Alpelisib
Inibidor de PI3Kα (inibidor de cínases)
O alpelisib é um inibidor oral da isoforma alfa da fosfatidilinositol-3-cínase (PI3Kα) de classe I. As mutações ativadoras de PIK3CA, o gene da subunidade catalítica α desta enzima, ativam a sinalização PI3K/AKT e promovem o crescimento tumoral e o crescimento excessivo dos tecidos, e o alpelisib bloqueia esta via. Na UE, está autorizado como dois medicamentos com utilizações diferentes: Piqray, tomado com fulvestrant, para mulheres pós-menopáusicas e homens com cancro da mama localmente avançado ou metastático HR positivo e HER2 negativo com uma mutação de PIK3CA após progressão com um regime de base endócrina; e Vijoice, para adultos e crianças com 2 anos de idade ou mais com manifestações graves ou potencialmente fatais do espetro de crescimento excessivo relacionado com PIK3CA (PROS) que necessitam de terapêutica sistémica. Ambos são comprimidos tomados uma vez por dia imediatamente após os alimentos. Com Piqray, a hiperglicemia é a principal preocupação de segurança, juntamente com a erupção cutânea, a diarreia e a pneumonite.
Disponível sob as marcas
Esta substância ativa é comercializada sob as seguintes marcas, consoante a região e o fabricante:
- Piqray ®
- Vijoice ®
As marcas são marcas registadas dos respetivos titulares. A Pharmalogistic não representa, fabrica nem distribui os produtos de marca acima indicados.
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Perguntas frequentes
Alpelisib: para que é utilizado?
O alpelisib é um inibidor oral da isoforma alfa da fosfatidilinositol-3-cínase (PI3Kα) de classe I. As mutações ativadoras de PIK3CA, o gene da subunidade catalítica α desta enzima, ativam a sinalização PI3K/AKT e promovem o crescimento tumoral e o crescimento excessivo dos tecidos, e o alpelisib bloqueia esta via.
Alpelisib: é necessária receita médica?
Sim. Alpelisib é um medicamento sujeito a receita médica. É necessária uma receita válida emitida por um médico licenciado, e as regras de prescrição do país de destino são verificadas antes de qualquer envio.
Alpelisib: como deve ser conservado?
Conservar Alpelisib a Sem condições especiais de conservação, na embalagem de origem, ao abrigo da luz e fora do alcance das crianças.
Alpelisib: precisa de envio refrigerado (cadeia de frio)?
Não. Alpelisib é estável a Sem condições especiais de conservação, pelo que basta uma embalagem de proteção padrão; durante o transporte, o produto continua protegido do calor e da humidade.
Alpelisib: sob que marcas é comercializado?
Alpelisib comercializa-se sob as marcas Piqray, Vijoice, consoante o país e o fabricante. As marcas são propriedade dos respetivos titulares; a Pharmalogistic não representa nem distribui os produtos de marca.
Alpelisib: que dosagens estão disponíveis?
Alpelisib está disponível nas seguintes dosagens: Comprimidos revestidos por película de 50 mg (Piqray), Comprimidos revestidos por película de 150 mg (Piqray), Comprimidos revestidos por película de 200 mg (Piqray), Comprimidos revestidos por película de 50 mg (Vijoice), Comprimidos revestidos por película de 125 mg (Vijoice). A dosagem adequada e o esquema posológico são determinados pelo médico assistente.
Alpelisib: qual é o prazo de validade?
O prazo de validade de Alpelisib é de 4 anos (Piqray); 3 anos (Vijoice) quando o produto é conservado conforme recomendado. Não utilizar após o prazo de validade impresso na embalagem.
Informação médica e orientações
Farmacologia, indicações e perfil de segurança desta substância ativa
Ação farmacológica
O alpelisib é um inibidor específico α da fosfatidilinositol-3-cínase (PI3K) de classe I. A via PI3K/AKT transmite sinais de fatores de crescimento que controlam a proliferação celular e também regula o processamento da glucose. Uma mutação com ganho de função em PIK3CA, o gene da subunidade catalítica α, torna a PI3Kα hiperativa em alguns cancros e no PROS. O alpelisib contraria este efeito inibindo a enzima, com a sua maior especificidade para a isoforma α.
Mecanismo de ação
- Inibição da PI3Kα: o alpelisib é um inibidor da PI3K de classe I específico α. As mutações com ganho de função em PIK3CA conduzem à ativação da PI3Kα e da sinalização AKT, à transformação celular e à formação de tumores em modelos laboratoriais.
- Efeito antitumoral: em linhas celulares de cancro da mama, o alpelisib inibiu a fosforilação dos alvos a jusante da PI3K, incluindo a AKT, e foi ativo em linhas celulares com uma mutação de PIK3CA. Em modelos de xenoenxerto, inibiu a sinalização PI3K/AKT e reduziu o crescimento tumoral.
- Associação com fulvestrant: a inibição da PI3K aumenta a transcrição do recetor de estrogénio nas células de cancro da mama. Em modelos de xenoenxerto derivados de linhas celulares positivas para o recetor de estrogénio e com mutação de PIK3CA, o alpelisib com fulvestrant teve maior atividade antitumoral do que qualquer um dos dois isoladamente.
- Homeostase da glucose: a via PI3K/AKT também regula a homeostase da glucose, pelo que a hiperglicemia é um efeito esperado, relacionado com o alvo, da inibição da PI3K.
Farmacocinética
- Absorção: o tempo mediano até à concentração máxima é de 2 a 4 horas, independentemente da dose, do momento ou do regime. A biodisponibilidade é estimada em mais de 99% com alimentos e é inferior em jejum (cerca de 68,7% com 300 mg). O estado estacionário é atingido até ao dia 3 na maioria dos doentes.
- Efeito dos alimentos: em comparação com o jejum, uma refeição rica em gordura e calorias aumentou a AUC em 73% e a Cmax em 84%, e uma refeição pobre em gordura e calorias aumentou a AUC em 77% e a Cmax em 145%. As duas refeições não diferiram significativamente, pelo que o teor de gordura e as calorias importam pouco; o que importa é tomar os comprimidos imediatamente após os alimentos.
- Distribuição: ligação moderada às proteínas plasmáticas, com uma fração livre de 10,8% independentemente da concentração; distribuído igualmente entre os glóbulos vermelhos e o plasma (razão sangue/plasma de 1,03). Volume de distribuição no estado estacionário de cerca de 114 l. Dado que o alpelisib é um substrato de transportadores de efluxo, não se prevê a passagem da barreira hematoencefálica no ser humano.
- Metabolismo: a via principal é a hidrólise química e enzimática da amida ao metabolito BZG791, realizada em todo o organismo por enzimas de alta capacidade (esterases, amidases, colinesterase) e não limitada ao fígado. Segue-se a hidroxilação mediada pela CYP3A4, e o alpelisib também pode ser glucuronidado.
- Eliminação: semivida média de cerca de 8 a 9 horas. Cerca de 81% de uma dose oral é recuperada nas fezes (36% como fármaco inalterado, 32% como BZG791) e cerca de 14% na urina.
- Populações especiais: para Piqray, não é necessário ajuste posológico por razões farmacocinéticas em doentes com 65 anos ou mais, com compromisso renal ligeiro ou moderado, ou com compromisso hepático ligeiro, moderado ou grave.
Indicações
O alpelisib está autorizado na UE como dois medicamentos com indicações diferentes.
- Cancro da mama (Piqray): em associação com fulvestrant, para mulheres pós-menopáusicas e homens com cancro da mama localmente avançado ou metastático com recetores hormonais (HR) positivos e recetor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2) negativo, com uma mutação de PIK3CA, após progressão da doença na sequência de um regime de base endócrina. Antes do tratamento, tem de ser confirmada uma mutação de PIK3CA numa amostra de tumor ou de plasma.
- Espetro de crescimento excessivo relacionado com PIK3CA (Vijoice): adultos e doentes pediátricos com 2 anos de idade ou mais com manifestações graves ou potencialmente fatais do PROS que necessitam de terapêutica sistémica.
Contraindicações
- Hipersensibilidade ao alpelisib ou a qualquer um dos excipientes (tanto em Piqray como em Vijoice).
Efeitos indesejáveis
Os dois medicamentos têm dados de segurança separados. Com Piqray, a hiperglicemia, a erupção cutânea e a diarreia estão entre as reações que mais frequentemente levam à interrupção do tratamento (ver Advertências e precauções especiais).
Piqray com fulvestrant. O perfil de segurança baseia-se em 376 doentes que receberam Piqray mais fulvestrant em dois estudos de fase 3, em dupla ocultação e controlados por placebo. As reações mais frequentes (em mais de 40% dos doentes) foram glucose plasmática aumentada (77,4%), creatinina aumentada (68,9%), diarreia (57,7%), contagem de linfócitos diminuída (56,4%), gama-glutamiltransferase aumentada (54,5%), erupção cutânea (50,0%), alanina aminotransferase aumentada (47,6%), náuseas (46,3%), anemia (45,7%), fadiga (43,4%) e lipase aumentada (40,2%). As reações de grau 3 ou 4 mais frequentes foram glucose plasmática aumentada (35,6%), erupção cutânea (20,2%) e gama-glutamiltransferase aumentada (13,3%). As reações que mais frequentemente levaram à interrupção do tratamento foram hiperglicemia (5,6%), erupção cutânea (5,1%), diarreia (2,7%) e fadiga (1,9%).
Muito frequentes (≥1/10): anemia, contagem de linfócitos diminuída, contagem de plaquetas diminuída, glucose plasmática aumentada, glucose plasmática diminuída, diminuição do apetite, hipocaliemia, hipocalcemia, magnésio diminuído, cefaleia, disgeusia, diarreia, náuseas, estomatite, vómitos, dor abdominal, dispepsia, erupção cutânea, alopecia, prurido, pele seca, fadiga, inflamação da mucosa, edema periférico, pirexia, secura das mucosas, perda de peso, creatinina no sangue aumentada, gama-glutamiltransferase aumentada, alanina aminotransferase aumentada, lipase aumentada, tempo de tromboplastina parcial ativada prolongado, albumina diminuída.
Frequentes (≥1/100 a <1/10): infeção do trato urinário, hipersensibilidade, desidratação, insónia, visão turva, olho seco, hipertensão, linfedema, pneumonite (incluindo doença pulmonar intersticial), dor de dentes, gengivite, dor gengival, queilite, eritema, dermatite, síndrome de eritrodisestesia palmo-plantar, espasmos musculares, mialgia, osteonecrose da mandíbula, lesão renal aguda, edema (incluindo edema facial e edema palpebral), hemoglobina glicosilada aumentada.
Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100): cetoacidose (incluindo cetoacidose diabética), pancreatite, eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson.
Desconhecido: síndrome hiperglicémico hiperosmolar não cetótico (HHNKS), uveíte, colite, reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS), angioedema. Estes provêm de notificações pós-comercialização, para as quais não é possível estimar de forma fiável a frequência.
A hiperglicemia de grau 3 ou 4 foi mais frequente em doentes com 65 anos ou mais (44,6%) do que em doentes mais jovens (32,4%), e naqueles com 75 anos ou mais (47,8%) do que nos menores de 75 anos (36,1%).
Vijoice. Os dados de segurança provêm de revisões retrospetivas de processos clínicos de 18 adultos e 39 crianças tratados num programa de uso compassivo (exposição mediana de 42 meses) e de um estudo de fase 2 em 89 crianças (exposição mediana de cerca de 30 meses). O RCM de Vijoice indica a categoria de frequência de cada reação.
- Adultos (revisões de processos clínicos): as reações mais frequentes foram hiperglicemia (27,8%), diarreia (27,8%), cefaleia (22,2%), estomatite (16,7%), alopecia (16,7%), dermatite (16,7%), pele seca (16,7%) e náuseas (11,1%). As reações de grau 3 ou 4 foram fosfato no sangue diminuído (11,1%), desidratação (5,6%), creatinina no sangue aumentada (5,6%) e glucose aumentada (5,6%). As reações graves foram desidratação e hiperglicemia (5,6% cada).
- Crianças (revisões de processos clínicos): as reações mais frequentes foram estomatite (23,1%) e diarreia (12,8%). Não foram notificadas reações de grau 3 ou 4. As reações graves foram vómitos e desidratação (2,6% cada).
- Crianças (estudo de fase 2): as reações mais frequentes foram dor abdominal (33,7%), cefaleia (30,3%), diarreia (28,1%) e vómitos (24,7%). As reações de grau 3 ou 4 foram lipase aumentada (3,4%), diminuição do apetite (1,1%) e diarreia (1,1%). As reações graves foram diarreia, cefaleia e erupção cutânea (1,1% cada). As doses foram interrompidas devido a uma reação em 9,0% dos doentes, e a alopecia (2,2%) e a diminuição do apetite (1,1%) levaram à descontinuação definitiva.
Entre as reações graves importantes com Piqray incluem-se hipersensibilidade (reação anafilática, choque anafilático, angioedema), reações cutâneas graves (síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme, DRESS), hiperglicemia grave com HHNKS ou cetoacidose (alguns casos pós-comercialização fatais), pneumonite, diarreia grave com desidratação e lesão renal aguda, e osteonecrose da mandíbula, que nos estudos ocorreu apenas em doentes com tratamento prévio ou concomitante com bifosfonatos ou inibidores do ligando RANK.
Interações medicamentosas
- Inibidores da BCRP (por exemplo, eltrombopag, lapatinib, pantoprazol): o alpelisib é um substrato da BCRP in vitro, e a BCRP está envolvida na sua eliminação através do fígado e do intestino. A inibição da BCRP pode aumentar a exposição ao alpelisib, pelo que se aconselham precaução e monitorização da toxicidade.
- Agentes redutores da acidez: o antagonista dos recetores H2 ranitidina reduziu ligeiramente a exposição ao alpelisib. Com uma refeição pobre em gordura e calorias, a AUC diminuiu 21% e a Cmax 36%; sem alimentos o efeito foi maior (AUC menor em 30%, Cmax menor em 51%). Uma análise populacional não encontrou um efeito significativo dos agentes redutores da acidez, incluindo inibidores da bomba de protões, antagonistas dos recetores H2 e antiácidos. Podem ser tomados com alpelisib, desde que o alpelisib seja tomado imediatamente após os alimentos.
- Indutores potentes da CYP3A4: a rifampicina (600 mg por dia durante 7 dias, seguida de uma dose única de 300 mg de alpelisib) reduziu a Cmax do alpelisib em 38% e a AUC em 57% em adultos saudáveis. A erva-de-são-joão também induz a CYP3A e pode reduzir os níveis de alpelisib. Os doentes devem informar o prescritor sobre qualquer medicamento ou produto à base de plantas deste tipo; o RCM (secção 4.5) fornece as recomendações completas.
- Outros medicamentos: o alpelisib também pode alterar a exposição a alguns outros medicamentos. O prescritor verifica a lista completa na secção 4.5 do RCM.
- Bifosfonatos e inibidores do ligando RANK (por exemplo, ácido zoledrónico, denosumab): ocorreu osteonecrose da mandíbula em doentes que os tomaram. Devem ter-se precauções quando são administrados ao mesmo tempo ou um após o outro com o alpelisib.
- Medicamentos antidiabéticos: os doentes com diabetes podem necessitar de tratamento antidiabético intensificado enquanto tomam alpelisib.
- Fulvestrant: o parceiro de associação de Piqray (ver Administração e posologia).
- Alimentos: tomar os comprimidos imediatamente após os alimentos, aproximadamente à mesma hora todos os dias.
Administração e posologia
Piqray deve ser iniciado por um médico com experiência em terapêuticas antineoplásicas; Vijoice, por um médico com experiência na abordagem do PROS. Ambos são comprimidos orais tomados uma vez por dia, imediatamente após os alimentos, aproximadamente à mesma hora todos os dias. Os comprimidos de Piqray são engolidos inteiros e não devem ser mastigados, esmagados ou partidos; os comprimidos que estejam partidos, rachados ou de outro modo não intactos não devem ser tomados.
Piqray: dose recomendada
- 300 mg (dois comprimidos de 150 mg) uma vez por dia, de forma contínua. A dose diária máxima recomendada é de 300 mg.
- Com fulvestrant: 500 mg por via intramuscular nos dias 1, 15 e 29, e uma vez por mês a partir daí (ver o RCM de fulvestrant).
- Seleção de doentes: tem de ser detetada uma mutação de PIK3CA numa amostra de tumor ou de plasma, testada com um dispositivo médico para diagnóstico in vitro com marcação CE e finalidade prevista adequada (ou outro teste validado se não existir nenhum disponível). Se não for detetada nenhuma mutação no plasma, deve ser testado o tecido tumoral, se disponível.
- Duração: enquanto se observar benefício clínico ou até toxicidade inaceitável.
Piqray: ajustes de dose por efeitos indesejáveis
- Níveis de dose: dose inicial de 300 mg por dia (2 × comprimidos de 150 mg); primeira redução para 250 mg por dia (1 × comprimido de 200 mg e 1 × comprimido de 50 mg); segunda redução para 200 mg por dia (1 × comprimido de 200 mg). Recomenda-se um máximo de duas reduções, após as quais o tratamento é interrompido definitivamente. A redução baseia-se na pior toxicidade anterior, e para a pancreatite só é permitida uma redução.
- Reações específicas: as tabelas do RCM indicam, por gravidade, quando interromper, reduzir ou parar Piqray em caso de hiperglicemia, reações cutâneas graves, diarreia ou colite, e outras reações. Para estas decisões, seguir o RCM.
Vijoice: dose recomendada
- Adultos: 250 mg uma vez por dia.
- Crianças e adolescentes dos 2 aos menos de 18 anos: dose inicial de 50 mg uma vez por dia. A partir dos 6 anos, pode considerar-se um aumento para 125 mg uma vez por dia para otimizar a resposta (clínica ou radiológica) após 24 semanas com 50 mg. Dos 2 aos menos de 6 anos, a dose mantém-se em 50 mg. Quando um jovem completa 18 anos, deve considerar-se um aumento gradual até 250 mg.
- Interrupção: o tratamento é descontinuado se a doença progredir, os sintomas relacionados com o PROS piorarem ou a toxicidade se tornar inaceitável, segundo a avaliação do médico assistente.
- Reduções de dose: em adultos, de 250 mg para 125 mg uma vez por dia, depois de 125 mg para 50 mg. Em crianças, de 125 mg para 50 mg uma vez por dia; não há nova redução a partir de 50 mg. Vijoice é interrompido em adultos ou crianças que não toleram 50 mg por dia.
Populações especiais
- Idosos (Piqray): sem ajuste de dose a partir dos 65 anos. Os dados são limitados a partir dos 75 anos, e especialmente a partir dos 85 anos.
- Compromisso renal (Piqray): sem ajuste de dose no compromisso ligeiro ou moderado. Devem ter-se precauções no compromisso grave, no qual não existe experiência.
- Compromisso hepático (Piqray): sem ajuste de dose no compromisso ligeiro, moderado ou grave (classe A, B ou C de Child-Pugh), com base num estudo em indivíduos sem cancro.
- Crianças e adolescentes: a segurança e a eficácia de Piqray em crianças dos 0 aos 18 anos não foram estabelecidas. Vijoice é utilizado a partir dos 2 anos (ver acima).
Dose esquecida ou vomitada
- Uma dose esquecida pode ser tomada imediatamente após os alimentos, nas 9 horas seguintes à hora habitual. Após mais de 9 horas, omite-se a dose desse dia e toma-se a dose seguinte à hora habitual.
- Se ocorrerem vómitos após uma dose, não tomar uma dose adicional nesse dia; retomar à hora habitual no dia seguinte.
Advertências e precauções especiais
As advertências abaixo são retiradas do RCM de Piqray. O RCM de Vijoice (secção 4.4) fornece as recomendações correspondentes para doentes com PROS.
Hiperglicemia
- Risco: ocorreu hiperglicemia grave, em alguns casos com síndrome hiperglicémico hiperosmolar não cetótico (HHNKS) ou cetoacidose, e alguns casos de cetoacidose foram fatais após a comercialização. Nos estudos de fase 3, a hiperglicemia foi notificada em 68,6% dos doentes (de grau 3 em 33,5%, de grau 4 em 4,0%).
- Risco mais elevado: a hiperglicemia de grau 3 ou 4 ocorreu em 15 de 18 doentes com diabetes, em 47,4% dos doentes com pré-diabetes, em 51,6% dos doentes com um IMC de 30 ou mais e em 47,8% dos doentes com 75 anos ou mais.
- Antes do tratamento: testar a glucose plasmática em jejum e a HbA1c, e otimizar a glucose no sangue.
- Após o início: como a hiperglicemia pode começar rapidamente, a glucose em jejum é verificada nas semanas 1, 2, 4, 6 e 8 e mensalmente depois disso, e os doentes fazem automonitorização regular, com maior frequência nas primeiras 4 semanas e especialmente nas primeiras 2 semanas, conforme as instruções de um profissional de saúde. Os doentes com diabetes, pré-diabetes, um IMC de 30 ou mais, ou 75 anos ou mais monitorizam a glucose em jejum diariamente durante as primeiras 2 semanas e depois com a frequência necessária. A HbA1c é verificada após 4 semanas e a cada 3 meses.
- Se se desenvolver hiperglicemia: monitorizar regularmente a glucose em jejum, pelo menos até regressar ao normal. Durante o tratamento antidiabético, verificar pelo menos uma vez por semana durante 8 semanas e depois a cada 2 semanas, sob orientação de um profissional com experiência no tratamento da hiperglicemia.
- Aconselhamento ao doente: explicar as medidas de estilo de vida que podem reduzir a glucose no sangue (restrições alimentares, atividade física) e os sintomas a vigiar: sede excessiva, urinar com mais frequência ou em maior quantidade e aumento do apetite com perda de peso.
- Abordagem: nos estudos, 86% dos doentes com hiperglicemia foram tratados com medicamentos antidiabéticos, mais frequentemente metformina isolada ou com outros agentes. A hiperglicemia de grau 2 ou superior melhorou pelo menos um grau após uma mediana de 8 dias, e a glucose em jejum regressou ao valor basal em 95,0% dos doentes que continuaram o fulvestrant após interromperem Piqray.
- Diabetes: a segurança de Piqray na diabetes tipo 1 e na diabetes tipo 2 não controlada não foi estabelecida (estes doentes foram excluídos dos ensaios). Os doentes com antecedentes de diabetes podem necessitar de tratamento intensificado e de vigilância apertada.
- Alterações de dose: consoante a gravidade, pode ser necessário interromper, reduzir ou parar Piqray, conforme indicado no RCM.
Hipersensibilidade
Foram notificadas reações de hipersensibilidade graves (reação anafilática, choque anafilático, angioedema), com sintomas como falta de ar, rubor, erupção cutânea, febre ou batimento cardíaco acelerado. Piqray deve ser interrompido definitivamente e não reiniciado, e deve ser iniciado prontamente o tratamento adequado.
Erupção cutânea e reações cutâneas graves
- Reações graves: a síndrome de Stevens-Johnson e o eritema multiforme foram notificados em 0,5% e 0,8% dos doentes nos estudos de fase 3, e o DRESS após a comercialização. Piqray não deve ser iniciado em doentes com antecedentes de reações cutâneas graves.
- Sinais de alerta: um pródromo de febre, sintomas gripais, lesões nas mucosas ou uma erupção cutânea progressiva. Se estes surgirem, Piqray é interrompido até se conhecer a causa, e é consultado um dermatologista. Se for confirmada uma reação grave, Piqray é interrompido definitivamente e nunca reiniciado; se não for confirmada, pode ser interrompido, reduzido ou parado de acordo com o RCM.
- Erupção cutânea no conjunto: a erupção cutânea ocorreu em 51,9% dos doentes, de grau 2 em 13,0% e de grau 3 em 20,7%, numa mediana de 12 dias após o início. Entre os doentes que receberam tratamento preventivo contra a erupção cutânea, incluindo anti-histamínicos, a erupção foi menos frequente (28,9% contra 51,9%), pelo que os anti-histamínicos podem ser iniciados no início do tratamento.
Pneumonite
Foram notificados casos de pneumonite, incluindo casos graves de doença pulmonar intersticial aguda. Os doentes devem comunicar prontamente quaisquer sintomas respiratórios novos ou que agravem. Se se suspeitar de pneumonite, Piqray é interrompido imediatamente e o doente avaliado; a pneumonite não infeciosa é considerada em doentes com hipóxia, tosse, falta de ar ou infiltrados intersticiais em exames de imagem, uma vez excluídas outras causas. Piqray é interrompido definitivamente se a pneumonite for confirmada.
Diarreia ou colite
- Monitorização: os doentes são monitorizados quanto a diarreia e outros sinais de colite, como dor abdominal e muco ou sangue nas fezes.
- Frequência: a diarreia ocorreu em 57,7% dos doentes (de grau 3 em 6,1%); para o grau 2 ou 3, o tempo mediano até ao início foi de 49,5 dias. Foi notificada diarreia grave com desidratação e lesão renal aguda, que se resolveu com tratamento adequado. Os medicamentos antidiarreicos, como a loperamida, foram necessários em 62,2% dos afetados.
- Aconselhamento: os doentes devem iniciar tratamento antidiarreico, beber mais líquidos e informar o médico se ocorrerem diarreia ou outros sintomas de colite. Na colite, pode ser considerado tratamento adicional, como esteroides. Pode ser necessário interromper, reduzir ou parar Piqray consoante a gravidade.
Osteonecrose da mandíbula
Devem ter-se precauções quando Piqray é administrado com bifosfonatos ou inibidores do ligando RANK (por exemplo, denosumab), ao mesmo tempo ou um após o outro. Não iniciar Piqray em doentes com osteonecrose da mandíbula em curso devido a tratamento anterior ou atual com bifosfonatos ou denosumab. Os doentes devem comunicar prontamente sintomas orais novos ou que agravem (dentes soltos, dor ou inchaço, feridas na boca que não cicatrizam, secreção). Se se desenvolver osteonecrose da mandíbula, é iniciado o tratamento médico habitual. Nos estudos, ocorreu em 5,1% dos doentes, todos com tratamento prévio ou concomitante com bifosfonatos ou inibidores do ligando RANK.
Fulvestrant prévio e doença visceral
A eficácia não é considerada estabelecida em doentes que já tiveram fulvestrant (dados limitados, 39 doentes). A eficácia e a segurança não foram estudadas em doentes com doença visceral sintomática.
Gravidez, amamentação e fertilidade
- A quem se destina: Piqray está indicado em homens e mulheres pós-menopáusicas e não deve ser utilizado em mulheres que estejam ou possam estar grávidas ou a amamentar.
- Risco para o feto: os estudos em animais e o mecanismo de ação mostram que o alpelisib pode prejudicar o feto em desenvolvimento. Os estudos embrio-fetais em ratos e coelhos mostraram embriotoxicidade, fetotoxicidade e teratogenicidade. Não existem dados sobre a utilização em mulheres grávidas, e Piqray não é recomendado na gravidez nem em mulheres com potencial para engravidar que não utilizem contraceção.
- Contraceção e teste de gravidez: as mulheres com potencial reprodutivo que tomem Piqray devem utilizar contraceção eficaz (por exemplo, um método de dupla barreira) durante o tratamento e durante pelo menos 1 semana depois, e o seu estado de gravidez deve ser verificado antes de iniciar.
- Homens: os doentes do sexo masculino com parceiras que estejam grávidas, possivelmente grávidas ou possam engravidar devem utilizar preservativo durante as relações sexuais enquanto tomam Piqray e durante pelo menos 1 semana depois.
- Amamentação: desconhece-se se o alpelisib passa para o leite humano ou animal. Piqray não deve ser utilizado por mulheres que estejam a amamentar.
- Vijoice: ver a secção 4.6 do RCM de Vijoice para as recomendações aplicáveis a doentes com PROS.
Sódio
Piqray contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por comprimido revestido por película, ou seja, é praticamente isento de sódio.
Efeito na condução
Piqray tem uma influência reduzida na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Os doentes que se sintam cansados ou tenham visão turva devem ter cuidado.
Condições de conservação
Os comprimidos de Piqray e Vijoice não necessitam de quaisquer condições especiais de conservação. Piqray é fornecido em blisters de PVC/PCTFE/alumínio, com 14 comprimidos por cartão de blister. Manter fora da vista e do alcance das crianças.
Prazo de validade
Piqray: 4 anos. Vijoice: 3 anos. Não utilizar após o prazo de validade impresso na embalagem.
Condições de dispensa em farmácia
Medicamento sujeito a receita médica (Rx). Piqray está sujeito a receita médica restrita: o tratamento é iniciado por um médico com experiência em terapêuticas antineoplásicas, após confirmação de uma mutação de PIK3CA. Vijoice é iniciado por um médico com experiência na abordagem do PROS. Ambos são tomados em casa sob a forma de comprimidos, pelo que são fornecidos ao doente ou à clínica que o trata mediante receita.
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Folato reduzido (isómero ativo do ácido folínico)
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DrugBank — Alpelisib (DB12015); EMA SmPC — Piqray and VijoiceÚltima revisão:
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