático ligeiro ou moderado preexistente; os dados são limitados para uma bilirrubina superior a 3 e até 10 vezes o LSN.

Indicações

  • Leucemia linfoblástica aguda (LLA) e linfoma linfoblástico (LLB): como componente de um regime quimioterapêutico multiagente, em doentes adultos e pediátricos (com 1 mês de idade ou mais) que desenvolveram hipersensibilidade ou inativação silenciosa da asparaginase derivada de E. coli.

Contraindicações

  • Antecedentes de reações de hipersensibilidade graves à substância ativa.
  • Hipersensibilidade a qualquer um dos excipientes.
  • Pancreatite grave.
  • Antecedentes de pancreatite grave durante terapêutica prévia com asparaginase.
  • Trombose grave durante terapêutica prévia com asparaginase.
  • Acontecimentos hemorrágicos graves durante terapêutica prévia com asparaginase.

Efeitos indesejáveis

No ensaio clínico, 59% dos doentes tiveram reações adversas graves, mais frequentemente neutropenia febril (29%), pirexia (10%), vómito (8%), sepsia (7%), hipersensibilidade ao medicamento (6%), náuseas (6%) e pancreatite (5%). As reações mais frequentes foram anemia (52%), vómito (49%), trombocitopenia (42%), neutropenia (41%), náuseas (38%), neutropenia febril (32%), fadiga (32%), pirexia (32%), apetite diminuído (29%), transaminases aumentadas (29%), dor abdominal (27%), número de leucócitos diminuído (27%), cefaleia (25%), diarreia (22%) e número de linfócitos diminuído (20%). As frequências indicadas abaixo provêm de 228 doentes que receberam 6 doses de Enrylaze juntamente com quimioterapia multiagente; os efeitos da supressão da medula óssea e as infeções são conhecidos com esses regimes, pelo que o papel de Enrylaze nem sempre é claro.

Muito frequentes (≥1/10): anemia, trombocitopenia, neutropenia, neutropenia febril; hipersensibilidade a fármacos; apetite diminuído, hiperglicemia, hipoalbuminemia; ansiedade; cefaleia; vómito, náuseas, dor abdominal, diarreia; dor na extremidade; fadiga, pirexia; transaminases aumentadas, número de leucócitos e de linfócitos diminuído, peso diminuído, bilirrubinemia aumentada; contusão.

Frequentes (≥1/100 a <1/10): sepsia; reação anafilática, hipersensibilidade; hipertrigliceridemia, hipoglicemia, hiperamonemia; irritabilidade; tonturas; hipotensão; embolia pulmonar; pancreatite; erupção maculopapular, prurido, erupção cutânea, urticária, erupção eritematosa; dor no local de injeção, reação no local de injeção; creatininemia aumentada, tempo parcial de tromboplastina ativado prolongado, fibrinogenemia diminuída, antitrombina III diminuída; reação relacionada com a perfusão.

Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100): trombose do seio sagital superior, trombose da veia jugular, trombose venosa profunda.

Reações selecionadas:

  • Hipersensibilidade: a hipersensibilidade ao medicamento ocorreu em 11% dos doentes (grave em 8%) e a reação anafilática em 2% (grave em todos). As reações foram mais frequentes com a administração intravenosa do que com a intramuscular e levaram à descontinuação em 10%.
  • Pancreatite: 7% no total, 5% grave e 1% potencialmente fatal; um doente desenvolveu um pseudoquisto pancreático, que teve resolução sem sequelas. A pancreatite levou à descontinuação em 5%.
  • Anticorpos: 116 de 228 doentes (51%) tinham anticorpos antifármaco confirmados. A sua presença não pareceu estar correlacionada com a hipersensibilidade, e a AAS manteve-se igual ou superior a 0,1 U/ml em todos os pontos temporais disponíveis às 48 e 72 horas do ciclo 1 nestes doentes.
  • Grupos etários: 86% dos doentes tinham menos de 18 anos, pelo que as frequências não podem ser comparadas entre grupos etários. A hepatotoxicidade, a trombose e a pancreatite foram notificadas com maior frequência em adultos do que em crianças com LLA a receber outras asparaginases; o perfil de segurança em adultos com mais de 25 anos não foi estudado.

Interações medicamentosas

Não foram realizados estudos de interação. A asparaginase pode aumentar a toxicidade de outros medicamentos através do seu efeito na função hepática e nos níveis de proteínas plasmáticas.

  • Vincristina: administrada em simultâneo com a asparaginase, ou imediatamente antes, pode ser mais tóxica, porque a asparaginase inibe a depuração hepática da vincristina.
  • Metotrexato e citarabina: os dados não clínicos indicam que a L-asparaginase administrada antes ou em conjunto com estes medicamentos atenua o seu efeito, enquanto administrada depois atua de forma sinérgica. O efeito clínico desta sequência é desconhecido.
  • Glucocorticoides (por exemplo, prednisona): administrados em conjunto com a asparaginase ou imediatamente antes, podem alterar os parâmetros de coagulação, por exemplo, diminuindo os níveis de fibrinogénio e de antitrombina III.
  • Contracetivos orais: não é possível excluir uma interação indireta, pelo que se aconselha contraceção não hormonal eficaz durante o tratamento.

Administração e posologia

Enrylaze tem de ser prescrito e administrado por médicos e profissionais de saúde com experiência na utilização de medicamentos antineoplásicos. No momento da administração têm de estar disponíveis equipamento de reanimação adequado e os agentes necessários para tratar a anafilaxia. Enrylaze não é permutável com outros produtos de crisantaspase para completar um ciclo de tratamento.

Dose recomendada

  • A cada 48 horas: 25 mg/m² por via intramuscular ou intravenosa.
  • Regime segunda-feira/quarta-feira/sexta-feira (uma de três opções):
    • 25 mg/m² por via intramuscular à segunda-feira e quarta-feira e 50 mg/m² por via intramuscular à sexta-feira; ou
    • 25 mg/m² por via intravenosa à segunda-feira e quarta-feira e 50 mg/m² por via intramuscular à sexta-feira; ou
    • 25 mg/m² por via intravenosa à segunda-feira e quarta-feira e 50 mg/m² por via intravenosa à sexta-feira.
  • A terapêutica pode ser ainda ajustada de acordo com os protocolos de tratamento locais.

Pré-medicação

Considerar a pré-medicação com paracetamol, um bloqueador dos recetores H1 e um bloqueador dos recetores H2 30–60 minutos antes de uma dose intravenosa, para reduzir o risco e a gravidade das reações relacionadas com a perfusão e das reações de hipersensibilidade.

Monitorização da atividade da asparaginase

A AAS varia entre indivíduos, pelo que se monitoriza a AAS no vale. Com a administração a cada 48 horas, o valor no vale é medido 48 horas após uma dose. No regime segunda-feira/quarta-feira/sexta-feira, é medido 72 horas após a dose de sexta-feira, antes da dose da segunda-feira seguinte. O nível ótimo é de, pelo menos, 0,1 U/ml; se não for atingido, o regime ou a via são adaptados individualmente, por exemplo administrando a dose por via intramuscular ou passando para um intervalo de 48 horas.

Modo de administração

  • Intramuscular: limitar o volume num único local de injeção a 2 ml quando a superfície corporal (SC) é superior a 0,5 m² e a 1 ml quando a SC é inferior a 0,5 m²; utilizar vários locais para volumes maiores.
  • Intravenosa: perfundir a dose durante 2 horas. A secção 6.6 do RCM indica as instruções de diluição.

Populações especiais

  • Compromisso hepático: sem ajuste se a bilirrubina total se mantiver até 3 × LSN durante o tratamento. Suspender se aumentar para mais de 3 e até 10 × LSN e continuar após a resolução. Se exceder 10 × LSN, parar o tratamento e não voltar a administrar. Sem ajuste para o compromisso hepático ligeiro ou moderado preexistente (bilirrubina superior a 1 e até 3 × LSN, ou AST acima do LSN); os dados são insuficientes para o compromisso grave preexistente.
  • Compromisso renal: os dados são insuficientes para apoiar uma recomendação de dose.
  • Crianças: não é necessário ajuste da dose em doentes pediátricos com 1 mês de idade ou mais; a segurança e a eficácia com menos de 1 mês de idade não foram estabelecidas.
  • Idosos: sem ajuste da dose.

Advertências e precauções especiais

Rastreabilidade

Por se tratar de um medicamento biológico, o nome e o número de lote do produto administrado têm de ser claramente registados.

Reações de hipersensibilidade

Nos ensaios ocorreram reações de hipersensibilidade de grau 3 e 4, que podem ser mais frequentes com a administração intravenosa. Enrylaze é administrado onde existe equipamento de reanimação e os agentes necessários para tratar a anafilaxia, e é descontinuado em doentes com reações de hipersensibilidade graves.

Pancreatite

Os doentes com sintomas de pancreatite são avaliados. Enrylaze é descontinuado em caso de pancreatite necrosante ou hemorrágica. Se a lipase ou a amilase subirem acima de 2 × LSN, ou se a pancreatite for sintomática, é suspenso até os valores e os sintomas diminuírem, podendo ser retomado após a resolução.

Intolerância à glucose

Foi notificada intolerância à glucose. A glucose é monitorizada no início e periodicamente, e é administrada insulina conforme necessário em caso de hiperglicemia.

Perturbações da coagulação

Foram notificados acontecimentos trombóticos e hemorrágicos, incluindo trombose do seio sagital e embolia pulmonar, durante a terapêutica com L-asparaginase. O tratamento é suspenso em caso de acontecimento trombótico ou hemorrágico até à resolução dos sintomas, podendo depois ser retomado.

Hepatotoxicidade

Uma terapêutica que inclua Enrylaze pode causar hepatotoxicidade. A bilirrubina e as transaminases são monitorizadas antes do tratamento e conforme clinicamente necessário; em caso de toxicidade hepática grave, o tratamento tem de ser descontinuado e devem ser prestados cuidados de apoio.

Neurotoxicidade

Com qualquer asparaginase pode ocorrer toxicidade do sistema nervoso central (SNC), incluindo encefalopatia, convulsões e depressão do SNC, e síndrome de encefalopatia posterior reversível (SEPR). A SEPR surge na ressonância magnética (RM) como lesões ou edema reversíveis, principalmente na região posterior do cérebro; os sintomas incluem tensão arterial elevada, convulsões, cefaleias, alterações do estado mental e insuficiência visual aguda. É tratada sintomaticamente, podendo ser necessária a redução da dose ou a descontinuação dos medicamentos imunossupressores concomitantes. Deve ser procurado aconselhamento especializado.

Gravidez, amamentação e fertilidade

  • Contraceção: os homens e as mulheres devem utilizar contraceção durante o tratamento com quimioterapia que inclua Enrylaze e, como o intervalo seguro é desconhecido, contraceção eficaz durante, pelo menos, 3 meses após a descontinuação. Os doentes com potencial para engravidar devem utilizar métodos não hormonais eficazes durante o tratamento, uma vez que não é possível excluir uma interação indireta com os contracetivos orais. É realizado um teste de gravidez antes do início do tratamento.
  • Gravidez: não existem dados em mulheres grávidas. Os estudos com L-asparaginase de Erwinia chrysanthemi em animais gestantes sugerem lesão embrionária e fetal. Enrylaze não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que o estado da mulher exija tratamento e justifique o risco potencial para o feto; a doente que engravide é informada do perigo.
  • Amamentação: desconhece-se se a crisantaspase recombinante é excretada no leite humano; aconselha-se as mães a não amamentar durante a terapêutica e durante duas semanas após a última dose.
  • Fertilidade: não estão disponíveis dados em seres humanos.

Teor de sódio

Enrylaze contém menos de 1 mmol (23 mg) de sódio por dose, pelo que é praticamente isento de sódio.

Efeitos sobre a condução

Enrylaze tem uma influência reduzida sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas, com base nas reações adversas que podem ocorrer.

Condições de conservação

Conservar no frigorífico a 2–8 °C, com o frasco para injetáveis na posição vertical e na embalagem exterior para o proteger da luz. Não congelar. Aplica-se o manuseamento em cadeia de frio: os frascos para injetáveis permanecem a 2–8 °C desde a expedição até à utilização. A conservação após a diluição é descrita em Prazo de validade. A solução é fornecida em frascos para injetáveis de 2 ml de vidro borossilicatado transparente do tipo I, com rolha de borracha de halobutilo, selo de alumínio e tampa de plástico violeta; cada embalagem contém 3 frascos para injetáveis.

Prazo de validade

Frasco para injetáveis fechado: 4 anos. Do ponto de vista microbiológico, o produto deve ser utilizado imediatamente, a menos que o método de abertura ou de diluição exclua o risco de contaminação microbiana; caso contrário, os tempos e as condições de conservação durante a utilização são da responsabilidade do utilizador. A estabilidade química e física durante a utilização foi demonstrada para a preparação intramuscular numa seringa de polipropileno até 8 horas à temperatura ambiente (15–25 °C) ou 24 horas refrigerada (2–8 °C), e para a preparação intravenosa até 12 horas à temperatura ambiente (15–25 °C) ou 24 horas refrigerada (2–8 °C).

Condições de dispensa em farmácia

Apenas mediante receita médica (Rx): medicamento sujeito a receita médica restrita (Anexo II B), prescrito e administrado por médicos e profissionais de saúde com experiência na utilização de medicamentos antineoplásicos. É administrado por injeção intramuscular ou perfusão intravenosa num local com equipamento de reanimação, pelo que é fornecido ao hospital ou à clínica que o administra, com entrega em cadeia de frio a 2–8 °C.

Outras substâncias ativas da mesma área terapêutica ou classe farmacológica.

Aviso importante

As informações fornecidas neste website destinam-se exclusivamente a fins de informação geral e educativos e não constituem aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendação de tratamento. Estas informações não pretendem substituir a consulta com um profissional de saúde qualificado. Procure sempre o aconselhamento do seu médico, farmacêutico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado para qualquer questão relacionada com uma condição clínica ou um medicamento. Nunca ignore o aconselhamento médico profissional nem atrase a sua procura por causa de informações apresentadas neste website. A disponibilidade dos produtos, as indicações aprovadas e a informação de prescrição podem variar consoante o país. Muitos dos medicamentos referidos estão sujeitos a receita médica; sempre que uma receita seja exigida, esta deve ser válida no país de destino, e os produtos devem ser utilizados sob supervisão médica. Não adquirimos, enviamos nem listamos substâncias controladas ao abrigo da lei austríaca dos estupefacientes (Suchtmittelgesetz, SMG) ou de regulamentação internacional equivalente.

Consulte os nossos Termos e condições e o Aviso médico na íntegra

Fonte da informação

Esta informação sobre o produto baseia-se em:

DrugBank — Asparaginase Erwinia chrysanthemi (DB08886); EMA SmPC — Enrylaze

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