Aldesleucina

Interleucina-2 (imunoestimulante citocínico recombinante)

A aldesleucina é uma forma recombinante da interleucina-2 humana (IL-2), uma linfocina natural, produzida em Escherichia coli geneticamente modificada. Liga-se ao recetor da IL-2 e estimula o crescimento e a diferenciação dos linfócitos T e a atividade das células natural killer; não se conhece a forma exata como esta estimulação imunitária produz atividade antitumoral. Está autorizada a nível nacional na UE (por exemplo, em França como Proleukin) para o tratamento do adenocarcinoma renal metastático, e os doentes que apresentem os três fatores de risco enumerados no RCM não devem ser tratados. É administrada por perfusão intravenosa contínua, para a qual se recomenda o internamento numa unidade especializada com meios de cuidados intensivos, ou por injeção subcutânea, sempre sob a supervisão de um médico com experiência em quimioterapia antineoplásica. A síndrome de extravasamento capilar, com tensão arterial baixa, frequência cardíaca rápida e má perfusão dos órgãos, é o seu principal risco grave e exige uma vigilância rigorosa da circulação e da respiração.

Disponível sob as marcas

Esta substância ativa é comercializada sob as seguintes marcas, consoante a região e o fabricante:

  • Proleukin ®

As marcas são marcas registadas dos respetivos titulares. A Pharmalogistic não representa, fabrica nem distribui os produtos de marca acima indicados.

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Perguntas frequentes

Aldesleucina: para que é utilizado?

A aldesleucina é uma forma recombinante da interleucina-2 humana (IL-2), uma linfocina natural, produzida em Escherichia coli geneticamente modificada.

Aldesleucina: é necessária receita médica?

Sim. Aldesleucina é um medicamento sujeito a receita médica. É necessária uma receita válida emitida por um médico licenciado, e as regras de prescrição do país de destino são verificadas antes de qualquer envio.

Aldesleucina: como deve ser conservado?

Conservar Aldesleucina a 2–8 °C; não congelar; proteger da luz (manter na embalagem de origem), na embalagem de origem, ao abrigo da luz e fora do alcance das crianças. Após a primeira utilização: Após a reconstituição: utilizar imediatamente; estabilidade físico-química demonstrada durante 48 horas a 2–30 °C; se não for utilizado imediatamente, normalmente não mais de 24 horas a 2–8 °C, a menos que a reconstituição tenha sido efetuada em condições assépticas controladas e validadas.

Aldesleucina: precisa de envio refrigerado (cadeia de frio)?

Sim. Aldesleucina exige conservação a 2–8 °C; não congelar; proteger da luz (manter na embalagem de origem), pelo que o envio é feito em embalagem isotérmica com elementos de refrigeração dimensionados para todo o tempo de trânsito, mantendo a cadeia de temperatura ininterrupta desde a expedição até à entrega.

Aldesleucina: sob que marcas é comercializado?

Aldesleucina comercializa-se sob as marcas Proleukin, consoante o país e o fabricante. As marcas são propriedade dos respetivos titulares; a Pharmalogistic não representa nem distribui os produtos de marca.

Aldesleucina: que dosagens estão disponíveis?

Aldesleucina está disponível nas seguintes dosagens: 22 milhões de UI por frasco para injetáveis, pó para solução injetável (18 milhões de UI/ml após reconstituição). A dosagem adequada e o esquema posológico são determinados pelo médico assistente.

Aldesleucina: qual é o prazo de validade?

O prazo de validade de Aldesleucina é de 45 meses quando o produto é conservado conforme recomendado. Não utilizar após o prazo de validade impresso na embalagem.

Informação médica e orientações

Farmacologia, indicações e perfil de segurança desta substância ativa

Ação farmacológica

A aldesleucina é uma forma recombinante da interleucina-2 humana (IL-2), uma linfocina natural produzida pelos linfócitos T. É produzida por tecnologia de ADN recombinante numa estirpe de Escherichia coli que contém o gene da IL-2 humana, e a sua atividade biológica é comparável à da IL-2 humana. No ser humano e nos animais produz vários efeitos imunitários dependentes da dose. Em modelos tumorais de murganho reduz o crescimento e a disseminação do tumor, mas o RCM refere que o mecanismo preciso pelo qual esta estimulação imunitária produz atividade antitumoral ainda não é conhecido.

Mecanismo de ação

  • Sinalização do recetor: a aldesleucina liga-se ao recetor da IL-2 e aproxima os domínios citoplasmáticos das suas cadeias beta e gama. Isto ativa a tirosina cinase Jak3 e leva à fosforilação de resíduos de tirosina na cadeia beta; o complexo recetor ativado recruta proteínas de sinalização e estimula o crescimento e a diferenciação dos linfócitos T.
  • Efeitos imunitários: aumenta a proliferação e a citotoxicidade dos linfócitos, induz a atividade das células assassinas ativadas por linfocinas (LAK) e das células natural killer (NK) e induz a produção de interferão gama.
  • Atividade antitumoral: demonstrada em modelos tumorais de murganho; o mecanismo nos doentes não está estabelecido.

Farmacocinética

  • Absorção: após uma perfusão intravenosa curta, as concentrações plasmáticas são elevadas e a proteína distribui-se rapidamente para o espaço extravascular. Após injeção subcutânea, os níveis máximos são atingidos 2 a 6 horas depois e a biodisponibilidade absoluta é de 31 a 47%.
  • Distribuição: durante a perfusão intravenosa contínua com dose constante ou decrescente, o tmax médio foi de 11 horas e de 4,4 horas, e as concentrações séricas foram 3,20 e 1,95 vezes superiores às observadas após injeção subcutânea. As concentrações séricas após administração intravenosa são proporcionais à dose.
  • Metabolismo e eliminação: após um bólus intravenoso, os níveis séricos diminuem em duas fases, com uma semivida alfa de 13 minutos e uma semivida beta de 85 minutos; 87% da depuração de um bólus ocorre na fase alfa. A depuração média em doentes oncológicos é de 155 a 420 ml/min; num estudo recente em doentes com cancro metastático foi de 243,2 a 346,3 ml/min, com uma semivida terminal de 100,4 a 123,9 minutos. O rim é a via principal: a proteína é degradada em aminoácidos nas células dos túbulos proximais, e na urina aparece pouca ou nenhuma proteína ativa.
  • Cinética subcutânea: um modelo monocompartimental, com uma semivida de absorção de 45 minutos e uma semivida de eliminação de 3 a 5 horas.
  • Populações especiais: nenhum estudo formal comparou a farmacocinética em doentes idosos e mais jovens nem examinou doentes com compromisso renal ou hepático.

Indicações

  • Adenocarcinoma renal metastático (carcinoma de células renais): tratamento do adenocarcinoma renal metastático. A posologia do RCM destina-se a doentes adultos.
  • Fatores de risco para uma resposta menor: três fatores estão associados a uma menor taxa de resposta e a uma sobrevivência mediana mais curta, e ambas diminuem à medida que aumenta o número de fatores: um estado de desempenho ECOG de 1 ou superior (0 = atividade normal; 1 = sintomático mas ambulatório); metástases em mais de um órgão; e menos de 24 meses entre o diagnóstico inicial do tumor primário e a avaliação do doente para tratamento. Os doentes que apresentem os três fatores não devem ser tratados.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.
  • Estado geral: estado de desempenho ECOG de 2 ou superior.
  • Estado de desempenho ECOG de 1 ou superior em conjunto com metástases em mais de um órgão e menos de 24 meses entre o diagnóstico inicial do tumor primário e a avaliação para tratamento (os três fatores de risco).
  • Antecedentes significativos ou presença de doença cardíaca grave (em casos duvidosos realiza-se uma prova de esforço).
  • Sinais de infeção ativa que requeira tratamento antibiótico.
  • PaO2 inferior a 60 mmHg em repouso.
  • Disfunção grave de um órgão vital.
  • Metástases cerebrais ou distúrbio convulsivo, exceto metástases cerebrais tratadas com sucesso (exame normal, estado neurológico estável).

O RCM recomenda ainda que a aldesleucina não seja utilizada em caso de: leucócitos abaixo de 4000/mm³, plaquetas abaixo de 100 000/mm³ ou hematócrito abaixo de 30%; bilirrubina ou creatinina séricas anormais; antecedentes de aloenxerto de órgão; doentes com probabilidade de necessitarem de tratamento com corticosteroides; e doença autoimune preexistente.

Efeitos indesejáveis

A frequência e a gravidade dos efeitos indesejáveis dependem da via, da dose e do esquema. A maioria está diretamente relacionada com o produto e pode desaparecer em 1 a 2 dias após a suspensão do tratamento. Entre 255 doentes com adenocarcinoma renal metastático tratados apenas com aldesleucina, 4% (11 doentes) morreram por causas relacionadas com o tratamento; menos de 1% dos doentes tratados por via subcutânea morreu por efeitos indesejáveis.

Muito frequentes (≥1/10): anemia, trombocitopenia; hipotiroidismo; anorexia; ansiedade, confusão, depressão, insónia; tonturas, cefaleia, parestesia, sonolência; taquicardia, arritmia, dor torácica; hipotensão; dispneia, tosse; náuseas com ou sem vómitos, diarreia, estomatite; eritema e erupção cutânea, dermatite esfoliativa, prurido, sudorese; oligúria, aumento da ureia e da creatinina no sangue; reações, dor e inflamação no local de injeção (menos frequentes com a perfusão intravenosa contínua), febre com ou sem arrepios, mal-estar, astenia e fadiga, dor, edema, aumento de peso, perda de peso.

Frequentes (≥1/100 a <1/10): infeção respiratória, sépsis; leucopenia, coagulopatia incluindo coagulação intravascular disseminada, eosinofilia; hipertiroidismo; acidose, hiperglicemia, hipocalcemia, hipercalcemia, hipercaliemia, desidratação, hiponatremia, hipofosfatemia; irritabilidade, agitação, alucinações; neuropatia, síncope, perturbações da fala, perda do paladar, letargia; conjuntivite; cianose, alterações transitórias do ECG, isquemia do miocárdio, palpitações, doenças cardiovasculares incluindo insuficiência cardíaca; flebite, hipertensão; edema pulmonar, derrame pleural, hipoxia, hemoptise, epistaxe, congestão nasal, rinite; disfagia, dispepsia, obstipação, hemorragia gastrointestinal (incluindo hemorragia retal e hematémese), ascite, queilite, gastrite; aumento das transaminases, da fosfatase alcalina e da lactato desidrogenase, hiperbilirrubinemia, hepatomegalia ou hepatoesplenomegalia; alopecia, urticária; mialgia, artralgia; hematúria, insuficiência renal, anúria; inflamação das mucosas, nódulo no local de injeção, hipotermia, sintomas gripais.

Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100): neutropenia; reações de hipersensibilidade; hipoglicemia; coma, convulsões, paralisia, miastenia; miocardite, cardiomiopatia, paragem cardíaca, derrame pericárdico; trombose, tromboflebite, hemorragia; pancreatite, obstrução intestinal, perfuração gastrointestinal (incluindo necrose ou gangrena); vitiligo, angioedema; miopatia, miosite.

Raros (≥1/10 000 a <1/1000): agranulocitose, anemia aplástica, anemia hemolítica, neutropenia febril; anafilaxia; diabetes mellitus; afeção do nervo ótico incluindo nevrite ótica; hipocinesia ventricular; embolia pulmonar, síndrome de dificuldade respiratória aguda; ativação de doença de Crohn quiescente; colecistite, insuficiência hepática fatal; erupção vesiculobolhosa, síndrome de Stevens-Johnson; necrose no local de injeção.

Desconhecido: hemorragia intracraniana ou cerebral, acidente vascular cerebral, leucoencefalopatia; tamponamento cardíaco; rabdomiólise.

A síndrome de extravasamento capilar pode ser acompanhada de arritmias cardíacas, angina, enfarte do miocárdio, insuficiência respiratória que requer intubação, hemorragia gastrointestinal, enfarte mesentérico, insuficiência renal, edema e alterações do estado mental; é menos frequente e menos grave com a administração subcutânea do que com a intravenosa contínua. Foram notificados na literatura casos raros de leucoencefalopatia, sobretudo em doentes tratados por infeção por VIH que apresentavam também outros fatores de risco.

Interações medicamentosas

  • Cisplatina, vinblastina e dacarbazina: foi notificada uma síndrome de lise tumoral fatal com a utilização concomitante, pelo que a associação não é recomendada.
  • Interferão alfa: a rabdomiólise grave e a lesão cardíaca (enfarte do miocárdio, miocardite, hipocinesia ventricular) parecem mais frequentes com aldesleucina intravenosa mais interferão alfa. Com a associação foram observadas exacerbação ou primeira manifestação de doenças autoimunes e inflamatórias (glomerulonefrite por IgA, miastenia oculobulbar grave, artrite inflamatória, tiroidite, pênfigo bolhoso, síndrome de Stevens-Johnson).
  • Glucocorticoides: podem reduzir a eficácia da aldesleucina e devem ser evitados. Se surgirem sinais ou sintomas que ponham a vida em risco, pode utilizar-se dexametasona até que os efeitos tóxicos se tornem aceitáveis.
  • Medicamentos hepatotóxicos, nefrotóxicos, mielotóxicos ou cardiotóxicos: podem agravar a toxicidade da aldesleucina nos mesmos órgãos. Como a aldesleucina aumenta de forma reversível as transaminases, a bilirrubina, a ureia e a creatinina, o metabolismo hepático ou a excreção renal de outros medicamentos pode alterar-se; os medicamentos com toxicidade renal ou hepática conhecida devem ser usados com precaução.
  • Anti-hipertensores como os beta-bloqueadores: podem aumentar o efeito de redução da tensão arterial, pelo que é necessária monitorização.
  • Medicamentos psicotrópicos e outros de ação central: a aldesleucina afeta o sistema nervoso central e pode modificar a resposta aos medicamentos psicotrópicos; monitorizar.
  • Meios de contraste: utilizados após a aldesleucina, podem fazer reaparecer a toxicidade observada durante o tratamento, sobretudo nas 2 semanas seguintes à última dose, mas por vezes meses depois. Os meios de contraste não devem ser utilizados durante as 2 semanas após o tratamento.
  • Aldesleucina sequencial em dose elevada com quimioterapia: foram notificadas reações de hipersensibilidade (eritema, prurido, hipotensão) nas horas seguintes à quimioterapia com dacarbazina, cisplatina, tamoxifeno e interferão alfa, e alguns doentes necessitaram de intervenção médica.

Administração e posologia

A aldesleucina só pode ser utilizada sob a supervisão de um médico qualificado com bons conhecimentos de quimioterapia antineoplásica. Quando administrada por perfusão intravenosa contínua, recomenda-se o internamento numa unidade especializada com os meios de uma unidade de cuidados intensivos, para que o estado clínico e laboratorial possa ser devidamente acompanhado. O tratamento subcutâneo pode ser administrado no domicílio por profissionais de saúde qualificados. O pó é reconstituído antes da utilização (1,2 ml de água para preparações injetáveis dão 18 milhões de UI/ml; a preparação está descrita na secção 6.6 do RCM).

Dose recomendada (adultos)

  • Perfusão intravenosa contínua: 18 milhões de UI/m² durante 24 horas durante 5 dias, depois 2 a 6 dias sem aldesleucina, a seguir mais 5 dias de perfusão contínua e 3 semanas sem aldesleucina. Este é um ciclo de indução. Após as 3 semanas sem tratamento do primeiro ciclo, deve ser administrado um segundo ciclo de indução.
  • Manutenção após a indução intravenosa: se a doença responder ou estiver estável, até 4 ciclos de manutenção (18 milhões de UI/m² em perfusão contínua durante 5 dias), com 4 semanas entre ciclos.
  • Injeção subcutânea: 18 milhões de UI por dia durante 5 dias, depois 2 dias sem aldesleucina. Nas 3 semanas seguintes, 18 milhões de UI nos primeiros 2 dias de cada semana e 9 milhões de UI nos dias 3, 4 e 5, sem tratamento nos dias 6 e 7. Após uma semana sem aldesleucina, o ciclo de 4 semanas é repetido. Os doentes que respondem ou estão estáveis podem continuar esses ciclos como manutenção.

Ajustes de dose

  • Se a dose recomendada não for tolerada, a dose é reduzida ou o tratamento é interrompido até os sinais de intolerância desaparecerem. Não se sabe em que medida a redução da dose altera a taxa de resposta e a sobrevivência mediana.
  • A decisão de recomeçar tem em conta a gravidade e a natureza da toxicidade. Os efeitos indesejáveis podem ser graves ou pôr a vida em risco, mas são tratáveis, e geralmente (embora nem sempre) desaparecem em 1 a 2 dias após a suspensão.

Medicamentos de suporte

Com a dose recomendada, a febre e os efeitos gastrointestinais são habituais. Pode administrar-se paracetamol com a aldesleucina para reduzir a febre, e pode acrescentar-se petidina para os arrepios que a acompanham. Os antieméticos e os antidiarreicos tratam os efeitos gastrointestinais, e os anti-histamínicos podem ajudar em alguns casos de erupção cutânea com comichão.

Populações especiais

  • Compromisso renal ou hepático: não existe estudo formal de farmacocinética, segurança ou tolerabilidade; os doentes com compromisso preexistente necessitam de monitorização rigorosa.
  • Idosos: não existe comparação formal com doentes mais jovens, e foram estudados poucos doentes com 65 anos ou mais (as taxas de resposta foram semelhantes). Prescrever com precaução, porque a função renal e hepática pode diminuir com a idade e os doentes mais velhos podem ser mais sensíveis aos efeitos indesejáveis.
  • Crianças e adolescentes: a segurança e a eficácia não foram estabelecidas.

Advertências e precauções especiais

Síndrome de extravasamento capilar

A aldesleucina pode causar a síndrome de extravasamento capilar: perda do tónus vascular com saída de proteínas plasmáticas e líquido dos vasos, produzindo hipotensão, frequência cardíaca rápida e má perfusão dos órgãos. Um caso grave foi fatal. Geralmente começa nas horas seguintes à primeira dose, com sintomas (hipotensão, taquicardia, dispneia, edema pulmonar) notificados 2 a 12 horas depois. A função circulatória e respiratória tem de ser vigiada de perto, especialmente com a administração intravenosa. A hipotensão por vezes corrige-se sem tratamento; caso contrário, administram-se líquidos por via intravenosa com cuidado, e os casos refratários necessitam de catecolaminas em dose baixa, cuja utilização prolongada ou doses mais elevadas podem provocar perturbações do ritmo cardíaco. O benefício da expansão do volume sanguíneo tem de ser ponderado em relação ao risco de edema pulmonar, ascite e derrame pleural ou pericárdico. Se estas medidas falharem, a aldesleucina é suspensa.

Doença autoimune

A aldesleucina pode agravar uma doença autoimune existente com complicações potencialmente fatais e pode reativar uma doença de Crohn quiescente. Como nem todos os doentes que desenvolvem problemas autoimunes relacionados com a interleucina-2 têm antecedentes destes, a função tiroideia e outras possíveis doenças autoimunes têm de ser monitorizadas de perto.

Sistema nervoso central

O tratamento tem de ser interrompido se ocorrer letargia ou sonolência graves, porque continuar pode levar ao coma. A aldesleucina pode agravar os sintomas de metástases cerebrais não reconhecidas ou não tratadas, pelo que todos os doentes necessitam primeiro de uma avaliação e de um tratamento adequados das metástases cerebrais. Podem ocorrer perturbações psiquiátricas (irritabilidade, confusão, depressão); são geralmente reversíveis, mas podem durar vários dias. A aldesleucina pode alterar o efeito dos medicamentos psicotrópicos.

Função renal e hepática

A aldesleucina causa aumentos reversíveis das transaminases hepáticas, da bilirrubina, da ureia e da creatinina e pode alterar o metabolismo hepático ou a excreção renal de outros medicamentos. Os medicamentos com toxicidade renal ou hepática conhecida são utilizados com precaução, e os doentes com compromisso preexistente são monitorizados de perto.

Infeções

Qualquer infeção bacteriana existente tem de ser tratada antes de iniciar, porque pode aumentar a toxicidade. A aldesleucina pode aumentar a frequência ou a gravidade das infeções bacterianas (sépsis, endocardite bacteriana, tromboflebite séptica, peritonite, pneumonia), principalmente após utilização intravenosa; os microrganismos são Staphylococcus aureus ou S. epidermidis e, por vezes, Escherichia coli. As infeções locais relacionadas com o cateter são mais frequentes com a perfusão intravenosa contínua, e os antibióticos preventivos são essenciais nos doentes com cateteres centrais. A injeção subcutânea causa frequentemente reações inflamatórias no local de injeção, por vezes com necrose; alternar os locais de injeção pelo corpo reduz essas reações.

Derrames serosos e metabolismo da glucose

A aldesleucina pode agravar os derrames serosos, que devem ser tratados antes de iniciar, em particular quando o agravamento possa causar falência de um órgão importante (por exemplo, derrame pericárdico). Pode também perturbar o metabolismo da glucose, pelo que a glicemia é monitorizada, especialmente em doentes com diabetes.

Monitorização antes e durante o tratamento

  • Antes do tratamento e periodicamente: um hemograma padrão com fórmula leucocitária e contagem de plaquetas (podem ocorrer anemia e trombocitopenia), bioquímica do sangue incluindo equilíbrio hidroeletrolítico, glucose e testes da função renal e hepática, além dos exames habituais do adenocarcinoma renal metastático.
  • Antes do tratamento: radiografia do tórax, ECG (com prova de esforço, se necessário) e gasometria arterial. Anomalias ou sinais de isquemia cardíaca exigem exames adicionais para excluir doença coronária significativa.
  • Durante o tratamento intravenoso: tensão arterial e pulso regulares, função de outros órgãos incluindo o estado mental e o débito urinário, com medições mais frequentes se a tensão arterial descer. A hipovolemia é avaliada pela pressão venosa central.
  • Sinais respiratórios: os doentes com fervores, frequência respiratória aumentada ou dispneia necessitam de monitorização da função pulmonar, incluindo oximetria de pulso e gasometria arterial.

Gravidez, amamentação e fertilidade

  • Contraceção: os homens e as mulheres com potencial para engravidar têm de utilizar contraceção eficaz durante o tratamento.
  • Gravidez: não existem dados em mulheres grávidas, e os estudos de reprodução em animais são insuficientes. Em ratos, a aldesleucina causou toxicidade materna e letalidade embrionária. Não deve ser utilizada na gravidez, a menos que o benefício esperado para a mãe justifique o risco potencial para o feto.
  • Amamentação: nada se sabe sobre a excreção no leite humano. Devido ao risco desconhecido de efeitos indesejáveis graves no recém-nascido, a amamentação não é permitida durante o tratamento.

Sódio

Cada ml contém menos de 23 mg de sódio, pelo que o produto é considerado essencialmente isento de sódio.

Efeito na condução

A aldesleucina pode afetar o sistema nervoso central. Podem ocorrer alucinações, sonolência, síncope e convulsões, que podem prejudicar a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Os doentes não devem conduzir nem utilizar máquinas até estes efeitos terem desaparecido.

Condições de conservação

Conservar no frigorífico a 2–8 °C. Não congelar. Manter na embalagem de origem para proteger da luz. A aldesleucina é um produto de cadeia de frio: manter a 2–8 °C durante o transporte e o armazenamento. Após a reconstituição conforme as instruções, foi demonstrada a estabilidade físico-química em utilização durante 48 horas a 2–30 °C (refrigerado ou à temperatura ambiente). Do ponto de vista microbiológico, o produto reconstituído deve ser utilizado imediatamente; caso contrário, os tempos e as condições de conservação são da responsabilidade do utilizador e normalmente não devem exceder 24 horas a 2–8 °C, a menos que a reconstituição tenha sido efetuada em condições assépticas controladas e validadas. Apresentação: frasco para injetáveis de vidro transparente de tipo I de 5 ml de utilização única, com rolha de borracha sintética, em embalagens de 1 ou 10 frascos para injetáveis; é possível que nem todas as apresentações sejam comercializadas.

Prazo de validade

45 meses por abrir. Após a reconstituição, o RCM indica 24 horas (secção 6.3) e refere que a solução diluída tem de ser utilizada nas 48 horas seguintes à reconstituição, incluindo o tempo de perfusão; ver Condições de conservação para as condições.

Condições de dispensa em farmácia

Apenas mediante receita médica (Rx), para utilização sob a supervisão de um médico qualificado com experiência em quimioterapia antineoplásica. A aldesleucina é administrada por profissionais de saúde: a perfusão intravenosa contínua é administrada no hospital, de preferência numa unidade especializada com meios de cuidados intensivos, e o ciclo subcutâneo pode ser administrado no domicílio por profissionais de saúde qualificados. É fornecida ao hospital ou clínica que a administra, em condições de cadeia de frio (2–8 °C).

Outras substâncias ativas da mesma área terapêutica ou classe farmacológica.

Aviso importante

As informações fornecidas neste website destinam-se exclusivamente a fins de informação geral e educativos e não constituem aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendação de tratamento. Estas informações não pretendem substituir a consulta com um profissional de saúde qualificado. Procure sempre o aconselhamento do seu médico, farmacêutico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado para qualquer questão relacionada com uma condição clínica ou um medicamento. Nunca ignore o aconselhamento médico profissional nem atrase a sua procura por causa de informações apresentadas neste website. A disponibilidade dos produtos, as indicações aprovadas e a informação de prescrição podem variar consoante o país. Muitos dos medicamentos referidos estão sujeitos a receita médica; sempre que uma receita seja exigida, esta deve ser válida no país de destino, e os produtos devem ser utilizados sob supervisão médica. Não adquirimos, enviamos nem listamos substâncias controladas ao abrigo da lei austríaca dos estupefacientes (Suchtmittelgesetz, SMG) ou de regulamentação internacional equivalente.

Consulte os nossos Termos e condições e o Aviso médico na íntegra

Fonte da informação

Esta informação sobre o produto baseia-se em:

DrugBank — Aldesleukin (DB00041); ANSM SmPC — Proleukin 18 Millions U.i.

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